La follìa

#umpoetaumpoemapordia #96 (03/2)
 
POEMA: La follìa
Una foglia cadde dal platano, un fruscìo scosse il cuore del cipresso, / sei tu che mi chiami. // Occhi invisibili succhiellano l’ombra, s’infiggono in me come chiodi in un muro, / sei tu che mi guardi. // Mani invisibili le spalle mi toccano, verso l’acque dormenti del pozzo mi attirano, / sei tu che mi vuoi. // Su su dalle vertebre diacce con pallidi taciti brividi la follìa sale al cervello, / sei tu che mi penetri. // Più non sfiorano i piedi la terra, più non pesa il corpo nell’aria, via lo porta l’oscura vertigine, / sei tu che mi travolgi, sei tu.
 
(Tradução de Jorge de Sena)
Uma folha tomba no plátano, um frémito sacode o imo do cipreste, /
És tu que me chamas. // Olhos invisíveis sulcam a sombra, penetram-me como à parede os pregos, / És tu que me fitas. // Mãos invisíveis nos ombros me tocam, para as águas dormentes do lago me atraem, / És tu que me queres. // De sob as vértebras com pálidos toques ligeiros a loucura sai para o cérebro, / És tu que me penetras. // Não mais os pés pousam na terra, não mais pesa o corpo nos ares, transporta-o a vertigem obscura, / És tu que me atravessas, tu.
 
POETISA
Ada Negri (Lodi, 3 de fevereiro de 1870 – Milão, 11 de janeiro de 1945) foi uma poetisa italiana.
 
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