Fear and the Monkey

#umpoetaumpoemapordia #98 (05/2)

POEMA – FEAR AND THE MONKEY
Turgid itch and the perfume of death
On a whispering south wind
A smell of abyss and of nothingness
Dark Angel of the wanderers howls through the loft
With sick smelling sleep
Morning dream of a lost monkey
Born and muffled under old whimsies
With rose leaves in closed jars
Fear and the monkey
Sour taste of green fruit in the dawn
The air milky and spiced with the trade winds
White flesh was showing
His jeans were so old
Leg shadows by the sea
Morning light
On the sky light of a little shop
On the odor of cheap wine in the sailors’ quarter
On the fountain sobbing in the police courtyards
On the statue of moldy stone
On the little boy whistling to stray dogs.
Wanderers cling to their fading home
A lost train whistle wan and muffled
In the loft night taste of water
Morning light on milky flesh
Turgid itch ghost hand
Sad as the death of monkeys
Thy father a falling star
Crystal bone into thin air
Night sky
Dispersal and emptiness.
— August 1978.

(Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça)
MEDO E O MACACO
Coceira irritante e o perfume da morte
No sussurrante vento sul
Cheiro de abismo e nada
O Anjo Vil dos vagabundos uiva pelo apartamento
Como um sono cheirando a doença
Sonho matutino de um macaco perdido
Nascido e sufocado por velhas fantasias
Com pétalas de rosa em frascos fechados
Medo e o macaco
Gosto amargo de fruta verde ao amanhecer
O ar lácteo e picante da brisa marinha
Carne branca denuncia
Teus jeans tão desbotados
Perna sob sombras do mar
Luz da manhã
No néon celeste de um armazém
No cheiro do vinho barato no bairro dos marujos
Na fonte soluçante do patío da polícia
Na estátua de pedra embolorada
No molequinho assobiando para vira-latas.
Vagabundos agarram suas casa imaginárias
Um trem perdido apita vago e abafado
No apartamento noite gosto d’água
Luz da manhã em carne láctea
Coceira irritante mão fantasma
Triste como a morte dos macacos
Teu pai uma estrela cadente
Osso de cristal no ar fino
Céu noturno
Dispersão e vazio.
(Em Vozes & VIsões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje, Editora Iluminuras, 1994)

POETA – William S. Burroughs
William Seward Burroughs II (St. Louis, 5 de fevereiro de 1914 — Lawrence, 2 de agosto de 1997) foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.

MAIS SOBRE
http://www.salamalandro.redezero.org/um-poema-de-william-burroughs/
https://pt.wikipedia.org/wiki/William_S._Burroughs
http://realitystudio.org/texts/the-poetry-of-william-s-burroughs/fear-and-the-monkey/
https://thethoughtexperiment.wordpress.com/2010/09/27/burroughs-month-fear-and-the-monkey/
http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/pare-conhecer-algo-de-william-burroughs-que-faria-cem-anos/

burroughs

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