«All is an interminable chain of longing» ESCAPIST – NEVER by ROBERT FROST

He is no fugitive– escaped, escaping.
No one has seen him stumble looking back.
His fear is not behind him but beside him
On either hand to make his course perhaps
A crooked straightness yet no less a straightness.
He runs face forward. He is a pursuer.
He is a seeker who in his turn seeks
Another still, lost far into the distance.
Any who seek him seek in him the seeker.
His life is a pursuit of a pursuit forever.
It is the future that creates his present.

All is an interminable chain of longing.
«»

Escapist– Never by Robert Frost


veja também:

“A Trilha que não Tomei” – Tradução de Gustavo Furniel, na Zagaia em Revista

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

A trilha que não tomei

Duas trilhas divergiam sob árvores amarelas
E eu, triste por não poder percorrer ambas
E permanecer um, detive-me em longa espera
E olhei tão abaixo quanto pude uma delas
Até onde se dobrava entre as plantas;
Então tomei a outra, tão bela quanto correta,
E talvez por ser a mais atraente
Por seu gramado almejar o passeio como meta,
Embora passasem por ali de forma reta
E usassem ambas de maneira semelhante,
E ambas igualmente deitassem naquela manhã
Em folhas que nenhum passo tornara pretas.
Ah, eu guardei a primeira para o amanhã!
Ainda que soubesse como à seguinte leva uma direção
Duvidei se um dia deveria voltar atrás.
Eu contarei isso enquanto expiro
Em algum lugar, em tempos e tempos:
Pois duas trilhas em um bosque divergiram, e eu,
Eu tomei aquela que menos percorreram,
E isso fez toda a diferença.

*

ou

“Nada que é dourado permanece” – Tradução: Fábio Malavoglia, na RadioMetrópolis

Nothing gold can stay

Nature’s first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leaf’s a flower;
But only so an hour.

Then leaf subsides to leaf,
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.

Nada que é dourado permanece

Na Terra o verde novo é louro,
da cor do transitório ouro,
que cedo em cada folha aflora;
mas só por uma hora.

Pois folha submerge a folha,
e o Éden ao luto se recolha
da Aurora, que ao dia desce.
Nada que é dourado permanece.

**

ou

Robert Frost: Parado entre árvores no entardecer nevado- Tradução: Fábio Malavoglia, na RadioMetrópolis

Stopping by Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound’s the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep..

Parado entre árvores no entardecer nevado

Tais matas sei serem de alguém.
Sua casa está na aldeia além;
Não me verá parado aqui
Na mata a olhar neve que vem.

O meu cavalo pensa que é engano
Parar sem ter um sítio humano
Entre tal mata e o lago em gelo
Na mais escura tarde do ano.

A tilintar-lhe o arreio treme
Pergunta d’erro e dúbio geme.
Somente o som se ouve do sopro
do vento leve e o branco creme.

Umbrosas matas que ora abandono,
Fugir às juras eu não tenciono,
E há muito a andar antes do sono,
E há muito a andar antes do sono.

**

e outros poemas e outras traduções

ALGUNS POEMAS DE ROBERT FROST, no arspoeticaethumanitas blogue

*

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