TERRA DO SOL

12 de octubre 1492

safe_image

En 1492, los nativos descubrieron que eran indios,
descubrieron que vivían en América,
descubrieron que estaban desnudos,
descubrieron que existía el pecado,
descubrieron que debían obediencia a un rey y a una reina de otro mundo y a un dios de otro cielo,
y que ese dios había inventado la culpa y el vestido
y había mandado que fuera quemado vivo quien adorara al sol y a la luna y a la tierra y a la lluvia que la moja…

 

Los caminos del viento

(Palabras de agradecimiento, al recibir el Premio Stig Dagerman, en Suecia, el 12 de septiembre, 2010)

«Querido Stig: Ojalá seamos dignos de tu desesperada esperanza.

Ojalá podamos tener el coraje de estar solos y la valentía de arriesgarnos a estar juntos, porque de nada sirve un diente fuera de la boca, ni un dedo fuera de la mano.

Ojalá podamos ser desobedientes, cada vez que recibimos órdenes que humillan nuestra conciencia o violan nuestro sentido común.

Ojalá podamos merecer que nos llamen locos, como han sido llamadas locas las Madres de Plaza de Mayo, por cometer la locura de negarnos a olvidar en los tiempos de la amnesia obligatoria.

Ojalá podamos ser tan porfiados para seguir creyendo, contra toda evidencia, que la condición humana vale la pena, porque hemos sido mal hechos, pero no estamos terminados.

Ojalá podamos ser capaces de seguir caminando los caminos del viento, a pesar de las caídas y las traiciones y las derrotas, porque la historia continúa, más allá de nosotros, y cuando ella dice adiós, está diciendo: hasta luego.

Ojalá podamos mantener viva la certeza de que es posible ser compatriota y contemporáneo de todo aquel que viva animado por la voluntad de justicia y la voluntad de belleza, nazca donde nazca y viva cuando viva, porque no tienen fronteras los mapas del alma ni del tiempo.»

Eduardo Galeano

Eduardo Galeano: Mitos, Dios

hqdefault

Download-As-Veias-Abertas-da-America-Latina-Eduardo-Galeano-em-ePUB-mobi-e-PDF-367x574

«GRITO» por Lila Ripoll

#umpoetaumpoemapordia #286 (12/8)

POETISA: LILA RIPOLL

(Quaraí, RS, Brasil, 12 de agosto de 1905 — Porto Alegre, RS, Brasil, 7 de fevereiro de 1967) foi uma poetisa, pianista e militante comunista brasileira.

POEMA: GRITO

Não, não irei sem grito.
Minha voz nesse dia subirá.
E eu me erguerei também.
Solitária. Definida.
As portas adormecidas abrirão
passagem para o mundo
Meus sonhos, meus fantasmas,
meus exércitos derrotados,
sacudirão o silêncio de convenção
e as máscaras de piedade compungida.
Dispensarei as rosas, as violetas,
os absurdos véus sobre meu rosto.
Serei eu mesma. Estarei
inteira sobre a mesa.
As mãos vazias e crispadas,
os olhos acordados,
a boca vincada de amargor.
Não. Não irei sem grito.
Abram as portas adormecidas,
levantem as cortinas,
abaixem as vozes
e as máscaras —
que eu vou sair inteira.
Eu mesma. Solitária.
Definida.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Lila_Ripoll
https://www.escritas.org/pt/lila-ripoll
http://www.celpcyro.org.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&Itemid=0&id=479
http://www.elfikurten.com.br/2015/08/lila-ripoll-o-fazer-poetico.html
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/lila_ripoll.html
http://www.pucrs.br/delfos/?p=lila
https://nuhtaradahab.wordpress.com/2012/08/12/lila-ripoll-poemas-escolhidos/

OUTROS

Robert Southey, historiador e poeta britânico
Radclyffe Hall, poeta e romancista britânica
Norberto Aroldi, poeta argentino, roteirista e ator
Katharine Lee Bates, poeta e autor americano
Donald Justice, poeta e professor de literatura americano
Walter Dean Myers, autor e poeta americano

«FAREWELL, Y LOS SOLLOZOS» por Pablo Neruda

#umpoetaumpoemapordia #255 (12/7)

POETA: PABLO NERUDA

nascido Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto (Parral, Chile, 12 de julho de 1904 — Santiago, 23 de setembro de 1973), foi um poeta chileno, considerado um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Recebeu o Nobel de Literatura em 1971.

Originalmente um pseudônimo, a escolha do nome “Pablo Neruda” foi uma declaração de afinidade com o escritor checo Jan Neruda. Esse pseudônimo seria utilizado durante toda a vida e tornou-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.

POEMA: FAREWELL, Y LOS SOLLOZOS

FAREWELL
1

DESDE el fondo de ti, y arrodillado,
un niño triste, como yo, nos mira.

Por esa vida que arderá en sus venas
tendrían que amarrarse nuestras vidas.

Por esas manos, hijas de tus manos,
tendrían que matar las manos mías.

Por sus ojos abiertos en la tierra
veré en los tuyos lágrimas un día.

2

YO NO lo quiero, Amada.

Para que nada nos amarre
que no nos una nada.

Ni la palabra que aromó tu boca,
ni lo que no dijeron las palabras.

Ni la fiesta de amor que no tuvimos,
ni tus sollozos junto a la ventana.

3

(AMO el amor de los marineros
que besan y se van.

Dejan una promesa.
No vuelven nunca más.

En cada puerto una mujer espera:
los marineros besan y se van.

Una noche se acuestan con la muerte
en el lecho del mar.

4

AMO el amor que se reparte
en besos, lecho y pan.

Amor que puede ser eterno
y puede ser fugaz.

Amor que quiere libertarse
para volver a amar.

Amor divinizado que se acerca
Amor divinizado que se va.)

5

YA NO se encantarán mis ojos en tus ojos,
ya no se endulzará junto a ti mi dolor.

Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada
y hacia donde camines llevarás mi dolor.

Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos
un recodo en la ruta donde el amor pasó.

Fui tuyo, fuiste mía. Tu serás del que te ame,
del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo.

Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste.
Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy.

…Desde tu corazón me dice adiós un niño.
Y yo le digo adiós.
– Pablo Neruda, em “Crepusculário”. [tradução José Eduardo Degrazia]. Edição Bilíngue. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2011.

TRADUÇÃO DE: José Eduardo Degrazia

FAREWELL, E OS SOLUÇOS

FAREWELL
1
DESDE o mais fundo de ti e ajoelhado,
um menino triste, como eu, nos olha.

Por essa vida que arderá em tuas veias
teriam que amarrar-se nossas vidas.

Por essas mãos, que de tuas mãos são filhas,
teriam que matar-se as mãos tão minhas.

Por teus olhos abertos nessa terra
verei as lágrimas nos teus um dia.

2
Eu não o quero, Amada.

Para que nada nos amarre
que não nos una nada.

Nem a palavra que aromou tua boca,
nem o que não disseram as palavras.

Nem a festa de amor que não tivemos,
nem teus soluços junto da janela.

3
(Amo o amor dos marinheiros
que beijam e se vão.

Deixam promessa,
não voltam nunca mais.

Em cada porto uma mulher espera:
os marinheiros beijam e se vão.

Uma noite irão dormir com a morte
em seu leito de mar.

4
Amo o amor que se reparte
em beijos, leite e pão.

Amor que pode ser eterno
e pode ser fugaz.

Amor que quer liberdade
para voltar a amar.

Amor divinizado que vem vindo,
amor divinizado que se vai.)

5
Já não se encantarão meus olhos nos teus olhos,
já não se adoçará junto a ti minha dor.

Mas até onde for levarei o teu olhar
e a té onde tu fores levarás minha dor.

Fui teu e foste minha. Mais? juntos fizemos
um desvio no caminho onde o amor passou.

Fui teu e foste minha. Serás do que te ame,
do que colha no teu horto o que eu plantei.

E me vou, estou triste: mas sempre estou triste.
Venho desde teus braços. Não sei aonde vou.

… Desde teu coração diz adeus um menino.
E eu lhe digo adeus.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda

3 poemas de Neruda que farão com que o seu coração acelere, imediatamente.


http://www.elfikurten.com.br/2016/05/pablo-neruda-poemas.html.

OUTROS

Juan del Encina, poeta e compositor espanhol
Henry David Thoreau, autor, poeta e filósofo norte-americano
Stefan George , poeta e escritor alemão
Max Jacob, poeta francês
Manuel Antonio Pérez Sánchez, poeta galego
Han Yong-un , poeta coreano

«ERA LA MIA CITTÀ, LA CITTÀ VUOTA» por Sandro Penna

#umpoetaumpoemapordia #225 (12/6)

POETA: SANDRO PENNA

(Perúgia, 12 de junho de 1906 – Roma, 21 de janeiro de 1977) foi um poeta italiano.

POEMA: ERA LA MIA CITTÀ, LA CITTÀ VUOTA

Era la mia città, la città vuota
all’alba, piena di un mio desiderio.
Ma il mio canto d’amore, il mio più vero
era per gli altri una canzone ignota.

TRADUÇÃO DE: VERA LÚCIA DE OLIVEIRA

Era minha cidade, cidade vazia
na aurora, cheia de um desejo meu.
Mas meu canto de amor, meu mais verdadeiro
era para os outros uma desconhecida canção.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sandro_Penna
http://rascunho.com.br/poemas-de-sandro-penna/
http://poesiailimitada.blogspot.com/2011/12/sandro-penna.html

OUTROS

Jaime Montestrela, psiquiatra, autor e poeta português
André Suarès – André Suares , nascido Isaac Félix Suares foi um francês poeta e crítico.
Noriko Ibaragi , poeta e escritor japonês

«THE OWL AND THE PUSSY-CAT» por Edward Lear

#umpoetaumpoemapordia #194 (12/5)

POETA: EDWARD LEAR

Edward Lear (Highgate, Londres, 12 de Maio de 1812 — San Remo, 29 de Janeiro de 1888) foi um pintor e escritor inglês. Em 1846 deu lições de desenho à Rainha Vitória e escreveu seu primeiro Book of Nonsense, iniciando sua carreira literária na qual viria a se distinguir por desenvolver uma forma original de poemas de humor e absurdo e também por divulgar o limerick (poema de cinco versos com uma rima no primeiro, segundo e quinto e outra no terceiro e no quarto).

POEMA – THE OWL AND THE PUSSY-CAT

(I)
The Owl and the Pussy-cat went to sea
In a beautiful pea green boat,
They took some honey, and plenty of money,
Wrapped up in a five pound note.
The Owl looked up to the stars above,
And sang to a small guitar,
“O lovely Pussy! O Pussy my love,
What a beautiful Pussy you are,
You are,
You are!
What a beautiful Pussy you are!”
(II)
Pussy said to the Owl, “You elegant fowl!
How charmingly sweet you sing!
O let us be married! too long we have tarried:
But what shall we do for a ring?”
They sailed away, for a year and a day,
To the land where the Bong-tree grows
And there in a wood a Piggy-wig stood
With a ring at the end of his nose,
His nose,
His nose,
With a ring at the end of his nose.
(III)
“Dear pig, are you willing to sell for one shilling
Your ring?” Said the Piggy, “I will”.
So they took it away, and were married next day
By the Turkey who lives on the hill.
They dined on mince, and slices of quince,
Which they ate with a runcible spoon;
And hand in hand, on the edge of the sand,
They danced by the light of the moon,
The moon,
The moon,
They danced by the light of the moon.
TRADUÇÃO DE Augusto de Campos
O Mocho e a Gatinha foram pro mar
Num lindo bote verde-ervilha,
Eles tinham mel e grana a granel
E uma nota de um milha.
O Mocho olhou para o céu
E cantou na viola de lata
“Que linda gata! Que linda gata,
Que linda gata Deus me deu,
Me deu,
Me deu,
Que linda gata Deus me deu!”
E de braço dado, na praia do lado,
Saíram a dançar sob a luz do luar,
Luar,
Luar,
Saíram a dançar sob a luz do luar.
(O Mocho e a Gatinha)
O mocho e a gatinha
Música: Cid Campos | Tradução: Augusto de Campos

MAIS SOBRE:

«NUNCA CENIZA» por Dolores Castro Varela

#umpoetaumpoemapordia #164 (12/4)

POETISA: DOLORES CASTRO VARELA

Dolores Castro Varela (Aguascalientes, México, 12 de abril de 1923). Premiada poeta, narradora, ensaísta e crítica literária mexicana.

POEMA: NUNCA CENIZA

¡Nunca será ceniza!
¡Fuego! ¡Fuego!
Impalpable coto de caza,
mundo de nuestro límites,
Inmenso.

Mundo con atadura de seda
y cerradura
con amoroso cerco de púas.

Mundo de nuestros límites:
hacia la media miel
la punzadura,
hacia la música el estruendo.

El paso llano
y a medio pie
el abismo.

¡Fuego, fuego!
¡Nunca será ceniza nuestro anhelo!

MAIS SOBRE:

https://es.wikipedia.org/wiki/Dolores_Castro_Varela
http://suplementobienmucho.blogspot.com.br/2009/06/poemas-de-dolores-castro.html
https://www.informador.mx/Cultura/Viento-quebrado-poesia-reunida-la-nueva-publicacion-de-Dolores-Castro-20110226-0070.html
http://www.academia.edu/20314443/Dolores_Castro_El_coraz%C3%B3n_transfigurado

Dolores Castro Varela: La sangre derramada

#ESPANHOL #SÉCULOXX #MEXICANA

«O BANHO» por Ribeiro Couto 

#umpoetaumpoemapordia #133 (12/3)

POETA: RIBEIRO COUTO

Rui Esteves Ribeiro de Almeida Couto (Santos, 12 de março de 1898 — Paris, 30 de maio de 1963), mais conhecido simplesmente como Ribeiro Couto, foi um jornalista, magistrado, diplomata, poeta, contista e romancista brasileiro. Foi membro da Academia Brasileira de Letras desde 28 de março de 1934 (ocupando a vaga de Constâncio Alves na cadeira 26), até sua morte

POEMA: O BANHO

Junto à ponte do ribeirão
Meninos brincam nus dentro da água faiscante.
O sol brilha nos corpos molhados,
Cobertos de escamas líquidas.

Da igreja velha, no alto do morro,
O sino manda lentamente um dobre fúnebre.

Na esquina da cadeia desemboca o enterro.
O caixão negro, listado de amarelo,
Pende dos braços de quatro homens de preto.
Vêm a passo cadenciado os amigos, seguindo,
O chapéu na mão, a cabeça baixa.
As botas rústicas, no completo silêncio,
Fazem na areia do chão o áspero rumor de vidro
[ moído.

O sino dobra vagaroso: dobre triste
Na tarde clara que dá pena de morrer.

Cheios do inexplicável respeito pela morte
Os meninos correram para baixo da ponte,
Como se a sua nudez pura pudesse ofender a
[ morte.

Vai agora subindo o morro do cemitério
O caixão negro listado de ouro.
Já não se vê mais, desapareceu atrás do mato.

E na água fugitiva do ribeirão
Os corpos nus cambalhoteiam de novo
Com o sentimento espontâneo e invencível da
[ vida.

 

                    [De Dia Longo, 1944]

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ribeiro_Couto
http://www.releituras.com/ribeirocouto_menu.asp
http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/literatura/ribeiro_couto/biografia.htm
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet069.htm
http://www.jornaldepoesia.jor.br/rib.html

«BAJO LOS PUENTES» por Joaquín Sabina

#umpoetaumpoemapordia #105 (12/2)

POETA: JOAQUÍN SABINA

Joaquín Ramón Martínez Sabina (Úbeda, Espanha, 12 de fevereiro de 1949) é um cantor, poeta e compositor espanhol.

POEMA: BAJO LOS PUENTES

(Para Luisito y Almudena)
Se trata de vivir por accidente, / se trata de exiliarse en las batuecas, / se trata de nacerse de repente, / se trata de vendarse las muñecas. / Se trata de llorar en los desfiles, / se trata de agitar el esqueleto, / se trata de mearse en los fusiles, / se trata de ciscarse en lo concreto. // Se trata de indultar al asesino, / se trata de insultar a los parientes, / se trata de llamarle pan al vino. // Se trata de dormir bajo los puentes, / se trata de colarse en el casino, / se trata de engañar a los creyentes

 

MAIS SOBRE

http://sabinapoemas.blogspot.com.br/
http://www.joaquinsabina.net/2010/08/09/los-mejores-poemas-de-desamor/
http://ciudadsabina.com/poemas-poesias-y-sonetos-de-joaquin-sabina/
http://www.elcultural.com/revista/letras/Sabina-Cien-de-catorce/1651
http://poesiame.blogspot.com.br/2007/01/7-poemas-de-joaqun-sabina-de-ciento.html
Tres Poemas Escrito y Leido Por Joaquin Sabina

«LE SIÈCLE DE LOUIS LE GRAND: POÈME» por Charles Perrault

#umpoetaumpoemapordia #074 (12/1)

POEMA – Excerto do poema «O século de Luís, o grande»
(tradução de Sertório de Amorim e Silva Neto, e Enoque M. Portes)
O homem, em mil erros outrora aferrado, / E malgrado seu saber a si mesmo velado, / Em repouso ignorava até a rota mais evidente, / Por que corre em suas veias o Meandro vivente. / Dos úteis vasos, pelos quais seus alimentos / Fazem, para lhe nutrir, os adequados provimentos. / Ignorava ainda a estrutura e utilidade, / E de seu próprio corpo a divina contiguidade. / Não, não, de milagres em número tão diverso, / Com os quais o soberano Mestre encheu o universo, / A douta Antiguidade, em toda sua duração, / Não fez como em nossos dias igual iluminação.

POETA – Charles Perrault (Paris, 12 de janeiro de 1628 – Paris, 16 de maio de 1703) foi um escritor e poeta francês do século XVII, que estabeleceu as bases para um novo gênero literário, o conto de fadas

MAIS SOBRE
http://gallica.bnf.fr/ark:/12148/bpt6k108214v/f5.image

Clique para acessar o Viso_18_CharlesPerrault.pdf


http://www.revistas.usp.br/cefp/article/view/74737/78329
https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Perrault

le-siecle-de-louis-le-grand
Excerto de Le siècle de Louis de Grand : poème

 

«افق روشن (Horizonte Brilhante)» por Ahmad Shamlou (احمد شاملو)

#umpoetaumpoemapordia #043 (12/12)

POETA: احمد شاملو AHMAD SHAMLU / A. Bamdad ( ا. بامداد )

Ahmad Shamlou (احمد شاملو) também conhecido sob o pseudônimo A. Bamdad ( ا. بامداد ) nasceu Hamedan, Irã, em 12 de dezembro de 1925 – Morreu em Karaj, Irã em 23 de julho de 2000) foi um poeta, escritor e jornalista iraniano. Shamlou foi sem dúvida o poeta mais influente do Irã moderno. Sua poesia inicial foi influenciada por e na tradição de Nima Youshij. A poesia de Shamlou é complexa, mas suas imagens, que contribuem significativamente para a intensidade de seus poemas, são simples. Wikipedia

POEMA:

Parte 1

Parte 2

Parte 3

 

TRADUÇÃO DE Hassan H. Faramarz (for the Persian-to-English translation of “ ”).

“Bright Horizon”
.
Bright horizon
Some day we will find our doves
Kindness will take Beauty by the hand
.
That day – the least song will be a kiss
and every human being be brother to
every other human being
.
That day – house doors will not be shut
Locks will be but legends
And the Heart be enough for Living
.
The day – that the meaning of all speech is loving
so one won’t have to search for meaning down to the last word
The day – that the melody of every word be Life
and I won’t be suffering to find the right rhythm for every last poem
.
That day – when every lip is a song
and the least song will be a kiss
That day – when you come – when you’ll come forever –
and Kindness be equal to Beauty
.
The day – that we toss seeds to the doves…
and I await that day
even if upon that day I myself no longer be.

TRADUÇÃO DE: JANAÍNA ELIAS

Horizonte Brilhante

Algum dia, encontraremos nossas pombas
E a bondade dará as mãos com a beleza
Neste dia, o menor dos ruídos será o de um beijo
E todo ser humano,
será um irmão para o outro ser humano
Neste dia, as portas das casas não serão trancadas
Os cadeados serão apenas lenda
E o coração será suficiente para viver
O dia em que o significado de todo discurso será amar
Então ninguém precisará buscar o significado desta palavra
O dia em que a melodia de toda palavra será a vida
E eu não sofrerei para buscar a rima certa para cada poema
O dia em que cada lábio cantará uma canção
E o menor dos ruídos será o de um beijo
O dia em que você virá para sempre
E a bondade será igual a beleza
O dia em que atiraremos sementes para as pombas
E eu espero por este dia
Mesmo que neste dia eu já não esteja aqui

 

+ SOBRE

“Bright Horizon” by Ahmad Shamlu احمد شاملو
https://chadelimadapersia.blogspot.com.br/2016/02/horizonte-brilhante-um-poema-de-ahmad.html
https://es.wikipedia.org/wiki/Ahmad_Shamlú
http://www.elcultural.com/revista/letras/Tres-poetas-persas-contemporaneos/2666
http://desdeelacantilado.blogspot.com.br/2013/04/un-poema-de-ahmad-shamlu.html
http://lechedebruja.blogspot.com.br/2014/06/dos-poemas-de-ahmad-shamlou.html

http://poemaalemdobelo.blogspot.com.br/2016/08/ahmad-shamlou.html

OUTROS

Erasmus Darwin , médico e poeta inglês

Nikolay Karamzin , poeta e historiador russo

Hans Keilson , psicólogo, autor e poeta alemão-holandês

Christian Dotremont , pintor e poeta belga

Ahmad Shamloo , jornalista e poeta iraniano

Denise Boucher , poeta e dramaturgo de Quebec

Carolina Coronado , poetisa espanhola

Humberto Zarrilli , poeta e pedagogo uruguaio

Alberto de Serpa  foi um poeta português

«MECANISMOS» por Bruno Tolentino

#umpoetaumpoemapordia #013 (12/11)

POETA: BRUNO TOLENTINO

Bruno Lúcio de Carvalho Tolentino Sobrinho (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1940 — São Paulo, 27 de junho de 2007) foi um poeta e intelectual brasileiro

POEMA: MECANISMOS

Havia um azul sereno
naquele roxo florindo,
o jardim dava no tempo
e o tempo passava rindo.

É tudo de que me lembro.
Quase nada do que sinto.
Deu-se a flor ao pensamento
entre a memória e o instinto.

O mais é aquilo que invento,
as músicas que mal digo,
orvalhos que ficam sendo
daquele jardim antigo.

 

+ SOBRE

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/bruno_tolentino.html