exercício sobre os dentes à mostra.

no teu abraço
minha cabeça
em teu colo
minha boca aberta
dentes à mostra
num misto de medo
pela nudez
e gozo
por me permitir
estar aqui
no teu abraço
cabeça no colo
boca aberta
toda fome deste mundo
e no olhar
um oceano represado
que no teu estranho aconchego
sentir-se vivo
cuidado, aceito,
por inteiro
perceber uma lágrima irromper
e germinar…
inundar-se de risos
acordar o mundo
no teu abraço.

exercício sobre os dentes à mostra.

vidal ramos, 110. centro, florianópolis

«Ao sol» Tiago Bettencourt e Ines Castel-Branco

interpretação:

«Ao sol» – Tiago Bettencourt e Ines Castel-Branco

poema de Joaquim Castro Caldascastro

“Eu só queria despir-nos
Como se tira habilmente
A seda aos pêssegos
E nus adormecermos
Sem saber quem somos
Sem jogos aos ombros
Que vêm de pequenos
Pelo faro pelos poros
Pelo sono dos cabelos
Pelo estalinho dos dedos
Eu só queria deixar-nos
Como o sol a bater
Na cal dos muros
E nus adormecermos
Sem contar os beijos
Sem dizer piropos
Como o cio dos frutos
Como a pele dos bichos
Como o íman dos olhos
Dos velhos sentados” –

«INVICTUS» por William Ernest Henley

#umpoetaumpoemapordia #297 (23/8)

POETA: WILLIAM ERNEST HENLEY

(Gloucester, Gloucestershire, Inglaterra, Reino Unido – 23 de agosto de 1849 – Woking, Surrey 11 de julho de 1903), foi um escritor britânico.

POEMA: INVICTUS

Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds and shall find me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishment the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

TRADUÇÃO DE: Bezerra de Freitas

Invictus

Do fundo da noite que me envolve,
Negra como o Inferno dum polo ao outro,
Eu agradeço aos deuses, não importa quais,
Pela minha alma inconquistável.

Dominado pelas circunstâncias,
Não me rebelei nem me insurgi.
Sob os golpes do destino
Minha cabeça está ensanguentada, mas não pendida.

Além deste vale de cóleras e lágrimas,
Cresce de forma nítida o horror das sombras,
E, no entanto, a ameaça dos anos,
Agora e sempre, me encontrou sem temor.

Não importa que estreito seja o portão,
Como cheio de castigos e pergaminho,
Eu sou o dono do meu destino:
Eu sou o comandante da minha alma.

HENLEY, William Ernest. Invictus. Tradução de Bezerra de Freitas. In: ALVES, Afonso Telles (Seleção e Notas). Antologia de poetas estrangeiros. São Paulo, SP: Logos, out. 1960. p. 165. (“Antologia da Literatura Mundial”; v. 8)

+ SOBRE

http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/g12_traducoes_do_ingles/invictus_henley_masini.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Invictus_(poema)
http://www.entreculturas.com.br/2012/07/william-ernest-henley-invictus/
https://blogdocastorp.blogspot.com/2017/02/william-ernest-henley-invictus.html

OUTROS

Nazik Al-Malaika, poetisa iraquiana
Edgar Lee Masters , poeta americano
Vladimir Beekman, poeta e tradutor estoniano
Athena Farrokhzad, poeta, dramaturgo e crítico iraniano-sueco

«THE UNKNOWN EROS: A FAREWELL» por Coventry Patmore

#umpoetaumpoemapordia #266 (23/7)

POETA: COVENTRY PATMORE

Coventry Kersey Dighton Patmore (Woodford, Essex, Reino Unido, 23 de julho de 1823 — Lymington, Hampshire, 26 de novembro de 1896) foi um poeta e crítico inglês.

POEMA: THE UNKNOWN EROS: A FAREWELL

With all my will, but much against my heart,
We two now part.
My Very Dear,
Our solace is, the sad road lies so clear.
It needs no art,
With faint, averted feet
And many a tear,
In our opposed paths to persevere.
Go thou to East, I West.
We will not say
There’s any hope, it is so far away.
But, O, my Best,
When the one darling of our widowhead,
The nursling Grief,
Is dead,
And no dews blur our eyes
To see the peach-bloom come in evening skies,
Perchance we may,
Where now this night is day,
And even through faith of still averted feet,
Making full circle of our banishment,
Amazed meet;
The bitter journey to the bourne so sweet
Seasoning the termless feast of our content
With tears of recognition never dry

TRADUÇÃO DE: Ebal Martins Diniz Junior

Não quero, mas desejo
De adeus um beijo.
Querida,
Bom que a via é límpida.
Sem pejo,
Pés contrariados,
Lágrima vertida,
Prosseguimos a ida,
Tu para o oriente, eu para o ocidente.
Não teremos
Esperança, não vemos.
Mas se, meu bem,
Tivermos visto, como num aborto,
Nosso luto-de-peito
Morto
E vislumbrarmos a luz que emana
Do vespertino céu de porcelana,
Podemos
Na noite, pela luz (vemos),
Pela fé de pés ainda contrariados
Que cumprem seus tempos de exílio,
Ser, quem diria, conciliados;
Jornada amarga aos córregos adocicados
Temperando o eterno banquete de nosso idílio
Com as lágrimas nunca enxutas do encontro.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Coventry_Patmore
http://literacomunicq.blogspot.com/2013/06/anjos-do-lar-o-longo-poema-de-patmore.html
https://www.revistas.usp.br/clt/article/viewFile/49357/53438

O anjo do lar: de Virginia Woolf a Madonna


http://elespejogotico.blogspot.com/2013/03/4-poemas-de-conventry-patmore.html
http://alicerces.blogspot.com/2005/06/alicerando-poesia-94-coventry-patmore.html

OUTROS

Danielle Collobert, autor, poeta e jornalista francês
René Ricard, poeta, pintor e crítico americano

«Я пришла к поэту в гости… [Eu visitei o poeta]» por Anna Akhmátova

#umpoetaumpoemapordia #236 (23/6)

POETISA: ANNA AKHMÁTOVA

А́нна Ахма́това, Odessa, 23 de junho de 1889 — Leningrado, 5 de março de 1966) pseudônimo de Anna Andreevna Gorenko (А́нна Андре́евна Горе́нко)(А́нна Андрі́ївна Горе́нко), foi uma das mais importantes poetisas acmeístas russas.

POEMA: “Я пришла к поэту в гости…”

Александру Блоку

Я пришла к поэту в гости.
Ровно полдень. Воскресенье.
Тихо в комнате просторной,
А за окнами мороз.
И малиновое солнце
Над лохматым сизым дымом…
Как хозяин молчаливый
Ясно смотрит на меня.
У него глаза такие,
Что запомнить каждый должен,
Мне же лучше, осторожной,
В них и вовсе не глядеть.
Но запомнится беседа,
Дымный полдень, воскресенье,
В доме сером и высоком
У морских ворот Невы.

Январь 1914

TRADUÇÃO DE: LAURO MACHADO COELHO

Eu visitei o poeta
Para Aleksandr Blok

Eu visitei o poeta
ao meio-dia em ponto. Domingo.
Quietude no amplo quarto
e, fora das janelas, o frio
e um sol cor de amoras silvestres,
envolto em névoa hirsuta e azulada…
Com que olhar aguçado o taciturno
anfitrião olhava para mim!
Tinha olhos daquele tipo
de que a gente nunca se esquece;
melhor seria, cuidadosa,
eu não devolver seu olhar.
Mas me lembrarei sempre da conversa,
o meio dia nevoento, domingo,
naquela casa alta e cinzenta,
junto aos portões do Nevá para o mar.

janeiro de 1914

  • Anna Akhmátova (Анна Ахматова). “Eu visitei o poeta | Я пришла к поэту в гости”.. [tradução Lauro Machado Coelho]. no livro “Poemas russos”. [organização Mariana Pithon e Nathalia Campos]. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2011, p. 63.

+ SOBRE

https://traducaoliteraria.wordpress.com/2016/03/04/anna-akhmatova-poemas/
https://escamandro.wordpress.com/2014/05/12/ana-akhmatova-1889-1966/

Anna Akhmátova – poemas


http://www.elfikurten.com.br/2016/06/anna-akhmatova.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Akhmátova
https://poemargens.blogspot.com/2015/04/anna-akhmatova.html
http://hotblog7faces.blogspot.com/2013/03/6-poemas-de-ana-akhmatova.html

OUTROS

Albert Giraud, poeta e bibliotecário belga
Ahmet Hamdi Tanpınar, autor turco, poeta e estudioso
Magda Herzberger , autora romena, poeta e compositora, sobrevivente do Holocausto
Anthony Thwaite, poeta inglês, crítico e acadêmico

«КУРАНИИ – A URÂNIA» por Joseph Brodsky

#umpoetaumpoemapordia #206 (24/5)

POETA: JOSEPH BRODSKY

Joseph Brodsky, pseudônimo de Iosif Aleksandrovich Brodsky (em russo: Ио́сиф Алекса́ндрович Бро́дский; Leningrado, 24 de maio de 1940 — Nova Iorque, 28 de janeiro de 1996) foi um poeta russo naturalizado estadunidense. Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 1987. Wikipedia

POEMA: КУРАНИИ

И.К.
У всего есть предел: в том числе, у печали.
Взгляд застревает в окне, точно лист ≈ в ограде.
Можно налить воды. Позвенеть ключами.
Одиночество есть человек в квадрате.
Так дромадер нюхает, морщась, рельсы.
Пустота раздвигается, как портьера.
Да и что вообще есть пространство, если
не отсутствие в каждой точке тела?
Оттого-то Урания старше Клио.
Днем, и при свете слепых коптилок,
видишь: она ничего не скрыла
и, глядя на глобус, глядишь в затылок.
Вот они, те леса, где полно черники,
реки, где ловят рукой белугу,
либо ≈ город, в чьей телефонной книге
ты уже не числишься. Дальше, к югу,
то есть, к юго-востоку, коричневеют горы,
бродят в осоке лошади-пржевали;
лица желтеют. А дальше ≈ плывут линкоры,
и простор голубеет, как белье с кружевами.
– Joseph Brodsky/Iósif Bródski (Ио́сиф Бро́дский), em “Poesia soviética”. [seleção, tradução e notas Lauro Machado Coelho]. São Paulo: Algol, 2007.

TRADUÇÃO DE LAURO MACHADO COELHO

A Urânia

para I.K.

Tudo tem limite, inclusive a mágoa.
O olhar esbarra na vidraça como a folha na grade.
Podes engolir em seco. Agitar tuas chaves.
A solidão é o homem ao quadrado.
O dromedário franze o cenho ao farejar os trilhos.
O vazio se estende como uma perspectiva infinita.
E afinal o que é o espaço, senão
a ausência de um corpo a cada ponto dado?
Por isso é que Urânia é mais velha que Clio.
De dia, ou à luz de sebosos candeeiros,
veja: ela nada oculta
e, se olhares fixo para o globo, é a sua nuca que verás.
Ei-los, os bosques carregados de mirtilos,
os rios, onde se pode pescar esturjões com a mão,
e as cidades cujos catálogos telefônicos
já não te incluem. Mais para o sul,
melhor dizendo, para sudeste, erguem-se as escuras montanhas,
éguas selvagens correm entre as bétulas
e os rostos amarelecem. Mais adiante, singram os cruzadores
e a amplidão fica azul clarinho como roupa de baixo rendada.

Tradução de Lauro Machado Coelho. Poesia Soviética (São Paulo: Algol Editora, 2007)

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Brodsky
http://revistamododeusar.blogspot.com.br/2013/05/joseph-brodsky-1940-1996.html
http://www.elfikurten.com.br/2016/08/joseph-brodsky.html

Joseph Brodsky


https://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Brodsky

OUTROS

Henri Michaux, poeta francês

Chacal, poeta brasileiro.

«DESTINO» por Alberto Hidalgo

#umpoetaumpoemapordia #205 (23/5)

POETA: ALBERTO HIDALGO

Alberto Hidalgo Lobato (Arequipa, 23 de maio de 1897 – Buenos Aires, 12 de novembro de 1967) foi um poeta e narrador peruano cuja obra, notoriamente individualista, se encontra entre as precursoras do vanguardismo na literatura peruana.

POEMA: DESTINO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alberto_Hidalgo
http://albertohidalgolobato.blogspot.com.br/p/poesias.html
http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_visual/alberto_hidalgo.html

OUTROS

Augusto Branco, poeta e escritor brasileiro.
Friedrich Achleitner , poeta e crítico alemão
Jane Kenyon , poeta e tradutor americano

«O GRANDE CIRCO MÍSTICO» por Jorge de Lima

#umpoetaumpoemapordia #175 (23/4)

POETA: JORGE DE LIMA

Jorge de Lima (União dos Palmares, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi um político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro. Viria a se consagrar como autor de um vasto poema em dez cantos com uma diversidade enorme de formas, ritmos e intertextos – Invenção de Orfeu (1952).

POEMA: O GRANDE CIRCO MÍSTICO

O médico de câmara da imperatriz Teresa – Frederico Knieps –
resolveu que seu filho também fosse médico,
mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes,
com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown,
de que nasceram Marie e Oto.
E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora
que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun – a tatuada no ventre
quis entrar para um convento,
mas Oto Frederico Knieps não atendeu,
e Margarete continuou a dinastia do circo
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Então, Margarete tatuou o corpo
sofrendo muito por amor de Deus,
pois gravou em sua pele rósea
a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais;
e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos,
quando ela entrava nua pela jaula adentro,
chorava como um recém-nascido.
Seu esposo – o trapezista Ludwig – nunca mais a pôde amar,
pois as gravuras sagradas afastavam
a pele dela o desejo dele.
Então, o boxeur Rudolf que era ateu
e era homem fera derrubou Margarete e a violou.
Quando acabou, o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps.
Mas o maior milagre são as suas virgindades
em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado;
são as suas levitações que a platéia pensa ser truque;
é a sua pureza em que ninguém acredita;
são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo;
mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas,
dançam no arame e deslocam de tal forma os membros
que parece que os membros não são delas.
A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos.
Marie e Helene se repartem todas,
se distribuem pelos homens cínicos,
mas ninguém vê as almas que elas conservam puras.
E quando atiram os membros para a visão dos homens,
atiram a alma para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do grande circo Knieps
muito pouco se tem ocupado a imprensa.

 

+ SOBRE

https://seriealfa.com/tigre/tigre7/lima.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Lima
http://blogdotataritaritata.blogspot.com.br/2013/03/jorge-de-lima-o-grande-circo-mistico.html
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet015.htm
http://www.releituras.com/jorgelima_menu.asp
http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/brasil/jorge_de_lima.html
http://www.jornaldepoesia.jor.br/jorge.html

«OVEREND» por Rolando Cárdenas

#umpoetaumpoemapordia #144 (23/3)

POETA: ROLANDO CÁRDENAS

Rolando Vera Cardenas nasceu em Punta Arenas, Chile, 23 de Março de 1933 e morreu em Santiago de Chile, 17 de outubro de 1990 . Poeta chileno da Geração dos 50.

POEMA: OVEREND

Nada detrás de este silencio de roca,
nada detrás de estas raíces
que piden eternidad a una tierra que no existe.
Y no descansa el aire doloroso y perfecto,
ni la soledad detenida como un río del cielo,
distante y profunda
como el parpadeo de los planetas más lejanos.

Nada sino pensar
en la ruta extraviada de los barcos
buscando ciudades en la bruma,
que a veces aparecían debajo de la lluvia,
o cuando el sol abría el horizonte
brillaban como la nieve en las tres agujas del Paine.

También el mar sin tregua está presente
con algo de humano y taciturno dentro de su bahía,
rodeado de una corteza petrificada y roja,
inexpresiva y poderosa
como el sueño de las que se ahogaron
lejos de la desvelada luz de los faros.
Y sin embargo, se suaviza su materia oleosa
cuando copia el vuelo de cenicientos petreles.

AI final
más allá de lo que no ha transcurrido
y no conocemos, porque todo es más antiguo que el silencio,
la noche y las aves oscuras se parecen,
existen ciudades de oro donde nunca se muere,
existe el agua y rocas manchadas por el musgo,
y una lluvia que vuelve a construir lejanías
en busca de buena tierra
para que asomen los bosques.

 

+ SOBRE

http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/chile/rolando_cardenas.html
http://www.memoriachilena.cl/602/w3-article-97598.html
http://descontexto.blogspot.com.br/2016/07/rolando-cardenas-poeta-larico-sobre-el.html
http://descontexto.blogspot.com.br/2013/10/fueguinos-de-rolando-cardenas.html

https://es.wikipedia.org/wiki/Rolando_Cárdenas

OUTROS

Manuel Joaquim Reis Ventura, escritor e poeta português
Gertrudis Gómez de Avellaneda , poeta e escritor cubano
Domingo Rivero , poeta espanhol
Angel Cruchaga , poeta chileno, Prêmio Nacional de Literatura do Chile em 1948
Ziya Gökalp , sociólogo, poeta e ativista turco
Thakin Kodaw Hmaing , poeta birmanês, escritor e líder político
Josef Čapek , pintor e poeta checo
Gary Whitehead , poeta e pintor americano

«HABLADURÍAS DEL MUNDO» por Luis Alberto “El Flaco” Spinetta

#umpoetaumpoemapordia #085 (23/1)

POETA: EL FLACO – LUIS ALBERTO SPINETTA
Luis Alberto “El Flaco” Spinetta (Buenos Aires, Argentina. 23 de janeiro de 1950 – 8 de fevereiro de 2012), era um cantor, guitarrista, compositor e poeta argentino.

POEMA: HABLADURÍAS DEL MUNDO

“Toda toda la ternura me darás / si te ofrezco ser / parte de tu cuerpo / Y ya al acariciarme me darás / los espejos que son de tu día del alma / Mientras oigo trinos voces oigo más / son aquellos los dioses que nos escuchan / No estoy atado a ningún sueño ya / Las habladurías del mundo / no pueden atraparnos / Veo veo las palabras nunca son / lo mejor para estar desnudos / Ni ni la anaconda es como el buey / ya no hay más reyes de la selva / Toda toda la ternura me darás / si te ofrezco ser carne de tu cuerpo / No estoy atado a ningún sueño ya / Las habladurías del mundo / no pueden atraparnos” (Artaud, Álbum de estudio de Pescado Rabioso, 1973)

MAIS SOBRE

Clique para acessar o guitarranegra.pdf


http://cosmigonondigital.blogspot.com.br/2012/06/prueba-numero-3.html
https://acuarela.wordpress.com/2006/12/19/guitarra-negra-spinetta/
Habladurías del Mundo – Pescado Rabioso

«TRISTE BAHIA» por Gregório de Matos

#umpoetaumpoemapordia #054 (23/12)

POETA: GREGÓRIO DE MATOS

Gregório de Matos Guerra (Salvador, 23 de dezembro de 1636 – Recife, 26 de novembro de 1696), alcunhado de Boca do Inferno ou Boca de Brasa, foi um advogado e poeta do Brasil colônia. É considerado um dos maiores poetas do barroco em Portugal e no Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa no período colonial.

POEMA: TRISTE BAHIA

Triste Bahia!
ó quão dessemelhante 
Estás e estou do nosso antigo estado!
Pobre te vejo a ti, tu a mi abundante.

A ti tricou-te a máquina mercante,
Que em tua larga barra tem entrado,
A mim foi-me trocando e, tem trocado,
Tanto negócio e tanto negociante.

 

+ SOBRE

http://soliteratura.com.br/barroco/barroco05.php
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gregório_de_Matos
http://www.releituras.com/gmattos_epigrama.asp
https://daliteratura.wordpress.com/2012/04/07/gregorio-de-matos-o-boca-do-inferno/
https://www.bn.gov.br/es/node/2202
https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/autores/?id=2759

Caetano Veloso – Triste Bahia

 

«STEHEN (De Pé)» por Paul Celan

#umpoetaumpoemapordia #024 (23/11)

POETA: PAUL CELAN

Paul Celan (Cernăuţi, 23 de novembro de 1920 — Paris, 20 de abril de 1970), pseudônimo de Paul Pessakh Antschel (em alemão) ou Paul Pessakh Ancel (em romeno) foi um poeta, tradutor e ensaísta romeno radicado na França. Wikipedia

POEMA:

STEHEN, im Schatten
des Wundenmals in der Luft.

Für-niemand-und-nichts-Stehn.
Unerkannt,
für dich
allein.

Mit allem, was darin Raum hat,
auch ohne
Sprache.

TRADUÇÃO DE: GUILHERME GONTIJO FLORES

DE PÉ, na sombra
da chaga aberta ao ar.

Por-nada-e-ninguém-De-pé.
Irreconhecido,
por ti,
só.

Com tudo que aqui tem espaço,
mesmo sem
língua.

(trad. guilherme gontijo flores)

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Celan
https://www.revistas.usp.br/clt/article/viewFile/49340/53421 – Cadernos de Literatura em Tradução no
. 4, p. 13-49 POEMAS DE PAUL CELAN (1920-1970) Por Celso Fraga da Fonseca
http://www.culturapara.art.br/opoema/paulcelan/paulcelan.htm
http://www.elfikurten.com.br/2016/04/paul-celan.html
https://revistacaliban.net/paul-celan-a-experiência-do-limite-da-linguagem-30afb01b99bf

Mauricio Cardozo empresta sua voz a Paul Celan

Mauricio Cardozo (Curitiba, 1971) empresta sua voz a Paul Celan (1920-1970), lendo o poema “Todesfuge”, em sua tradução para o português (“Funesfuga”). Especial para a MODO DE USAR & CO., no projeto “Empreste sua voz a um poeta morto”.

 

exercício de cinemar

[qui] 23 de maio de 2013

cinesilêncio
cinesilêncio
cinesilêncio
cinesilêncio
cinesilêncio

marulho bravio
abismo prateado
olhos nos olhos

cio
riso
silêncio

sufoco
sufoco sufoco
oco
ânsia
pranto

respira fundo

silêncio
abismo
ânsia
pranto
erra
não há fundo
é claro-escuro
mergulha
espuma
encontro

partem-se
as ondas na beira
do mar

silêncio
cinesilêncio
cinemar

centro acadêmico livre… pra fazer acontecer!

uma transcrição:

«Olá …

hoje tivemos a primeira reunião para encaminhar os primeiros passos do CALCS. Sabemos que muitos não sabiam que hoje teria uma reunião, mas é que foi marcada em cima da hora. Mas a próxima reunião já está marcada para QUA – 12:30 – sala 335. Avisem para quem puder!!!

Pontos discutidos:

* posse da gestão:

a idéia da posse é apresentar aos outros CAs a nova fase do CALCS.
Serão convidados todos os CAs da UFSC e tbém a Corina (PRAE), um representante do DCE e a coordenadora do curso (Mirian Hartung).
A posse foi marcada para TER – 18:30 – Auditório do CFH (a confirmar).

Tarefas:
Kelem e Fábio: encaminhar ofício para Corina para pedir coquetel e convidá-la para a posse.
Sabrina: fazer os convites para os CAs.
Rodrigo: reservar Aud. do CFH.
A distribuição dos convites será dividida na reunião de quarta.

* Grupo de e-mails do CALCS:

Reativar o grupo, colocando os e-mails dos estudantes que ainda não estão na lista.
Como o moderador é o Diego, que não está frequentando a UFSC, o João Victor (Jojo) ficou de mandar um e-mail a ele para pedir que sejam acrescentados mais moderadores.

* Mutirão de limpeza do CALCS:

Foi marcado um mutirão para limpeza do CA, para Sexta-feira (27/10), a partir das 12:30 (tarde toda), para começarmos a arrumar os documentos do CA, para que os mesmos não sejam mais perdidos ou danificados. O mutirão será regado a cafezinho, biscoito, música e muito bate-papo. Todos convidados!!!!!

Tarefas:
Rodrigo: trazer um aparelho de som
Boni: trazer cafeteira.
Kelem: trazer pó de café, coador e os biscoitos q sobraram do “café dos calouros”.

Se não esqueci de nada é isso!
Não esqueçam:

Reunião do CALCS – QUA – 12:30 – sala 335. Participem e avisem a todos!
Kelem»