«LOVE AMONG RUINS» por Robert Browning

#umpoetaumpoemapordia #189 (7/5)

POETA:

Robert Browning (7 de maio de 1812 – 12 de dezembro de 1889) foi um poeta e dramaturgo inglês cujo domínio do monólogo dramático fez dele um dos principais poetas vitorianos . Seus poemas são conhecidos por sua ironia , caracterização , humor negro, comentários sociais , cenários históricos e vocabulário e sintaxe desafiadores .

Robert Browning (Camberwell, Surrey, Inglaterra; 7 de maio de 1812 – Veneza, 12 de dezembro de 1889) foi um poeta e dramaturgo inglês. Foi casado com a poeta Elizabeth Barrett, autora dos famosos Sonnets from the Portuguese. Também foi publicado um livro com as cartas trocadas entre os dois.

Disse Browning:” A vida tem uma significação e o meu dia a dia é procura-la”.

POEMA: LOVE AMONG RUINS

Where the quiet-coloured end of evening smiles,
Miles and miles
On the solitary pastures where our sheep
Half-asleep
Tinkle homeward thro’ the twilight, stray or stop
As they crop—
Was the site once of a city great and gay,
(So they say)
Of our country’s very capital, its prince
Ages since
Held his court in, gathered councils, wielding far
Peace or war.

Now the country does not even boast a tree,
As you see,
To distinguish slopes of verdure, certain rills
From the hills
Intersect and give a name to, (else they run
Into one)
Where the domed and daring palace shot its spires
Up like fires
O’er the hundred-gated circuit of a wall
Bounding all
Made of marble, men might march on nor be prest
Twelve abreast.

And such plenty and perfection, see, of grass
Never was!
Such a carpet as, this summer-time, o’er-spreads
And embeds
Every vestige of the city, guessed alone,
Stock or stone—
Where a multitude of men breathed joy and woe
Long ago;
Lust of glory pricked their hearts up, dread of shame
Struck them tame;
And that glory and that shame alike, the gold
Bought and sold.

Now—the single little turret that remains
On the plains,
By the caper overrooted, by the gourd
Overscored,
While the patching houseleek’s head of blossom winks
Through the chinks—
Marks the basement whence a tower in ancient time
Sprang sublime,
And a burning ring, all round, the chariots traced
As they raced,
And the monarch and his minions and his dames
Viewed the games.

And I know, while thus the quiet-coloured eve
Smiles to leave
To their folding, all our many-tinkling fleece
In such peace,
And the slopes and rills in undistinguished grey
Melt away—
That a girl with eager eyes and yellow hair
Waits me there
In the turret whence the charioteers caught soul
For the goal,
When the king looked, where she looks now, breathless, dumb
Till I come.

But he looked upon the city, every side,
Far and wide,
All the mountains topped with temples, all the glades’
Colonnades,
All the causeys, bridges, aqueducts,—and then
All the men!
When I do come, she will speak not, she will stand,
Either hand
On my shoulder, give her eyes the first embrace
Of my face,
Ere we rush, ere we extinguish sight and speech
Each on each.

In one year they sent a million fighters forth
South and North,
And they built their gods a brazen pillar high
As the sky
Yet reserved a thousand chariots in full force—
Gold, of course.
O heart! oh blood that freezes, blood that burns!
Earth’s returns
For whole centuries of folly, noise and sin!
Shut them in,
With their triumphs and their glories and the rest!
Love is best.

Selected Poems, Penguin (2004)

TRADUÇÃO DE: DÉCIO PIGNATARI

AMOR ENTRE AS RUÍNAS.

Lá onde o fim da tarde em calmas cores favorece
Milhas e milhas
Dos campos ermos, onde, agora, sonolento,
Nosso rebanho,
Balindo ao crepúsculo, quedo ou perdido, anseia os lares
A talar a relva —
Foi outrora o lugar de uma cidade grande e alegre
E — dizem todos —
A verdadeira capital de nossa terra, cujo príncipe
Desde tempos,
Aí mantinha a corte, reunia concílios, levando longe
A paz e a guerra.

Agora, esse país nem uma árvore ostenta aos olhos,
Como vedes,
E para distinguir declives viridentes ou regatos
Que descem das colinas,
Mister se faz cruzá-lo e emprestar-lhes nomes (pois que além
Reúnem-se num só).

Onde o palácio audaz com suas abóbadas alçava as torres
Como flamas
Acima do circuito das muralhas de cem portas
Todo em mármore e abarcando
Tudo, e sobre o qual doze guerreiros caminhavam lado a lado
Sem tocarem-se,
Vede: tanta abundância e tanta perfeição jamais de relva
Se vestiu
Como se veste agora, este verão, nesse tapete que se espraia
E recama os rastros
Todos da cidade — sejam madeira ou pedra — esta cidade
Que se crê deserta —
Lá onde as multidões de homens riso e pranto respiravam
Noutros tempos,
E o desejo de glória enchia os corações, e o pavor da vergonha
Impelia os covardes,
E essa glória e essa vergonha, por igual, o ouro
Vendia e comprava —

Agora, a pequenina torre derradeira que se alteia
Sobre os plainos,
Emaranhada em alcaparras, pelas cabaças
Malferida,
Quando a cabeça aos remendos de um saião em flor pestaneja
Nas fendas —

Indica a base onde uma torre, em velhos tempos,
Erguia-se sublime,
Prisioneira de um anel de fogo, que os carros traçavam
Na corrida,
E de onde o monarca com seus pares e suas damas
Assistiam aos páreos.

Eu sei, porém, enquanto a tarde em calmas cores
Prepara a despedida
Para o seu aprisco, e o nosso velo lamentoso
Nesta paz
E as vertentes e os regatos num cinzento vago
Misturam-se ao longe —
Eu sei de uma donzela de cabelos de ouro e de um olhar ardente
Que me espera
Sobre a torre, onde os aurigas recobravam ânimo
Empós a meta
Sob o olhar do príncipe e agora sob o dela, arfante e silenciosa,
Enquanto eu me demoro.

O monarca, porém, lançava o olhar sobre a cidade, em torno e
Para longe, fundamente,
Sobre todas as montanhas coroadas de templos, todas as colunatas
Das clareiras,
Todas as pontes e barragens e aquedutos — e então
Sobre todos os homens!

Quando eu chegar, tão mudo e imóvel hei de vê-la,
Uma das mãos
Em meu ombro, seus olhos envolvendo mais que as mãos
Meu rosto,

Antes que nos precipitemos e antes que extingamos vista e voz
Um ao outro.
Num ano, eles fizeram avançar um milhão de guerreiros
Para o sul e para o norte,
E elevaram a seus deuses um pilar de bronze, tão alto
Como o céu,
Ainda reservando mil quadrigas vigorosas —
Ouro, adivinhais.

Oh, coração! Oh, sangue que se esfria e sangue que incendeia!
Giros da terra
Por tantos séculos de estrondo, insânia e vilipêndio!
— Encerrai-os
Com seus triunfos e suas glórias e o supérfluo:
O Amor, Amor — e o resto é o resto.

+ SOBRE

http://formasfixas.blogspot.com/2014/02/amor-entre-ruinas-de-robert-browning.html
https://escamandro.wordpress.com/2014/06/26/a-minha-ultima-duquesa-robert-browning/
http://portalentretextos.com.br/materia/um-poema-de-robert-browning-1812-1889,7579
https://en.wikisource.org/wiki/Author:Robert_Browning
https://en.wikipedia.org/wiki/Sonnets_from_the_Portuguese

«SONNET XIV (Sonnets from the Portuguese)» por Elizabeth Barrett Browning

o monólogo dramático de robert browning – PPGI/UFSC

OUTROS

Orestes Barbosa, poeta e compositor popular brasileiro
Dániel Berzsenyi , poeta húngaro
Rabindranath Tagore , poeta bengali, Prêmio Nobel de Literatura em 1913
Guillermo Carnero , poeta e ensaísta, economista e filólogo espanhol
Willem Elsschot , autor e poeta belga
Archibald MacLeish , poeta americano, dramaturgo e advogado
Rıfat Ilgaz , autor turco, poeta e educador
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