POEMA DIÁRIO #7

poema ‘de primavera em leningrado’, da poeta margarita yosifovna aliguer

POEMA DIÁRIO (7)


mais sobre Маргарита Иосифовна Алигер

e

Наталья Шуматова читает фрагмент стихотворения Маргариты Алигер «Весна в Ленинграде»

Clube de Leitura J. G. R.

pp

COLETANDO VERSÕES DIGITAIS:

e derivações [isto aqui está aberto para edição/acréscimo de coisas futuras]

O que é revolução – Florestan Fernandes (1981)

“A palavra revolução tem sido empregada de modo a provocar confusões. Por exemplo, quando se fala de “revolução institucional”, com referência ao golpe de Estado de 1964. É patente que aí se pretendia acobertar o que ocorreu de fato, o uso da violência militar para impedir a continuidade da revolução democrática (a palavra correta seria contra-revolução: mas quais são os contrarevolucionários que gostam de se ver na própria pele?). Além disso, a palavra “revolução” encontra empregos correntes para designar alterações contínuas ou súbitas que ocorrem na natureza ou na cultura (coisas que devemos deixar de lado e que os dicionários registram satisfatoriamente). No essencial, porém, há pouca confusão quanto ao seu significado central: mesmo na linguagem de senso comum, sabe-se que a pa lavra se aplica para designar mudanças drásticas e violentas da estrutura da sociedade. Daí o contraste freqüente de “mudança gradual” e “mudança revolucionária” que sublinha o teor da revolução como uma mudança que “mexe nas estruturas”, que subverte a ordem social imperante na sociedade.
O debate terminológico não nos interessa por si mesmo. É que o uso das palavras traduz relações de dominação. Se um golpe de Estado é descrito como “revolução”, isso não acontece por acaso. Em primeiro lugar, há uma intenção: a de simular que a revolução democrática não teria sido interrompida. Portanto, os agentes do golpe de Estado estariam servindo à Nação como um todo (e não privando a Nação de uma ordem política legítima com fins estritamente egoístas e antinacionais). Em segundo lugar, há uma intimidação: uma revolução dita as suas leis, os seus limites e o que ela extingue ou não tolera (em suma, golpe de Estado criou uma ordem ilegítima que se inculcava redentora; mas, na realidade, o “império da lei” abolia o direito e implantava a “força das baionetas”: não há mais aparências de anarquia, porque a própria sociedade deixava de secretar suas energias democráticas). No conjunto, o golpe de Estado extraía a sua vitalidade e a sua autojustificação de argumentos que nada tinham a ver com “o consentimento” ou com “as necessidades” da Nação como um todo. Ele se voltava contra ela porque uma parte precisava anular e submeter a outra à sua vontade e discrição pela força bruta (ainda que mediada por certas instituições). Nessa conjuntura, confundir os espíritos quanto ao significado de determinadas palavras-chave vinha a ser fundamental. É por aí que começa a inversão das relações normais de dominação. Fica mais difícil para o dominado entender o que está acontecendo e mais fácil defender os abusos e as violações cometidas pelos donos do poder.”

O que é revolução – Florestan Fernandes (1981)

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a origem da família, da propriedade privada e do estado

7º Dia

A convite de Pati Kemerich , durante 10 dias vou publicar 10 livros que marcaram minha trajetória como leitor. Sem comentários e explicações, apenas a capa. E, cada dia, desafiarei uma pessoa a continuar a roda.

Aceita, Cleuzi?

7 Cleuzi


Friedrich Engels e os estudos feministas | por Maria Lygia Quartim de Moraes

soneto do amor total (antologia)

4º Dia

A convite de Pati , durante 10 dias vou publicar 10 livros que marcaram minha trajetória como leitor. Sem comentários e explicações, apenas a capa. E, cada dia, desafiarei uma pessoa a continuar a roda.

Aceita, Juliana?

3 Samanta


ps: não é para comentar, mas não posso deixar passar que é na contracapa que tem essa boniteza de soneto… acho que foi assim que ele me fisgou lá pelas bandas de 1999. #sonetodoamortotal

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o sol é para todos

1º Dia

A convite de Pati, durante 10 dias vou publicar 10 livros que marcaram minha trajetória como leitora. Sem comentários e explicações, apenas a capa. E, cada dia, desafiarei uma pessoa a continuar a roda.

Aceita, Dona Ica ?

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alguma antropologia

  • Mintz, Sydney W. 1959b “Labor and Sugar in Puerto Rico and in Jamaica, 1800-1850”. In Comparative Studies in Society and History1(3): 273-281.
  • Mintz, Sidney W. 1960 Worker in the Cane: A Puerto Rican Life History. New Haven: Yale University Press.
  • Mintz, Sidney W. 1966 “The Caribbean as a Socio-Cultural Area”. In Cahiers d’Histoire Mondiale 9: 912-937.
  • Mintz, Sidney W. 1971 “Men, Women and Trade”. In Comparative Studies in Society and History 13(3): 247-269.
  • Mintz, Sidney W. 1973 “A Note on the Definition of Peasantries”. In Journal of Peasant Studies 1(1): 91-106.
  • Mintz, Sidney W. 1974a Caribbean Transformations. Chicago: Aldine.
  • Mintz, Sidney W. 1974b “The Rural Proletariat and the Problem of Rural Proletarian Consciousness”. In Journal of Peasant Studies1(3): 291-325.
  • Mintz, Sidney W. 1977 “The So-Called World-System: Local Initiative and Local Response”. In Dialectical Anthropology2(2):253-270.
  • Mintz, Sidney W. 1978 “Was the Plantation Slave a Proletarian?” In Review 2(1):81-98.
  • Fried, Morton H. 1969. Fabric of Chinese society; a study of the social life of a Chinese county seat. New York: Octagon Books.
  • Turner, Terence S. (1979). “Kinship, Household, and Community Scructure among the Kayapó; Maybury-Lewis, David (ed) The Gê and Bororo of Central Brazil: 179-214. Cambridge: Harvard University Press.
  • WOLF, Eric R. . Las luchas campesinas del siglo XX.. Mexico: Siglo Veintiuno, 1979.
  • WOLF, Eric R.; FELDMAN-BIANCO, Bela; RIBEIRO, Gustavo Lins . Antropologia e poder: contribuições de Eric R. Wolf ; organização e seleção Bela Feldman-Bianco e Gustavo Lins Ribeiro. Brasília: UnB; São Paulo (SP): Imprensa Oficial, UNICAMP, 2003. 376p. (Coleção Antropologia da política ) ISBN 8523007148 UnB
  • WOLF, Eric R. . Europa y la gente sin historia. Mexico, D.F.: Fondo de Cult. Economica, c1987. 600p. (Seccion de obras de historia ) ISBN 9681625994 (broch.)
  • WOLF, Eric R. . Europe and the people without history. Berkeley; Los Angeles: Univ. of California, c1982. 503p. ISBN 0520048989 (broch.)
  • WOLF, Eric R. . Sociedades camponesas. Rio de Janeiro (RJ): Zahar, 1970. 150p. (Curso de antropologia moderna )
  • WOLF, Eric R. . Sociedades camponesas. 2. ed. Rio de Janeiro (RJ): Zahar, 1976. 150p.
  • MEILLASSOUX, Claude. Antropologia da escravidão : o ventre de ferro e dinheiro. Rio de Janeiro: J. Zahar, 1995. 297p ISBN 8571103127 : (broch.)
  • GODELIER, Maurice. Economia, fetichismo y religion en las sociedades primitivas.. Mexico: Siglo Veintiuno, 1978.
  • GODELIER, Maurice. Horizontes da antropologia. Lisboa: Edições 70, 1973. 379p.
  • GODELIER, Maurice. Racionalidad e irracionalidad en economia.. Mexico: Siglo Veintiuno, 1974.
  • GODELIER, Maurice. L’ideel et le materiel : pensee, economies, societes. Paris: Fayard, 1984. 348p. ISBN 2213 013365 (broch.)
  • GODELIER, Maurice. . Antropologia y economia.. Barcelona [Espanha]: Anagrama, 1974.
  • BLOCH, Maurice. . Analise marxistas y antropologia social.. Barcelona [Espanha]: Anagrama, 1977
  • BLOCH, Maurice. Ritual, history and power : selected papers in anthropology. London: The Athlone Press, 1989. 237p. (London school of economics monographs on social anthropology; 58) ISBN 0485120712 : (broch.)
  • STEWARD, Julian H. Native peoples of South America.. New York: McGraw-Hill Book, 1959.
  • SAHLINS, Marshall. Ilhas de história. Rio de Janeiro: Zahar, 1987. 218 p. (Antropologia social ) ISBN 8571101272
  • SAHLINS, Marshall David. Sociedades tribais. Rio de Janeiro: Zahar, 1970. 178p. (Curso de Antropologia Moderna )

673211

agrestes

hoje acordei como o sol.

amanhã acordarei (se dormir for) como as nuvens.
hoje, e não sei se era meu sorriso ou o olhar sorridente de todos que passaram por mim, mas sorri, assim, o dia todo.

——-

coisas: organizar a viagem, juntar elementos para investigação, debater o processo de entrevista e ler muito.

algumas anotações do dia:

.
yo
he ponido
un
punto.

todavia puedo empezar a escrivir la história, nuestra história.
(eu, pensando…)

———- e extraído de algumas passadas de olho…

“esta obra é uma homenagem aos milhares de desaparecidos, em cuja silenciosa e invisível companhia foi elaborada. há coisas irrecuperáveis. há outras que não devemos perder nunca, como a memória de nossa própria história”. [ PASCUAL, Alejandra Leonor. Terrorismo de Estado: a Argentina de 1976 a 1983. Brasília: UnB, 2004 ]

———

“un día todos los elefantes se reunirón para olvidar. todos menos uno”. (Rafael Courtoisie, citado Terrorismo de Estado: a Argentina de 1976 a 1983. Brasília: UnB, 2004 ]

——–

Urge atrofiar o medo,
enfiar as botas ou os pés nus na lama do caminho.
Urge semear nos sulcos profundos
da grande dor humana,
trabalhar dia e noite
pois os que adormeceram
terão por desjejum
um prato de espanto
e um copo de espuma
deteriorada.
Tanira Piacentini, 1972

(Citado em SILVA, Aurea Oliveira; AURAS, Marli. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA Centro de Ciências da Educação.  Aprender a calar e aprender a resistir : a pedagogia do silencio em Santa Catarina.   1993. 127f Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação)

—————————

20190303_195052(0)Questão de pontuação
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);

viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):

o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive
o inevitável ponto final.
p. 146
Questão de pontuação, In Agrestes de João Cabral de Melo Neto

62. Modelo para Amar

Júlio Cortázar.

62/Modelo para amar.

“… só de uma coisa eu podia estar certo: daquele vazio no rumor gastronomico do restaurante Polidor em que espelho de espaço e um espelho de tempo tinham coincidido num ponto e insuportável e fugacíssima realidade antes de me deixar outra vez a sós com tanta inteligência, com tanto antes, atrás e adiante e depois...”  p. 26

… na poça suja onde tremula uma estrela de saliva.” p.32

… e calar então seria infame, tu e eu sabemos demais de alguma coisa que não é nós e joga essas cartas em que somos espadas ou copas mas não as mãos que as misturam e as armam, jogo vertiginoso de que só chegamos a conhecer a sorte que se trama e destrama a cada lançe, a figura que nos procede e nos segue, a sequência com que a mão nos propõe ao adversário, a batalha de acasos excludentes que decide as posições e as renúncias. Perdoa-me essa linguagem a única posssível. Se estiveres me ouvindo concordarias, com esse gesto grave que às vezes te aproxima da frivolidade do narrador.” p. 34

“… diz: eu não poderia impedi-lo, era cafona como um coração bordado. eu continuarei procurando…” p.34

… infelizmente muito em breve um dos três fará o convencional, dirá o que precisa ser dito, cometerá a bobagem estabelecida, partirá ou voltará ou se enganará ou chorará ou se matará ou se sacrificará ou aguentará ou se apaixonará por outra pessoa ou lhe darão uma bolsa Guggenheim, qualquer das dobras da grande rotina, e deixariamos de ser massa bem pensante e bem atuante.”  p.45

… aquela hora eu sentia com amarga clareza o erro da noite de natal, de ter ficado como que esperando dentro do tempo algo que no restuarante Polidor me caíra em cima para se esmigalhar instantaneamente, como que ofendiddo por minha indignidade, por minha incapacidade de me abrir a razão daqueles signos. Eu me esconderá em vez de ceder à distração, que teria sido sair de qualquer maneira do estúpido território da esperança, daquilo onde já não havia nada a esperar.
Mas agora, talvez porque eu estando tão cansado e úmido e sylvaner e noite de natal, deixar continuar esperando para sentir por um instante que a causa daqueles signos também não seria uma causa, um código qualquer; era antes um comportamento imposto cegamente, um valor que de reprente mostraria ou iluminaria alguma coisa, talvez uma queda. senti sobretudo que seria uma queda, mas tampouco teria podido perceber esse sentimento de que algo acabava fofamente, como que indo embora.
” P. 46/47

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vou salgado pelo vento

Às vezes pensamos. Noutras épocas, como nestes dias últimos, apenas levanto e vou. O CORPO exausto do trabalhador segue sua rotina.

11h00.

d10c7546ffe661155f348f54b946dce2527e31d9«… entoces yo seré tu poeta, llegaré con mi lira a cantar en tu aroma y dormiré en tu cinta de platino, en tu arena incomparable, en la frescura azul del abanico que abrirás en mi sueño como las alas de una gigantesca mariposa marina». Neruda. Oda a Rio de Janeiro.

Às 17h30.

 

o vento verga a crista do galinácio  e os braços longos da grande figueira… arremessa o mar dentro de mim.

vou salgado pelo vento.

19h00.

eiv

Estou no Estágio Interdisciplinar de Vivência (II EIV SC/PR) em fraiburgo. retorno em março. saudações pra todos.

“.. A superação da propriedade privada é por conseguinte a emancipação completa de todas as propriedades [.. no sentido de ‘próprio’ e/ou ‘atributos’, ‘qualidades’..] e sentidos humanos; mas ela é esta emancipação exatamente pelo fato de estes sentidos e propriedades terem se tornado humanos, tanto subjetiva quanto objetivamente. O olho se tornou olho humano, assim como o seu objeto se tornou um objeto social, humano, proveniente do homem para o homem. Por conseguinte, imediatamente em sua práxis os sentidos se tornaram teorizadores. Relacionando se com a coisa [em um sentido intermediário entre ‘coisa’, indiferente ao sujeito, neutro; e ‘objeto’, algo que já entrou em relação com o objeto] por amor à coisa, mas a coisa mesma é um comportamento humano objetivo perante si mesma e perante o homem [praticamente só posso me relacionar humanamente com a coisa se a coisa se relaciona humanamente com o homem.] e inversamente.
A necessidade [no sentido de ser uma necessidade imposta pelo imposta pela condição biológica do ser humano, sempre ligada a uma carência e a um desejo correspondente] ou fruição perderam por isso a sua natureza egoísta e a natureza a sua mera utilidade ao ter a utilidade se tornado utilidade humana.
Da mesma maneira os sentidos e a fruição dos outros homens se tornaram a minha própria apropriação. Afora estes órgãos imediatos formam-se por conseguinte órgãos sociais na forma da sociedade, logo, por exemplo, a atividade imediatamente em sociedade com outros etc. se tornou um órgão da minha manifestação de vida e um modo de apropriação da vida humana.”

marx e engels. história. coleção grandes cientistas sociais. org. florestan fernandes. pp. 174. editora atica. 1989.

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nota explicativa : florestan fernandes

«Todos nós somos compelidos a misturar a ciência com ideologia e com política, pois não tememos tornar explícito o que é uma realidade. Essa mistura, que comparece mistificada e oculta nas obras de alta-academia, está nos fatos e está na consciência de todos. Deve, pois, aparecer na reflexão mais ou menos teórica do sociólogo, do historiador ou do intelectual empenhado na criação de um pensamento socialista próprio à América Latina. O que possa haver de científico na produção intelectual do sociólogo, do historiador ou do socialista não é nem ‘degradado’ nem ‘contaminado’ com isso. Ao contrário! Só quando ‘a ciência é poder’ em termos da ordem e de sua defesa passiva ou ativa essa vinculação pode ser escondida ou negada. Os que se preocupam com o poder real dos que recorrem à violência como contraviolência e se aliam com eles não convertem ciência em poder sem deixar clara a vinculação desses três pólos da transformação revolucionária do mundo». Florestan Fernandes. nota explicativa em seu livro “Poder e Contrapoder na América Latina”.

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Seminário de História “Escravidão e cidadania no Brasil Monárquico”

Seminário de História “Escravidão e cidadania no Brasil Monárquico”

fichamento:
O livro aborda as relações sobre identidade racial, escravidão e cidadania no Brasil de 1800.

Na primeira vez que se definiu uma cidadania brasileira e seus direitos vinculados, após a emancipação política do país em 1822, o Brasil possuía uma das maiores populações escravas das Américas juntamente com a maior população livre afro-descendente do continente.

Após a emancipação, o Brasil adotou a monarquia constitucional de base liberal (que considerava todos os homens cidadãos livres e iguais). Porém a escravidão permaneceu inalterada, garantida pelo direito de propriedade reconhecido na nova Constituição. Neste contexto, a manutenção da escravidão se tornaria o principal limite do pensamento liberal.

Este liberalismo e manutenção da escravidão, não foram específicos do Brasil de 1822, mas se desenrolaram por toda Afro-América.

A tendência geral dos novos países que se formavam sob o pilastre da ideologia liberal estava marcado de 3 situações:

1) manutenção da escravidão com base no direito de propriedade;
2) a proibição do tráfico africano;
3) a emancipação progressiva através de leis que libertavam os nascituros (ventre-livre), sempre com indenização aos proprietários.

As diversas sociedades do Antigo Regime, bem como o cristianismo católico ou protestante, não viam maiores problemas com a escravidão. Elas naturalizavam as desigualdades sociais como “algo divino”(escolhido por Deus). Certamente existiam as questões hierárquicas, mas elas não eram necessárias para justificar a escravidão. Portanto, o fato de ser índio ou africano por si só não os fazia passíveis de serem escravizados, mas sim o fato de serem bárbaros e ateus.

A noção de raça e desigualdade surgiu do pensamento científico europeu e norte-americano no séc. XIX, especialmente nos EUA.

Surge também nos EUA o POLIGENISMO, que era a origem comum da espécie sendo questionada e que foi superado pela perspectiva da seleção natural de Darwin. Americanos conciliam a idéia de uma origem comum com uma extrema e seletiva diferenciação natural.
Novamente a desigualdade é naturalizada justificando a restrição aos direitos civis de cidadania do liberalismo, bem como a nova expansão colonialista européia sobre a África e a Ásia.

A noção de raça é uma construção social do Séc. XIX, estreitamente ligado ao Continente Americano.

Ordenações: Afonsinas, Manuelinas e Filipinas de 1603 (esta acrescenta a lista de exclusão os negros e mulatros a cargos públicos, eclesiásticos e a títulos honoríficos)

Em 1776 Pombal revogas as restrições aos descendentes de judeus, mouros e indígenas. Os africanos só seriam rompidas no Brasil pela Constituição de 1824 (1ª vez definiu os direitos inerentes à cidadania brasileira).

O Brasil traz como herança da colonização portuguesa a noção de raça aliada ao interesse escravista existente e em grande parte compartilhados por boa parte da população “pardos livres”. Por este motivo a noção de raça se apresentou como problema e não como solução.

Movimento intitulado “Conjuração dos Alfaiates” de 1798 pregava igualdade entre pardos e brancos, identidade brasileira pelo povo nas ruas, discriminação do “partido português absolutista”, “branquinhos do reino” x “brasileiros pardos”. A Balaidada de 1838 no Maranhão que incitava a igualdade de direito entre cidadãos de todas as cores.

1831 até 1840 – período regencial com pasquins exaltados lutando pela igualdade entre cidadãos brasileiros independentemente da cor (garantida na Constituição). Ex: O Homem de Cor, O Brasileiro Pardo, O mulato…

A Constituição Imperial de 1824 revoga o dispositivo colonial da “mancha de sangue” (maiores informações na pág 7 do xérox e não do livro).

ESCRAVO AFRICANO COMPLETAMENTE ESQUECIDO NAS LUTAS.

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