FALCÃO – Você está certo, quem tá errado é o Papa

“Então se você pensa que bom é ser mau / pra viver a vida só cagando o pau / então seja. / Se você acredita que sendo imbecil/ vai fazer diferença em prol do Brasil / então vá! / Vá mentindo / vá enganando / vá vivendo de lorotas / e sendo idiota./ Vá falando e difamando /no varejo e no atacado / iludindo os abestados / então vá! / Você está certo, quem tá errado é o papa / Vá se fuck you!”

falcao

a minha morte é só uma: ganga, lumumba, lorca, jesus

joaoboscocapalpback
O menino cresceu entre a ronda e a cana
Correndo nos becos que nem ratazana.
Entre a punga e o afano, entre a carta e a ficha
Subindo em pedreira que nem lagartixa.
Borel, juramento, urubu, catacumba,
Nas rodas de samba, no eró da macumba.
Matriz, querosene, salgueiro, turano,
Mangueira, são carlos, menino mandando,
Ídolo de poeira, marafo e farelo,
Um deus de bermuda e pé-de-chinelo,
Imperador dos morros, reizinho nagô,
O corpo fechado por babalaôs.
 
Baixou oxolufã com as espadas de prata,
Com sua coroa de escuro e de vício.
Baixou cão-xangô com o machado de asa,
Com seu fogo brabo nas mãos de corisco.
Ogunhê se plantou pelas encruzilhadas
Com todos seus ferros, com lança e enxada.
E oxossi com seu arco e flecha e seus galos
E suas abelhas na beira da mata.
E oxum trouxe pedra e água da cachoeira
Em seu coração de espinhos dourados.
Iemanjá, o alumínio, as sereias do mar
E um batalhão de mil afogados.
 
Iansã trouxe as almas e os vendavais,
Adagas e ventos, trovões e punhais.
Oxum-maré largou suas cobras no chão.
Soltou sua trança, quebrou o arco-íris.
Omulu trouxe o chumbo e o chocalho de guizos
Lançando a doença pra seus inimigos.
E nana-buruquê trouxe a chuva e a vassoura
Pra terra dos corpos, pro sangue dos mortos.
 
Exus na capa da noite soltara a gargalhada
E avisaram a cilada pros orixás.
Exus, orixás, menino, lutaram como puderam
Mas era muita matraca e pouco berro.
E lá no horto maldito, no chão do pendura-saia,
Zumbi menino lumumba tomba da raia
Mandando bala pra baixo contra as falanges do mal,
Arcanjos velhos, coveiros do carnaval.
 
– irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Por que me abandonaram?
Por que nos abandonamos
Em cada cruz?
– irmãos, irmãs, irmãozinhos,
Nem tudo está consumado.
A minha morte é só uma:
Ganga, lumumba, lorca, jesus
 
Grampearam o menino do corpo fechado
E barbarizaram com mais de cem tiros.
Treze anos de vida sem misericórdia
E a misericórdia no último tiro.
 
Morreu como um cachorro e gritou feito um porco
Depois de pular igual a macaco.
Vou jogar nesses três que nem ele morreu:
Num jogo cercado pelos sete lados.
Compositores: Aldir Blanc / Joao Bosco

 

«TANTO MAR» por Chico Buarque

#umpoetaumpoemapordia #232 (19/6)

POETA: CHICO BUARQUE

Francisco Buarque de Hollanda, mais conhecido por Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo, escritor e ator brasileiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB). Sua discografia conta com aproximadamente oitenta discos, entre eles discos-solo, em parceria com outros músicos e compactos

POEMA: TANTO MAR

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo pra mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor do teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei também que é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Letra e música: Chico Buarque
In: 1975 (primeira versão)

«Nota: Letra original, vetada pela censura; apenas a versão instrumental foi gravada no Brasil. Gravação com letra editada apenas em Portugal, em 1975. Ver tambem “Tanto Mar” versao II» Disponível em: http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/buarque-tantoMar2.html

+ SOBRE

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/chico%20buarque.html
https://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?poeta=801
http://www.jornaldepoesia.jor.br/cbuarque.html
http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/indice_autores.html#Chico%20Buarque

A Poesia Urbana de Chico Buarque, por Vivian C. Alves de Carvalho

poesia e música em chico buarque de holanda – por Irlys Alencar Firmo Barreira

Poesia e música em Chico Buarque – por Luciano Marcos Dias Cavalcanti

OUTROS

José Rizal, poeta e herói nacional filipino
Richard Monckton Milnes, político, poeta e patrono literário britânico
Sam Walter Foss, poeta americano

«ESTADO DE POESIA» por Chico César

#umpoetaumpoemapordia #088 (26/1)

POETA: CHICO CÉSAR

Francisco César Gonçalves (Catolé do Rocha, Paraíba, Brasil, em 26 de janeiro de 1964), é um cantor, compositor, escritor e jornalista brasileiro

POEMA: ESTADO DE POESIA

Para viver em estado de poesia / Entranharia nestes sertões de você / Pra me esquecer da vida que eu vivia / De cigania antes de te conhecer / De enganos livres que eu tinha porque queria / Por não saber que mais dia, menos dia / Eu todo me encantaria pelo todo do teu ser / Pra misturar meia noite, meio dia / Enfim saber que cantaria a cantoria / Que há tanto tempo queria / A canção do bem querer / É belo vês o amor sem anestesia / Dói de bom / Arde de doce / Queima a calma / Mata, cria / Chega tem vez que a pessoa que enamora / Se pega e chora do que ontem mesmo ria / Chega tem hora que ri de dentro pra fora / Não fica, nem vai embora / É o estado de poesia!

«HABLADURÍAS DEL MUNDO» por Luis Alberto “El Flaco” Spinetta

#umpoetaumpoemapordia #085 (23/1)

POETA: EL FLACO – LUIS ALBERTO SPINETTA
Luis Alberto “El Flaco” Spinetta (Buenos Aires, Argentina. 23 de janeiro de 1950 – 8 de fevereiro de 2012), era um cantor, guitarrista, compositor e poeta argentino.

POEMA: HABLADURÍAS DEL MUNDO

“Toda toda la ternura me darás / si te ofrezco ser / parte de tu cuerpo / Y ya al acariciarme me darás / los espejos que son de tu día del alma / Mientras oigo trinos voces oigo más / son aquellos los dioses que nos escuchan / No estoy atado a ningún sueño ya / Las habladurías del mundo / no pueden atraparnos / Veo veo las palabras nunca son / lo mejor para estar desnudos / Ni ni la anaconda es como el buey / ya no hay más reyes de la selva / Toda toda la ternura me darás / si te ofrezco ser carne de tu cuerpo / No estoy atado a ningún sueño ya / Las habladurías del mundo / no pueden atraparnos” (Artaud, Álbum de estudio de Pescado Rabioso, 1973)

MAIS SOBRE

Clique para acessar o guitarranegra.pdf


http://cosmigonondigital.blogspot.com.br/2012/06/prueba-numero-3.html
https://acuarela.wordpress.com/2006/12/19/guitarra-negra-spinetta/
Habladurías del Mundo – Pescado Rabioso

«RANCHO FUNDO (Fragmento)» por Lamartine Babo

#umpoetaumpoemapordia #072 (10/1)

POETA – Lamartine de Azeredo Babo (Rio de Janeiro, 10 de janeiro de 1904 — Rio de Janeiro, 16 de junho de 1963) foi um dos mais importantes compositores populares do Brasil.

POEMA – Fragmento da letra da canção «Rancho Fundo»
“No rancho fundo / bem pra lá do fim do mundo / nunca mais houve alegria / nem de noite, nem de dia. / Os arvoredos / já não contam mais segredos / e a última palmeira / já morreu na cordilheira.”

MAIS SOBRE

http://regbit.blogspot.com.br/2010/06/lamartine-babo-o-melhor-e-mais.html
http://poesiaretro.blogspot.com.br/2011/02/lamartine-babo.html
http://dicionariompb.com.br/lamartine-babo

«EPITAPH» por Peter Sinfield

#umpoetaumpoemapordia #058 (27/12)

POETA: PETER SINFIELD

Peter Sinfield (nascido em 27 de Dezembro de 1943 em Londres, Inglaterra) é um poeta, mais conhecido pelo seu trabalho como letrista dos primeiros anos de existência da banda de rock progressivo King Crimson. Ele contribuiu para os discos In the Court of the Crimson King, In the Wake of Poseidon, Lizard e Islands, assim como para a banda Roxy Music, que ele também produziu.

POEMA: EPITAPH

The wall on which the prophets wrote
Is cracking at the seams.
Upon the instruments of death
The sunlight brightly gleams.
When every man is torn apart
With nightmares and with dreams,
Will no one lay the laurel wreath
When silence drowns the screams.

Confusion will be my epitaph.
As I crawl a cracked and broken path
If we make it we can all sit back
And laugh.
But I fear tomorrow I’ll be crying,
Yes I fear tomorrow I’ll be crying.

Between the iron gates of fate,
The seeds of time were sown,
And watered by the deeds of those
Who know and who are known;
Knowledge is a deadly friend
When no one sets the rules.
The fate of all mankind I see
Is in the hands of fools.

Confusion will be my epitaph.
As I crawl a cracked and broken path
If we make it we can all sit back
And laugh.
But I fear tomorrow I’ll be crying,
Yes I fear tomorrow I’ll be crying.

Lyrics for the song of In the Court of the Crimson King, by King Crimson.

TRADUÇÃO DE: Fernando G. Toledo

Epitafio

El muro en que escribieron los profetas
se está viniendo abajo aunque era fuerte.
El resplandor del sol sigue brillando
sobre los instrumentos de la muerte.
Cuando al fin cada hombre esté acosado
por tantas pesadillas, y al volverte
nadie ponga un laurel en la corona,
cuando el silencio ahogue los gritos más potentes

«confusión», se leerá en mi epitafio.
Aunque por sendas rotas yo me viera arrastrado
podríamos reírnos de haberlas reparado.
Pero, temo, mañana me encontraré llorando.
Sí, lo temo, mañana me encontraré llorando.

Por las puertas de acero del destino
han trazado del tiempo un sembradío,
regado por los actos de sujetos
que por tanto saber son conocidos;
mortal amigo es el conocimiento
si no hay una regla que lo sustente.
El destino del hombre, ya lo veo,
ha terminado en manos de dementes.

«Confusión», se leerá en mi epitafio.
Aunque por sendas rotas me viera yo arrastrado
podríamos reírnos de haberlas reparado.
Pero, temo, mañana me encontraré llorando.
Sí, lo temo, mañana me encontraré llorando.

 

+ SOBRE

http://fernandogtoledo.blogspot.com.br/2016/01/peter-sinfield-1943-epitafio.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Sinfield
https://www.songsouponsea.com/Promenade/lyrics/poems.html

https://www.youtube.com/watch?v=xRJ-hV74zhE
KING CRIMSON/EPITAPH

OUTROS

 

«ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA» por Adolfo Luxúria Canibal

#umpoetaumpoemapordia #056 (25/12)

POETA: ADOLFO LUXÚRIA CANIBAL

Adolfo Luxúria Canibal (Luanda, 25 de Dezembro de 1959), de nome de baptismo Adolfo Augusto Martins da Cruz Morais de Macedo, é um advogado, músico e poeta português.

POEMA: ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA

ONTEM PELA TARDE ENSOLARADA
Circulando através de Berlim a cidade morta
No regresso de um qualquer país estrangeiro
Senti pela primeira vez a necessidade
De ir desenterrar a minha mulher ao seu cemitério
Eu próprio deitei sobre ela duas pazadas cheias
E de ver o que dela ainda resta
Os ossos que nunca vi
De segurar o seu crânio na minha mão
E de imaginar o que era o seu rosto
Por detrás das máscaras que trazia
Através de Berlim a cidade morta e de outras cidades
No tempo em que estava vestido com a sua carne
Não cedi a esta necessidade
Por medo da polícia e dos comentários dos meus amigos.

Adolfo Luxúria Canibal/ Mão Morta
Muller no Hotel Hessischer Hof
(Letras escritas a partir de textos de Heiner Müller)

 

+ SOBRE

https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=394
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adolfo_Luxúria_Canibal
http://sylviabeirute.blogspot.com.br/2011/01/adolfo-luxuria-canibal-mao-morta-letras.html

Adolfo Luxúria Canibal + António Rafael – “Noite transfigurada” álbum “Estilhaços” (2006)

 

Adolfo Luxúria Canibal diz “Voz numa pedra” do livro “Estilhaços e Cesariny” (2011)

OUTROS

Tuomas Holopainen, poeta e músico finlandês

Lady Grizel Baillie , poeta e compositora escocesa-inglesa

Dorothy Wordsworth , escritora e poeta inglesa

Lady Morgan Sydney , autora e poeta irlandesa

Malak Hifni Nasif , poeta e ativista egípcio

Atal Bihari Vajpayee , poeta e político indiano

Ramdas Athawale , poeta e político indiano

Krastyo Hadzhiivanov, poeta búlgaro

Néstor Perlongher, poeta y escritor argentino

«ANDO PENANDO» por Alcides Malandro Histórico

#umpoetaumpoemapordia #048 (17/12)

POETA: ALCIDES MALANDRO HISTÓRICO

Alcides Dias Lopes, mais conhecido como Alcides Malandro Histórico, (Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 1909 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1987) foi poeta, compositor e intérprete brasileiro e integrante da Velha Guarda da Portela. wIKIPÉDIA

POEMA: ANDO PENANDO

Ando Penando
A razão, ainda não sei
Eu desejava saber
Porque tanto assim sofrer
Para mim ficar ciente
Muito embora assim tristonho até morrerPara mim viver mais sossegado
Eu queria saber a razão
Para não viver enganado
Nem reclamar em vão

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alcides_Malandro_Histórico
http://peledegato.blogspot.com.br/2012/01/alcides-malandro-historico-da-portela.html
https://sambafalado.blogspot.com.br/2009/02/ando-penando-alcides.html

OUTROS

Thomas Woolner , escultor e poeta britânico

Władysław Broniewski , soldado polonês e poeta

Abdul Rahim Khan-I-Khana , poeta paquistanês-indiano

Thomas Tickell , poeta inglês

John Greenleaf Whittier , poeta e ativista americano

Ford Madox Ford , romancista inglês, poeta e crítico

Penelope Fitzgerald , autora e poeta inglesa

Jüri Talvet , poeta e crítico estoniano

 

«OJALÁ» por Silvio Rodríguez

#umpoetaumpoemapordia #030 (29/11)

POETA: SILVIO RODRÍGUEZ

Silvio Rodríguez Domínguez (San Antonio de Los Baños, 29 de novembro de 1946) é um músico, poeta e cantor cubano. Expoente da música cubana surgida com a Revolução Cubana, Silvio é um dos cantores cubanos contemporâneos de maior relevo internacional, criador juntamente com Pablo Milanés, Noel Nicola, Vicente Feliú e outros músicos do movimento da Nova Trova Cubana. Considerado um poeta lúcido e inteligente, capaz de sintetizar o intimismo e os temas universais com a mobilização e a consciência social. wikipédia

POEMA: OJALÁ

Ojalá que las hojas no te toquen el cuerpo
Cuando caigan
Para que no las puedas convertir en cristal
Ojalá que la lluvia deje de ser milagro
Que baja por tu cuerpo
Ojalá que la luna pueda salir sin ti
Ojalá que la tierra no te bese los pasos

Ojalá se te acabe la mirada constante
La palabra precisa, la sonrisa perfecta
Ojalá pase algo que te borre de pronto
Una luz cegadora, un disparo de nieve
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte
Para no verte tanto para no verte siempre
En todos los segundos en todas las visiones
Ojalá que no pueda tocarte ni en canciones

Ojalá que la aurora no dé gritos que caigan
En mi espalda
Ojalá que tu nombre se le olvide a esa voz
Ojalá las paredes no retengan tu ruido
De camino cansado
Ojalá que el deseo se vaya tras de ti
A tu viejo gobierno de difuntos y flores

Ojalá se te acabe la mirada constante
La palabra precisa la sonrisa perfecta
Ojalá pase algo que te borre de pronto
Una luz cegadora, un disparo de nieve
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte
Para no verte tanto para no verte siempre
En todos los segundos en todas las visiones
Ojalá que no pueda tocarte ni en canciones

Ojala pase algo que te borre de pronto
Una luz cegadora, un disparo de nieve
Ojalá por lo menos que me lleve la muerte
Para no verte tanto para no verte siempre
En todos los segundos en todas las visiones

Ojala que no pueda tocarte ni en canciones

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Silvio_Rodríguez
https://es.wikipedia.org/wiki/Ojalá_(canción)
.

 

«DONA» por Guttemberg Guarabyra

#umpoetaumpoemapordia #021 (20/11)

POETA: GUTTEMBERG GUARABYRA

Guttemberg Nery Guarabyra Filho (Barra, 20 de novembro de 1947) é um músico, compositor, escritor e poeta brasileiro.

POEMA: DONA

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros 
Oh, dona desses animais
Dona dos teus ideais

Pelas ruas onde andas, onde manda todos nós 
Somos sempre mensageiros esperando tua vós
Seus desejos uma ordem, nada é nunca, nunca é não
Porque tens essa certeza dentro do teu coração 

Tam, tam, tam, batendo na porta, não precisa ver quem é 
Pra sentir a impaciência do teu pulso de mulher 
Um olhar me atira à cama, um beijo me faz amar 
Não levanto, não me escondo, porque sei que és minha dona

Dona desses traiçoeiros
Sonhos sempre verdadeiros 
Oh, dona desses animais
Dona dos teus ideais

Não há pedra em teu caminho, não há ondas no teu mar
Não há vento ou tempestade que te impeçam de voar
Entre a cobra e o passarinho, entre a pomba e o gavião
O teu ódio ou teu carinho nos carregam pela mão

É a moça da cantiga, a mulher da criação
Umas vezes nossa amiga, outras nossa perdição
O poder que nos levanta, a força que nos faz cair
Qual de nós ainda não sabe que isto tudo te faz dona

 

+ SOBRE

http://www.germinaliteratura.com.br/gutbyra.htm
http://www.germinaliteratura.com.br/index_edicaomarabr07.htm
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vermelhos

pra eu nunca mais esquecer…
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Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
‘Cê acha que eu sou louca mas tudo vai se encaixar
‘Tô aproveitando cada segundo antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu
Você ‘tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
‘Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres e outros risos
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam (não)
E essa abstinência uma hora vai passar
Compositores: Priscilla Novaes Leone