Archive for the 'Modernismo' Category

«EM FORMA DE AMOR» por Dante Milano

16/06/2018

#umpoetaumpoemapordia #229 (16/6)

POETA: DANTE MILANO

(Rio de Janeiro, 16 de junho de 1899 — Petrópolis, 15 de abril de 1991) foi um poeta brasileiro. Dante Milano é um dos poetas representativos da terceira geração do Modernismo

POEMA: EM FORMA DE AMOR

Por que me apertas com tanta força?
Por que não tiras os olhos dos meus?

Teu abraço me esmaga,
Teu beijo me sufoca,
Teus dedos se cravam nos meus cabelos,
Tua voz rouca parece exprimir num rugido o que as palavras
[ não podem significar…

Por que me agarras?

Assim dois inimigos se abraçam para lutar.

In: Obra Reunida. Organização e estabelecimento do texto, Sérgio Martagão Gesteira. Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 2004

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dante_Milano
http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet241.htm
http://www.jornaldepoesia.jor.br/dante.html
http://veredasdalingua.blogspot.com/2013/07/dante-milano-poemas.html
http://www.antoniomiranda.com.br/Brasilsempre/dante_milano.html
http://jeffersonbessa2.blogspot.com/2009/08/corpo-um-poema-de-dante-milano.html

“Poesias”, de Dante Milano – UFJF

A EXPERIÊNCIA DA POESIA DO AMOR EM DANTE MILANO

OUTROS

Salawat Yulayev , poeta russo
Torgny Lindgren , autor e poeta sueco
Māris Čaklais , poeta, escritor e jornalista da Letônia
Younus AlGohar , poeta e acadêmico paquistanês
Giovanni Boccaccio, escritor e poeta italiano
Bessie Rayner Parkes, poetisa, ensaísta e jornalista britânica
Ariano Suassuna, dramaturgo, romancista e poeta brasileiro

«QUASE» por Mário de Sá-Carneiro

19/05/2018
#umpoetaumpoemapordia #201 (19/5)

POETA: MARIO DE SÁ-CARNEIRO

Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916) foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu

POEMA: QUASE

Um pouco mais de sol – eu era brasa,
Um pouco mais de azul – eu era além.
Para atingir, faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…
Assombro ou paz? Em vão… Tudo esvaído
Num grande mar enganador de espuma;
E o grande sonho despertado em bruma,
O grande sonho – ó dor! – quase vivido…
Quase o amor, quase o triunfo e a chama,
Quase o princípio e o fim – quase a expansão…
Mas na minhalma tudo se derrama…
Entanto nada foi só ilusão!De tudo houve um começo … e tudo errou…
– Ai a dor de ser – quase, dor sem fim…
Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,
Asa que se elançou mas não voou…Momentos de alma que desbaratei…
Templos aonde nunca pus um altar…
Rios que perdi sem os levar ao mar…
Ânsias que foram mas que não fixei…Se me vagueio, encontro só indícios…
Ogivas para o sol – vejo-as cerradas;
E mãos de herói, sem fé, acobardadas,
Puseram grades sobre os precipícios…

Num ímpeto difuso de quebranto,
Tudo encetei e nada possuí…
Hoje, de mim, só resta o desencanto
Das coisas que beijei mas não vivi…

Um pouco mais de sol – e fora brasa,
Um pouco mais de azul – e fora além.
Para atingir faltou-me um golpe de asa…
Se ao menos eu permanecesse aquém…

Listas de som avançam para mim a fustigar-me
Em luz.
Todo a vibrar, quero fugir… Onde acoitar-me?…
Os braços duma cruz
Anseiam-se-me, e eu fujo também ao luar…

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_S%C3%A1-Carneiro
https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=337
https://www.escritas.org/pt/mario-de-sa-carneiro
http://www.jornaldepoesia.jor.br/msa.html
https://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=337
http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/sa.carneiro.html
.

OUTROS

Ho Chi Minh, líder revolucionário vietnamita

 Gonçalo Salvado, poeta português

«OROPA, FRANÇA E BAHIA» por Ascenso Ferreira

09/05/2018
#umpoetaumpoemapordia #191 (9/5)

POETA: ASCENSO FERREIRA

Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira (Palmares, 9 de maio de 1895 – Recife, 5 de maio de 1965) foi um poeta brasileiro, conhecido por integrar o movimento modernista de 1922 com uma poesia que destacava a temática regional de sua terra. Usava sempre um grande chapéu de palha, que o caracterizava.

POEMA: OROPA, FRANÇA E BAHIA

“Oropa, França e Bahia”
(Romance)

Para os 3 Manuéis:
Manuel Bandeira
Manuel de Souza Barros
Manuel Gomes Maranhão

Num sobradão arruinado,
Tristonho, mal-assombrado,
Que dava fundos prá terra.
( “para ver marujos,
Ttituliluliu!
ao desembarcar”).

…Morava Manuel Furtado,
português apatacado,
com Maria de Alencar!

Maria, era uma cafuza,
cheia de grandes feitiços.
Ah! os seus braços roliços!
Ah! os seus peitos maciços!
Faziam Manuel babar…

A vida de Manuel,
qque louco alguém o dizia,
era vigiar das janelas
toda noite e todo o dia,
as naus que ao longe passavam,
de “Oropa, França e Bahia”!

— Me dá uma nau daquelas,
lhe suplicava Maria.
— Estás idiota , Maria.
Essas naus foram vintena
Que eu herdei da minha tia!
Por todo o ouro do mundo
eu jamais a trocaria!

Dou-te tudo que quiseres:
Dou-te xale de Tonquim!
Dou-te uma saia bordada!
Dou-te leques de marfim!
Queijos da Serra Estrela,
perfumes de benjoim…

Nada.
A mulata só queria
que seu Manuel lhe desse
uma nauzinha daquelas,
inda a mais pichititinha,
prá ela ir ver essas terras
“De Oropa, França e Bahia”…

— Ó Maria, hoje nós temos
vinhos da quinta do Aguirre,
uma queijadas de Sintra,
só prá tu te distraire
desse pensamento ruim…
— Seu Manuel, isso é besteira!
Eu prefiro macaxeira
com galinha de oxinxim!

“Ó lua que alumias
esse mundo de meu Deus,
alumia a mim também
que ando fora dos meus…”
Cantava Seu Manuel
espantando os males seus.

“Eu sou mulata dengosa,
linda, faceira, mimosa,
qual outras brancas não são”…
Cantava forte Maria,
pisando fubá de milho,
lentamente no pilão…

Uma noite de luar,
que estava mesmo taful,
mais de 400 naus,
surgiram vindas do Sul…
— Ah! Seu Manuel, isso chega…
Danou-se de escada abaixo,
se atirou no mar azul.

— “Onde vais mulhé?”
— Vou me daná no carrosé!
— Tu não vais, mulhé,
— mulhé, você não vai lá…”

Maria atirou-se n´água,
Seu Manuel seguiu atrás…
— Quero a mais pichititinha!
— Raios te partam, Maria!
Essas naus são meus tesouros,
ganhou-as matando mouros
o marido da minha tia !
Vêm dos confins do mundo…
De “Oropa, França e Bahia”!

Nadavam de mar em fora…
(Manuel atrás de Maria!)
Passou-se uma hora, outra hora,
e as naus nenhum atingia…
Faz-se um silêncio nas águas,
cadê Manuel e Maria?!

De madrugada, na praia,
dois corpos o mar lambia…
Seu Manuel era um “Boi Morto”,
Maria, uma “Cotovia”!

E as naus de Manuel Furtado,
herança de sua tia?

— continuam mar em fora,
navegando noite e dia…
Caminham para “Pasárgada”,
para o reino da Poesia!
Herdou-as Manuel Bandeira,
que, ante a minha choradeira,
me deu a menor que havia!

— As eternas naus do Sonho,
de “Oropa, França e Bahia”…

TRADUÇÃO DE:

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ascenso_Ferreira
http://www.jornaldepoesia.jor.br/af.html
http://www.releituras.com/ascensof_menu.asp
http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet166.htm

OUTROS

Lucian Blaga , poeta romeno , dramaturgo e filósofo
Carlos Bousoño , poeta e filólogo espanhol
Fernando Vidal , magistrado espanhol, presidente do Superior Tribunal de Justiça das Astúrias
Bulat Okudzhava , poeta russo, romancista e cantor
Daniel Berrigan , sacerdote americano, poeta e ativista
Mona Van Duyn , poeta americana e acadêmica
Charles Simic , poeta e editor sérvio-americano
Dan Chiasson , poeta e crítico americano

«O GRANDE CIRCO MÍSTICO» por Jorge de Lima

23/04/2018

#umpoetaumpoemapordia #175 (23/4)

POETA: JORGE DE LIMA

Jorge de Lima (União dos Palmares, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi um político, médico, poeta, romancista, biógrafo, ensaísta, tradutor e pintor brasileiro. Viria a se consagrar como autor de um vasto poema em dez cantos com uma diversidade enorme de formas, ritmos e intertextos – Invenção de Orfeu (1952).

POEMA: O GRANDE CIRCO MÍSTICO

O médico de câmara da imperatriz Teresa – Frederico Knieps –
resolveu que seu filho também fosse médico,
mas o rapaz fazendo relações com a equilibrista Agnes,
com ela se casou, fundando a dinastia de circo Knieps
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Charlote, filha de Frederico, se casou com o clown,
de que nasceram Marie e Oto.
E Oto se casou com Lily Braun a grande deslocadora
que tinha no ventre um santo tatuado.
A filha de Lily Braun – a tatuada no ventre
quis entrar para um convento,
mas Oto Frederico Knieps não atendeu,
e Margarete continuou a dinastia do circo
de que tanto se tem ocupado a imprensa.
Então, Margarete tatuou o corpo
sofrendo muito por amor de Deus,
pois gravou em sua pele rósea
a Via-Sacra do Senhor dos Passos.
E nenhum tigre a ofendeu jamais;
e o leão Nero que já havia comido dois ventríloquos,
quando ela entrava nua pela jaula adentro,
chorava como um recém-nascido.
Seu esposo – o trapezista Ludwig – nunca mais a pôde amar,
pois as gravuras sagradas afastavam
a pele dela o desejo dele.
Então, o boxeur Rudolf que era ateu
e era homem fera derrubou Margarete e a violou.
Quando acabou, o ateu se converteu, morreu.
Margarete pariu duas meninas que são o prodígio do Grande Circo Knieps.
Mas o maior milagre são as suas virgindades
em que os banqueiros e os homens de monóculo têm esbarrado;
são as suas levitações que a platéia pensa ser truque;
é a sua pureza em que ninguém acredita;
são as suas mágicas que os simples dizem que há o diabo;
mas as crianças crêem nelas, são seus fiéis, seus amigos, seus devotos.
Marie e Helene se apresentam nuas,
dançam no arame e deslocam de tal forma os membros
que parece que os membros não são delas.
A platéia bisa coxas, bisa seios, bisa sovacos.
Marie e Helene se repartem todas,
se distribuem pelos homens cínicos,
mas ninguém vê as almas que elas conservam puras.
E quando atiram os membros para a visão dos homens,
atiram a alma para a visão de Deus.
Com a verdadeira história do grande circo Knieps
muito pouco se tem ocupado a imprensa.

 

+ SOBRE

https://seriealfa.com/tigre/tigre7/lima.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Lima
http://blogdotataritaritata.blogspot.com.br/2013/03/jorge-de-lima-o-grande-circo-mistico.html
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet015.htm
http://www.releituras.com/jorgelima_menu.asp
http://www.antoniomiranda.com.br/iberoamerica/brasil/jorge_de_lima.html
http://www.jornaldepoesia.jor.br/jorge.html

«A ALMA» por Augusto Frederico Schmidt

18/04/2018

#umpoetaumpoemapordia #170 (18/4)

POETA: AUGUSTO FREDERICO SCHMIDT

Augusto Frederico Schmidt (Rio de Janeiro, 18 de abril de 1906 — Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1965) foi poeta da segunda geração do Modernismo brasileiro; falou de morte, ausência, perda e amor em seus poemas.

POEMA: A ALMA

Às vezes eu sinto – minha alma
Bem viva.
Outras vezes porém ando erradio,
Perdido na bruma, atraído por todas as distâncias.

Às vezes entro na posse absoluta de mim mesmo
E a minha essência é alguma coisa de palpável
E de real.
Outras vezes porém ouço vozes chamando por mim,
Vozes vindas de longe, vozes distantes que o vento traz nas tardes mansas.

Sou o que fui …
Sou o que serei …

Às vezes me abandono inteiramente a saudades estranhas
E viajo por terras incríveis, incríveis.
Outras vezes porém qualquer coisa à-toa –
O uivo de um cão na noite morta,
O apito de um trem cortando o silêncio,
Uma paisagem matinal,
Uma canção qualquer surpreendida na rua –
Qualquer coisa acorda em mim coisas perdidas no tempo
E há no meu ser uma unidade tão perfeita
Que perco a noção da hora presente, e então

Sou o que fui.
E sou o que serei.
– Augusto Frederico Schmidt, no livro “Poesia completa: 1928-1965”. [introdução Gilberto Mendonça Teles]. Rio de Janeiro: Topbooks|Faculdade da Cidade, 1995.

+ SOBRE:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Frederico_Schmidt
https://www.revistaprosaversoearte.com/augusto-frederico-schmidt-poemas/
http://www.jornaldepoesia.jor.br/afs.html
http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet244.htm
http://www.antoniomiranda.com.br/Iberoamerica/brasil/augusto_frederico.html
http://www.avozdapoesia.com.br/autores.php?poeta_id=231
http://veredasdalingua.blogspot.com.br/2012/08/augusto-frederico-schmidt-poemas.html

Augusto Frederico Schmidt e sua poética da morte – seer ufrgs

OUTROS:

Augusto Frederico Schmidt, poeta brasileiro
Henry Louis Vivian Derozio , poeta indiano
Antero de Quental , poeta português
Max Weber , pintor e poeta estadunidense
Xabier de Lizardi , poeta basco
Jorge Cáceres , poeta e dançarino chileno
Roberto Sosa , poeta hondurenho
Mohamed Sibari , poeta marroquino.
Jorge Boccanera , poeta e jornalista argentino.
Javier Bizarro , poeta e roteirista espanhol..
Joy Davidman , poeta e escritor judeu-ucraniano polonês-ucraniano
Kathy Acker , autora e poeta americana

«FOUR POEMS» por Samuel Beckett

13/04/2018

#umpoetaumpoemapordia #165 (13/4)

POETA: SAMUEL BECKETT

Samuel Barclay Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906 — Paris, 22 de dezembro de 1989) foi um dramaturgo e escritor irlandês.

POEMA: FOUR POEMS

  1. Dieppe
    again the last ebb
    the dead shingle
    the turning then the steps
    toward the lighted town

2.
my way is in the sand flowing
between the shingle and the dune
the summer rain rains on my life
on me my life harrying fleeing
to its beginning to its end

my peace is there in the receding mist
when I may cease from treading these long shifting thresholds
and live the space of a door
that opens and shuts

3.
what would I do without this world faceless incurious
where to be lasts but an instant where every instant
spills in the void the ignorance of having been
without this wave where in the end
body and shadow together are engulfed
what would I do without this silence where the murmurs die
the pantings the frenzies toward succour towards love
without this sky that soars
above its ballast dust

what would I do what I did yesterday and the day before
peering out of my deadlight looking for another
wandering like me eddying far from all the living
in a convulsive space
among the voices voiceless
that throng my hiddenness

4.
I would like my love to die
and the rain to be falling on the graveyard
and on me walking the streets
mourning the first and last to love me

TRADUÇÃO DE: HUGO PINTO SANTOS

1. Dieppe
torna derradeira maré vaza
morto seixo
a volta logo os passos
rumo à vila sob a luz

2.
o meu curso é na areia fluida
entre seixo e duna
chuva de verão chove-me na vida
em mim vida que me segue me foge
até ao cabo até ao rabo

a minha paz ali está na névoa a recuar
onde eu possa não mais dar estes passos longos em limiares fugidios
e viva o espaço de tempo de uma porta
que se abre e se fecha

3.
que faria eu sem este mundo sem rosto sem curar de nada
onde ser não dura mais que um instante onde cada instante
verte no vazio a ignorância de ter sido
sem esta vaga onde por fim
corpo e sombra juntos se engolfam
que faria eu sem este silêncio onde murmúrios morrem
ofegando fremindo rumo ao auxílio rumo ao amor
sem este céu que se eleva
acima do pó da sua gravilha

que faria eu que fiz ontem e antes
espreitando da minha escotilha buscando outrem
vagando como eu na corrente alheio a toda a vida
num espaço convulso
por entre as vozes afásicas
que se aglomeram no meu covil

4.
Queria que o meu amor morresse
e chovesse sobre as campas e
sobre mim cruzando as ruas de
luto pelo primeiro o derradeiro amor

+ SOBRE

http://www.enfermaria6.com/blog/2014/1/2/quatro-poemas-de-samuel-beckett-traduzidos-do-francs-pelo-autor
https://canaldepoesia.blogspot.com.br/2010/09/samuel-beckett-tres-poemas-de-amor.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Samuel_Beckett
http://sylviabeirute.blogspot.com.br/2010/08/samuel-beckett-poesia.html
CINCO POEMAS DE SAMUEL BECKETT
http://www.mallarmargens.com/2012/10/um-poema-de-samuel-beckett.html
http://jevousdefenestre.blogspot.com.br/2014/01/samuel-beckett-selecao-de-poemas.html
https://casadospoetas.blogs.sapo.pt/50074.html

OUTROS

Seamus Heaney, poeta irlandês, Prêmio Nobel de Literatura em 1995
Jorge Eielson , poeta peruano
José Agustín Goytisolo , poeta espanhol
Ataol Behramoglu , poeta e tradutor turco.
Orhan Veli Kanık , poeta e escritor turco
John Weston , poeta e diplomata inglês
Rae Armantrout , poeta americano e acadêmico

«GAITA» por Augusto Meyer

24/01/2017
#umpoetaumpoemapordia #086 (24/1)

POETA: AUGUSTO MEYER

Augusto Meyer, poeta e ensaísta, nasceu em Porto Alegre, RS, em 24 de janeiro de 1902 e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 10 de julho de 1970.

 POEMA: GAITA

Eu não tinha mais palavras, / vida minha, / palavras de bem-querer; / eu tinha um campo de mágoas, / vida minha, / para colher. // Eu era uma sombra longa, / vida minha, / sem cantigas de embalar; / tu passavas, tu sorrias, / vida minha, / sem me olhar. // Vida minha, tem pena, / tem pena da minha vida! / Eu bem sei que vou passando / como a tua sombra longa; / eu bem sei que vou sonhar / sem colher a tua vida, / vida minha, / sem ter mãos para acenar, / eu bem sei que vais levando / toda, toda a minha vida, / vida minha, e o meu orgulho / não tem voz para chamar.
(Coração verde, 1926)
MAIS SOBRE

«AMA TU RITMO» por Rubén Darío

18/01/2017
#umpoetaumpoemapordia #080 (18/1)

POETA: RUBÉN DARÍO

Félix Rubén García Sarmiento, conhecido como Rubén Darío (Metapa, hoje Ciudad Darío, Matagalpa, 18 de janeiro de 1867 – León, 6 de fevereiro de 1916), foi um poeta nicaraguense, iniciador e máximo representanto do Modernismo literário em língua espanhola. É possivelmente o poeta que tem tido uma maior e mais duradoura influência na poesia do século XX no âmbito hispânico. É chamado de príncipe de las letras castellanas.

POEMA: AMA TU RITMO

 Ama tu ritmo y ritma tus acciones / Bajo su ley, así como tus versos; / Eres un universo de universos / Y tu alma una fuente de canciones. / La celeste unidad que presupones / Hará brotar en ti mundos diversos, / Y al resonar tus números dispersos / Pitagoriza en tus constelaciones. / Escucha la retórica divina / Del pájaro, del aire y la nocturna / Irradiación geométrica adivina; / Mata la indiferencia taciturna / Y engarza perla y perla cristalina / En donde la verdad vuelca su urna.
DARIO, Rubén. Y una sed de ilusiones infinita. Edición e introducción de Alberto Acereda. Barcelona: Lumen, 2000.
MAIS SOBRE O POETA
images

«JAG SOVER I DIG [Estoy dormindo en ti]» por Lars Forssell

14/01/2017

#umpoetaumpoemapordia #076 (14/1)

POETA: LARS FORSSELL

Lars Hans Carl Abraham Forssell (Estocolmo, Suécia , 14 de janeiro de 1928 – Estocolmo , 26 de julho de 2007); Ele era um poeta e escritor sueco, membro da Academia Sueca.

POEMA: JAG SOVER I DIG

Jag sover i dig
Det kan du inte veta
Nära födelsen sover jag
Och nära det förtrollande
Du vänder dig i sängenSom en havande val
Som ett plankton med stora ögon
Slumrar jag i dig
Jag älskar dig
Det får du aldrig veta
Nära döden sover jag
Och spränger mina skal
Ur En kärleksdikt, 1960

TRADUÇÃO: Homero Aridjis e Pierre Zekeli

Estoy dormindo en ti

Tú no puedes saber
que estoy dormindo en ti
cercano al nacimiento
cercano al encantamiento.

Como una ballena en cinta
te volteas en la cama,
como un plancton de grandes ojos
yo dormito en ti.

Tú nunca sabrás
que te amo,
que duermo cerca de la muerte
y sacudo mi reclusión.

MAIS SOBRE

http://www.espacioluke.com/2017/Septiembre2017/forssell.html
http://antoncastro.blogia.com/2014/072701-lars-forrsell-dos-poemas.php
https://literaturanordica.wordpress.com/2014/11/18/poemas-de-octubre-de-lars-forssell/
http://poesia-pintura.blogspot.com/2012/02/la-oreja-de-van-gogh-de-lars-forsell.html
https://es.wikipedia.org/wiki/Lars_Forssell
http://www.svenskatal.se/20081220-anders-olsson-intradestal-vid-svenska-akademien/

https://poetassigloveintiuno.blogspot.com/2013/02/lars-forssell-9279.html

OUTROS

Yukio Mishima, poeta e dramaturgo japonês
Hilario Ascasubi , poeta argentino
Picander , poeta e dramaturgo alemão
Dimitrie Bolintineanu , poeta e político romeno
Hugh Lofting , escritor e poeta inglês, criou Doctor Dolittle
John Dos Passos , romancista americano, poeta e dramaturgo
Lars Forssell , autor, poeta e compositor sueco
J. Bernlef , autor e poeta holandês.

«AMA A PRISA» por Manuel Gutiérrez Nájera

22/12/2016

#umpoetaumpoemapordia #053 (22/12)

POETA: MANUEL GUTIÉRREZ NÁJERA

Manuel Gutiérrez Nájera (Cidade do México, 22 de dezembro de 1859 – . Ib , 3 de fevereiro de 1895 ) foi um poeta, escritor e cirurgião mexicano , trabalhou como um observador repórter. Como ele trabalhava em hospitais diferentes, ele usava vários pseudônimos, no entanto, entre seus colegas e o público, o mais arraigado era The Duke Job. Ele é considerado o iniciador do modernismo literário no México. Wikipedia

POEMA: AMA A PRISA

Mientras ufana la risa
de tus labios no se aleje,
si quieres que te aconseje
¡ama aprisa!

Con raudo mariposeo
se va de esta a aquella flor
en las alas del deseo,
libando el licor hibleo del amor.

¡Seres y cosas felices
jamás tuvieron raíces!
Se ven marchitas las rosas
y mustias las margaritas…
¡Pero no se ven marchitas
ni alondras ni mariposas!

Con gentileza y donaire
se paran en donde quieren,
y cuando al cabo se mueren
su libre tumba es el aire.

Ama a cuantas
te quieran también amar,
porque siendo tantas, tantas
¡no las podrás recordar!

¡Ama al velo
que solo las almas malas
están prendidas al suelo.
¡Todo lo que sube al cielo
tiene alas!

Hay, aquí; mañana, allá;
sin locura ni pasión
como quien de paso va
y seguro de que está
en casa su corazón.

Haz la amorosa comedia
o la comedia divina…
¡Mas córtala si declina
en tragedia!

¡Todo en risa, todo en risa!
¡Todo entre galán y dama!
Sin amar a todas, ama…
pero aprisa, muy aprisa.

Que así, yendo sin cesar
de esta flor a aquella flor,
cuando te quiera buscar
no te encontrará el dolor.

Mas ¡ay! que en esta infinita
mudanza eterna del alma
todo nuestro ser agita
sed insaciable de calma.

Sé para el amor travieso
en labios de hermosas locas,
y allí conoce las bocas…
¡pero no conoce el beso!

En las breñas del camino
se queda el alma cansada,
como túnica de lino
por las zarzas desgarrada.

Noche helada
cae al campo solitario,
como las noches del polo,
y envuelto en ese sudario
queda el espíritu solo.

Quiso Dios
que abran las almas el vuelo;
más solo llegan al cielo
las que van de dos en dos.

Las otras vagan errantes,
en el espacio perdidas…
Pero, muertos o inconstantes,
ya no vendrán los amantes
de esas blancas prometidas.

Busca, busca a la mujer
que da paz al pecho herido,
y en llegándola a tener,
forma un nido.

¡Los pájaros son muy sabios!
Huye la risa de prisa,
y cuando se va la risa
¡qué secos quedan los labios!

No vuelan las ilusiones
ni ostentan sus ricas galas
sino teniendo par alas
dos alas de corazones.

Haz pues lo que te aconsejo;
como la hermosa un espejo,
así el alma busca ansiosa
otra alma tierna y amada,
y solo se mira hermosa
si en ella está retratada.

Intranquilo cazador
que marchas entre las flores,
sabe que huyen los amores
y que es eterno el amor.

Y mientras para él no existe,
pierde el mirto su follaje
y aparece enfermo y triste;
mas ya verás cuál se viste
en mayo, con rojo encaje.

Impacientes las palomas
vuelan por valles y lomas
de libres hacienda alarde,
con caprichoso volar,
pera cuando cae la tarde,
regresan al palomar.

+ SOBRE

https://es.wikipedia.org/wiki/Manuel_Gutiérrez_Nájera
https://www.poemas-del-alma.com/manuel-gutierrez-najera.htm
http://amediavoz.com/gutierreznajera.htm
http://amediavoz.com/gutierreznajera.htm
http://www.los-poetas.com/l/naj1.htm
https://www.poeticous.com/manuel-gutierrez-najera?locale=es

http://www.elem.mx/obra/datos/6752

OUTROS

Filippo Tommaso Marinetti, escritor e poeta italiano

Kenneth Rexroth, poeta norte-americano

Félix Araújo, poeta e político brasileiro

Paulo Camelo, poeta brasileiro

Edwin Arlington Robinson , poeta americano

Iakovos Kambanelis , poeta e escritor grego

Jean Racine , poeta e dramaturgo francês

Guru Gobind Singh , guru e poeta indiano

Johan Sebastian Welhaven , autor, poeta e crítico norueguês

Eduard Uspensky , autor, poeta e dramaturgo russo

Álvaro Cunqueiro , romancista, poeta, dramaturgo, jornalista e gastrônomo espanhol

 

Douda Correria

Nascida em 2013, a Douda Correria tem uma linha editorial muito ténue, tão ténue que quase não se vê, uma linha que mais do que se ver pressente-se nos títulos que por paixão vai dando à estampa. No seu labirinto de afectos encontram-se autores de várias línguas, sendo o que de mais belo há neles a capacidade de inventar sua própria linguagem sem menosprezar a dos outros. É possível que nada disto faça sentido, é até desejável que nada disto faça sentido. Um cavalo alucinado também não faz sentido, no entanto galga e prossegue sob a espora. (Contacto: doudacorreria107@gmail.com - Facebook: https://www.facebook.com/doudascorrerias/)

bloco de notas

mais um blogue de vagner boni

Palavras de Cinema

pensamentos e ideias sobre sétima arte, por um amante de longa data

Muito além do céu

Escritos por liberdade.

Quadrinheiros

Quadrinhos - Diversão e rigor | (Ano VI)

Futilidade Telepática

Um espaço de ideias livres

AgendaCulturalRJ

Programação Cultural Gratuita ou a preços populares no Rio de Janeiro

Colunas Tortas

mais que uma opinião

Amontoado de ideias

Leitura e outros bichos...

luaparadois

uma lua e duas mãos

TRANSITIVO

transitivo é uma parceria individual

Conector

Pensando a cultura pop analógica e digital.

shuperlocodesign

Just another WordPress.com weblog

Kerouac Versus

Let it beatnik

ETHEL MUNIZ

Un site utilisant WordPress.com

bendito itamar

meu nome é benedito joão dos santos silva beleléu vulgo nego dito nego dito cascavé

em algum lugar do MUNDO

Ideias e contos de Glauber Serafim