«All is an interminable chain of longing» ESCAPIST – NEVER by ROBERT FROST

He is no fugitive– escaped, escaping.
No one has seen him stumble looking back.
His fear is not behind him but beside him
On either hand to make his course perhaps
A crooked straightness yet no less a straightness.
He runs face forward. He is a pursuer.
He is a seeker who in his turn seeks
Another still, lost far into the distance.
Any who seek him seek in him the seeker.
His life is a pursuit of a pursuit forever.
It is the future that creates his present.

All is an interminable chain of longing.
«»

Escapist– Never by Robert Frost


veja também:

“A Trilha que não Tomei” – Tradução de Gustavo Furniel, na Zagaia em Revista

The Road Not Taken

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both
And be one traveler, long I stood
And looked down one as far as I could
To where it bent in the undergrowth;
Then took the other, as just as fair,
And having perhaps the better claim
Because it was grassy and wanted wear,
Though as for that the passing there
Had worn them really about the same,
And both that morning equally lay
In leaves no step had trodden black.
Oh, I kept the first for another day!
Yet knowing how way leads on to way
I doubted if I should ever come back.
I shall be telling this with a sigh
Somewhere ages and ages hence:
Two roads diverged in a wood, and I,
I took the one less traveled by,
And that has made all the difference.

A trilha que não tomei

Duas trilhas divergiam sob árvores amarelas
E eu, triste por não poder percorrer ambas
E permanecer um, detive-me em longa espera
E olhei tão abaixo quanto pude uma delas
Até onde se dobrava entre as plantas;
Então tomei a outra, tão bela quanto correta,
E talvez por ser a mais atraente
Por seu gramado almejar o passeio como meta,
Embora passasem por ali de forma reta
E usassem ambas de maneira semelhante,
E ambas igualmente deitassem naquela manhã
Em folhas que nenhum passo tornara pretas.
Ah, eu guardei a primeira para o amanhã!
Ainda que soubesse como à seguinte leva uma direção
Duvidei se um dia deveria voltar atrás.
Eu contarei isso enquanto expiro
Em algum lugar, em tempos e tempos:
Pois duas trilhas em um bosque divergiram, e eu,
Eu tomei aquela que menos percorreram,
E isso fez toda a diferença.

*

ou

“Nada que é dourado permanece” – Tradução: Fábio Malavoglia, na RadioMetrópolis

Nothing gold can stay

Nature’s first green is gold,
Her hardest hue to hold.
Her early leaf’s a flower;
But only so an hour.

Then leaf subsides to leaf,
So Eden sank to grief,
So dawn goes down to day.
Nothing gold can stay.

Nada que é dourado permanece

Na Terra o verde novo é louro,
da cor do transitório ouro,
que cedo em cada folha aflora;
mas só por uma hora.

Pois folha submerge a folha,
e o Éden ao luto se recolha
da Aurora, que ao dia desce.
Nada que é dourado permanece.

**

ou

Robert Frost: Parado entre árvores no entardecer nevado- Tradução: Fábio Malavoglia, na RadioMetrópolis

Stopping by Woods on a Snowy Evening

Whose woods these are I think I know.
His house is in the village though;
He will not see me stopping here
To watch his woods fill up with snow.

My little horse must think it queer
To stop without a farmhouse near
Between the woods and frozen lake
The darkest evening of the year.

He gives his harness bells a shake
To ask if there is some mistake.
The only other sound’s the sweep
Of easy wind and downy flake.

The woods are lovely, dark and deep,
But I have promises to keep,
And miles to go before I sleep,
And miles to go before I sleep..

Parado entre árvores no entardecer nevado

Tais matas sei serem de alguém.
Sua casa está na aldeia além;
Não me verá parado aqui
Na mata a olhar neve que vem.

O meu cavalo pensa que é engano
Parar sem ter um sítio humano
Entre tal mata e o lago em gelo
Na mais escura tarde do ano.

A tilintar-lhe o arreio treme
Pergunta d’erro e dúbio geme.
Somente o som se ouve do sopro
do vento leve e o branco creme.

Umbrosas matas que ora abandono,
Fugir às juras eu não tenciono,
E há muito a andar antes do sono,
E há muito a andar antes do sono.

**

e outros poemas e outras traduções

ALGUNS POEMAS DE ROBERT FROST, no arspoeticaethumanitas blogue

*

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«CINO» por Ezra Pound

#umpoetaumpoemapordia #365 (30/10)

POETA: EZRA POUND

Ezra Weston Loomis Pound (Hailey, 30 de outubro de 1885 — Veneza, 1 de novembro de 1972) foi um poeta, músico e crítico literário americano que, junto com T. S. Eliot, foi uma das maiores figuras do movimento modernista da poesia do início do século XX no país norte-americano. Ele foi o motor de diversos movimentos modernistas, notadamente do Imagismo (seu líder e principal representante) e do Vorticismo. (Wikipedia)

POEMA: CINO

Cino
Bah! I have sung women in three cities,
But it is all the same;
And I will sing of the sun.

Lips, words, and you snare them,
Dreams, words, and they are as jewels,
Strange spells of old deity,
Ravens, nights, allurement:
And they are not;
Having become the souls of song.

Eyes, dreams, lips, and the night goes.
Being upon the road once more,
They are not.
Forgetful in their towers of our tuneing
Once for wind-runeing
They dream us-toward and
Sighing, say, “Would Cino,
Passionate Cino, of the wrinkling eyes,
Gay Cino, of quick laughter,
Cino, of the dare, the jibe.
Frail Cino, strongest of his tribe
That tramp old ways beneath the sun-light,
Would Cino of the Luth were here!”

Once, twice a year—
Vaguely thus word they:

“Cino?” “Oh, eh, Cino Polnesi
The singer is’t you mean?”
“Ah yes, passed once our way,
A saucy fellow, but . . .
(Oh they are all one these vagabonds),
Peste! ‘tis his own songs?
Or some other’s that he sings?
But you, My Lord, how with your city?”

My you “My Lord,” God’s pity!
And all I knew were out, My Lord, you
Were Lack-land Cino, e’en as I am,
O Sinistro.

I have sung women in three cities.
But it is all one.
I will sing of the sun.
. . . eh? . . . they mostly had grey eyes,
But it is all one, I will sing of the sun.

“‘Pollo Phoibee, old tin pan, you
Glory to Zeus’ aegis-day,
Shield o’ steel-blue, th’ heaven o’er us
Hath for boss thy lustre gay!

‘Pollo Phoibee, to our way-fare
Make thy laugh our wander-lied;
Bid thy ‘flugence bear away care.
Cloud and rain-tears pass they fleet!

Seeking e’er the new-laid rast-way
To the gardens of the sun . . .


I have sung women in theree cities
But it is all one.
I will sing of the white birds
In the blue waters of heaven,
The clouds that are spray to its sea.”
– Ezra Pound {tradução de Mário Faustino}. do livro “Ezra Pound: poesia”. [organização, introdução e notas de Augusto de Campos; prefácio Haroldo de Campos; tradução Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Augusto de Campos, José Lino Grünewald e Mário Faustino]. Edição bilíngue. São Paulo: Hucitec; Brasília: Editora da UnB, 1983.

TRADUÇÃO DE: MÁRIO FAUSTINO

Cino
Arre! Já celebrei mulheres em três cidades,
Mas é tudo a mesma coisa;
E cantarei ao sol.

Lábios, palavras, e lhes armamos armadilhas,
Sonhos, palavras, e são como jóias,
Estranhos bruxedos de velha divindade,
Corvos, noites, carícia:
E eis que não o são;
Já se tornaram almas de canção.

Olhos, sonhos, lábios, e a noite vai-se.
Em plena estrada, uma vez mais,
Elas não são.
Esquecidas, em suas torres, de nossa toada,
Uma vez por causa do vento, da revoada
Sonham rumo de nós e
Suspirando dizem, “Ah, se Cino,
Apaixonado Cino, o de olhos enrugados,
Alegre Cino, de riso rápido.
Cino ousado, Cino zombeteiro,
Frágil Cino, o mais forte de seu clã bandoleiro
Que bate as velhas vias sob o sol,
Se Cino do alaúde aqui voltasse!”

Uma vez, duas vezes, um ano –
E vagamente assim se exprimem:
“Cino ?” “Oh, eh, Cino Polnesi
O cantor, não é dele que se trata ?”
“Ah, sim, passou uma vez por aqui,
Sujeito atrevido, mas…
(São todos a mesma coisa, esses vagabundos)
Peste! As canções eram dele ?
Ou cantava as dos outros ?
Mas e o senhor, Meu Senhor, como vai sua cidade ?”

Mas e senhor, “Meu Senhor”, bá! por piedade!
E todos os que eu conhecia estavam fora, Meu Senhor, e tu
Eras Cino-Sem-Terra, tal como eu sou,
O Sinistro.

Já celebrei mulheres em três cidades.
Mas é tudo a mesma coisa.
E cantarei do sol.
…eh?… a maioria delas tinha olhos cinzentos,
Mas é tudo a mesma coisa, e cantarei do sol.

“Pollo Phoibeu, panela velha, tu,
Glória da égide do Zeus do dia,
Escudo d’azul aço, o céu lá em cima
Tem por chefe tua rútila alegria!

Pollo Phoibeu, ao longo do caminho,
Faze do teu riso nossa chanson;
Que teu fulgor ofusque nossa dor,
E que o choro da chuva tombe sem som!

Buscando sempre o rastro recente
Rumo aos jardins do sol…
……………………………………….
Já celebrei mulheres em três cidades
Mas é tudo a mesma coisa.

E cantarei das aves alvas
Nas águas azuis do céu,
As nuvens, o borrifo de seu mar.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ezra_Pound

Ezra Pound – poemas


https://www.poetryfoundation.org/poets/ezra-pound
http://www.revistadigital.com.br/2015/03/a-jaula-de-ezra-pound/
http://acervo.revistabula.com/posts/traducao/a-entrevista-historica-de-ezra-pound
https://escamandro.wordpress.com/tag/ezra-pound/

OUTROS POETAS

Miguel Hernández Gilabert – foi um poeta e dramaturgo espanhol

 

«RESUMÉ» por Dorothy Parker

#umpoetaumpoemapordia #296 (22/8)

POETISA: DOROTHY PARKER

(Long Branch, Nova Jérsei, Estados Unidos, 22 de agosto de 1893 — Nova Iorque, 7 de julho de 1967) foi uma escritora, poetisa, dramaturga e crítica estadunidense, conhecida pelo olhar perspicaz sobre a sociedade norte-americana do início do século XX.

POEMA: RESUMÉ

Razors pain you;
Rivers are damp;
Acids stain you;
And drugs cause cramp.
Guns aren’t lawful;
Nooses give;
Gas smells awful;
You might as well live.

TRADUÇÃO DE:

Navalha dói. 
Rios são úmidos. 
Ácido mancha. 
Drogas dão cãibras. 
Revólveres são ilegais. 
Forcas cedem. 
O gás tem um cheiro horrível. 
Melhor ficar viva.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Parker
https://flabbergasted2.wordpress.com/2011/03/26/excuse-my-dust-dorothy-parker/
http://formasfixas.blogspot.com/2014/02/07-poemas-de-dorothy-parker.html
http://transcriacao.blogspot.com/2013/05/menos-que-um-dorothy-parker-anti.html
https://www.escritas.org/pt/dorothy-parker
http://mundofantasmo.blogspot.com/2008/03/0331-dorothy-parker-1142004.html

OUTROS

Luis Felipe Vivanco, poeta espanhol
Carlos Geywitz, poeta chileno
Georges de Scudéry, autor francês, poeta e dramaturgo
Jean Regnault de Segrais, autor e poeta francês
James Kirke Paulding, poeta, dramaturgo e político americano
Samuel David Luzzatto, poeta e estudioso italiano
Gorch Fock, autor e poeta alemão

«IT IS NOT A WORD» por Sara Teasdale

#umpoetaumpoemapordia #282 (8/8)

POETISA: SARA TEASDALE

(Saint Louis, Missouri, Estados Unidos, 8 de agosto de 1884 – New York City, New York, Estados Unidos, 29 de janeiro de 1933) foi uma poeta lírica estadunidense. Foi batizada Sarah Trevor Teasdale em St. Louis, Missouri, e passou a usar o nome Sara Teasdale Filsinger após o seu casamento, em 1914.

POEMA: IT IS NOT A WORD

It is not a word

It is not a word spoken,
Few words are said;
Nor even a look of the eyes
Nor a bend of the head,

But only a hush of the heart
That has too much to keep,
Only memories waking
That sleep so light a sleep.

TEASDALE, Sara. Collected Poems. New York: Buccaneer Books, 1996.

TRADUÇÃO DE: Adriano Nunes

Não é uma palavra

Não é uma palavra falada,
Poucas palavras são proferidas;
Nem mesmo dos olhos um olhar
Sequer da cabeça um arquear ,

Porém apenas a paz do peito
Que tem a sustentar o bastante,
Somente memórias vigilantes
Que dormem um sono tão ligeiro.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sara_Teasdale
http://serpoeta.blogspot.com/2016/05/outro-poema-de-sara-teasdale.html
https://poesia-sanderlei.blogspot.com/2017/01/wisdom-sara-teasdale.html
https://umbelarte.blogspot.com/2010/11/poemas-de-sara-teasdale.html
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com/2016/11/que-isto-seja-esquecido-sete-poemas-de.html
http://www.vidraguas.com.br/poemas-traduzidos-xci-adriano-nunes/

OUTROS

Francis Hutcheson, teólogo, poeta, escritor e filósofo irlandês
Joseph Roumanille, escritor e poeta francês
José María Fonollosa, poeta espanhol
Amalia Catharina, poeta e compositor alemão
Ferenc Kölcsey, poeta, crítico e político húngaro

«A BLESSING IN DISGUISE [Um mal que vem para bem]» por John Ashbery

#umpoetaumpoemapordia #271 (28/7)

POETA: JOHN ASHBERY

(Rochester, Nova Iorque, EUA, 28 de julho de 1927 – Hudson, NY, EUA, 3 de setembro de 2017) foi um poeta estadunidense, considerado o principal representante da poesia da chamada “Escola de Nova Iorque”, escola estética predominatemente dos anos 1950 e 1960. Sua poesia corresponde ao que Ezra Pound chamou de logopéia, uma poesia que joga com as idéias, antes de nada. Seus poemas são, normalmente, longos. A dificuldade de compeender seus poemas pela maior parte do público em seu país não impediu que o poeta já tenha sido o mais vendido autor de poesia nos Estados Unidose que ele tenha ganho prêmios importantes como o Pulitzer.

POEMA: A BLESSING IN DISGUISE

Yes, they are alive and can have those colors,
But I, in my soul, am alive too.
I feel I must sing and dance, to tell
Of this in a way, that knowing you may be drawn to me.

And I sing amid despair and isolation
Of the chance to know you, to sing of me
Which are you. You see,
You hold me up to the light in a way

I should never have expected, or suspected, perhaps
Because you always tell me I am you,
And right. The great spruces loom.
I am yours to die with, to desire.

I cannot ever think of me, I desire you
For a room in which the chairs ever
Have their backs turned to the light
Inflicted on the stone and paths, the real trees

That seem to shine at me through a lattice toward you.
If the wild light of this January day is true
I pledge me to be truthful unto you
Whom I cannot ever stop remembering.

Remembering to forgive. Remember to pass beyond you into the day
On the wings of the secret you will never know.
Taking me from myself, in the path
Which the pastel girth of the day has assigned to me.

I prefer “you” in the plural, I want “you”
You must come to me, all golden and pale
Like the dew and the air.
And then I start getting this feeling of exaltation.

TRADUÇÃO DE: Adriano Scandolara

Um mal que vem para bem

Sim, eles estão vivos e podem ter essas cores,
Mas eu, em minha alma, estou vivo também.
Sinto que devo cantar e dançar, para dizer
Isso de certo jeito, sabendo que você pode estar atraído por mim.

E canto em meio ao desespero e o isolamento
A chance de te conhecer, de cantar de mim
O que é você. Você vê,
Você me segura contra a luz de um modo

Que nunca esperei ou suspeitei, talvez
Porque você sempre me diz que eu sou você,
E tenho razão. As grandes píceas rondam.
Sou seu para morrer junto, desejar.

Não posso jamais pensar em mim, eu desejo você
Num quarto em que as cadeiras
Estão com as costas viradas para a luz
Infligida sobre a pedra e os caminhos, as árvores reais

Que parecem brilhar para mim através das gelosias na sua direção.
Se a luz selvagem deste dia de janeiro é real
Eu me comprometo em ser-te verdadeiro,
Você que não consigo mais parar de lembrar.

Lembrar de perdoar. Lembrar de passar além de você, rumo ao dia
Nas asas do segredo que você jamais saberá.
Assumindo-me por mim mesmo, no caminho
Que os contornos pasteis do dia me atribuíram.

Prefiro “vocês” no plural, quero vocês
Vocês devem vir até mim, todos dourados e pálidos
Como o orvalho e o ar.
E então me começa a vir esse sentimento de exaltação.

+ SOBRE

https://escamandro.wordpress.com/2014/01/01/3-poemas-de-john-ashbery/
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Ashbery

Considerada ‘hermética’, poesia de John Ashbery buscou comunicar o desconhecido


https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/09/1918765-leia-traducoes-ineditas-de-poemas-de-john-ashbery-nunca-editado-no-brasil.shtml

John Ashbery traduzido por Paulo Henriques Britto

OUTROS

Gerard Manley Hopkins , poeta britânico
Gloria Fuertes , poeta espanhola
Malcolm Lowry , romancista e poeta inglês
Alan Brownjohn , poeta e escritor inglês
Arsen Dedić , cantor, compositor e poeta croata
Fahmida Riaz , poeta e ativista paquistanesa
Kārlis Vērdiņš , poeta letão

«Poem-Play: A BEAUTIFUL DAY» por Ruth Krauss

#umpoetaumpoemapordia #268 (25/7)

POETISA: RUTH KRAUSS

Ruth Ida Krauss (Baltimore, Maryland, EUA, 25 de julho de 1901 – 10 de julho de 1993) foi uma escritora estadunidense de livros infantis, incluindo The Carrot Seed, e de poemas teatrais para leitores adultos.

POEMA: Poem-Play: A BEAUTIFUL DAY

Girl: What a beautiful day!

the sun falls down onto the stage

end

TRADUÇÃO DE: Eugénia Vasques

Um Dia Lindo [Uma peça-poema]

Rapariga: Que lindo dia!
O Sol põe-se no palco

fim

+ SOBRE

https://en.wikipedia.org/wiki/Ruth_Krauss
https://core.ac.uk/download/pdf/47129808.pdf

OUTROS

Jaime Mendoza Gonzáles, médico, poeta, filantropo, escritor e geógrafo boliviano
Nicanor Vélez, poeta colombiano
Ibn Arabi, sufi, místico, poeta e filósofo andaluz
George Peele, tradutor, poeta e dramaturgo inglês
Pieter Langendijk, dramaturgo e poeta holandês
Shi Tao, jornalista e poeta chinês
Jovica Tasevski-Eternijan, poeta e crítica da Macedônia

«CALLING ON ALL SILENT MINORITIES» por June Jordan

#umpoetaumpoemapordia #252 (9/7)

POETISA: JUNE JORDAN

June Millicent Jordan (Harlem, Nova York, EUA, 9 de julho de 1936 – 14 de junho de 2002, Berkeley, California, EUA) foi um poetisa, ensaísta, professora e ativista caribenho-americana. Ela usou sua escrita para discutir questões de gênero, raça, imigração e representação.

POEMA: CALLING ON ALL SILENT MINORITIES

CALLING ON ALL SILENT MINORITIES

HEY

C’MON
COME OUT

WHEREVER YOU ARE

WE NEED TO HAVE THIS MEETING
AT THIS TREE

AIN’ EVEN BEEN
PLANTED
YET

TRADUÇÃO DE: Sandra Santos

CHAMO TODAS AS MINORIAS SILENCIADAS

HEY

VÁ LÁ
ANDA LÁ

ESTEJAS ONDE ESTIVERES

NÓS PRECISAMOS DE NOS REUNIR
NESTA ÁRVORE

QUE NÃO FOI
PLANTADA
AINDA

+ SOBRE

https://en.wikipedia.org/wiki/June_Jordan
https://poemargens.blogspot.com/2017/07/june-jordan.html
https://escamandro.wordpress.com/2016/11/01/june-jordan-por-sandra-santos/
https://anarquivoo.blogspot.com/2017/11/june-jordan.html

OUTROS

Johann Nikolaus Götz, poeta e autor alemão
Ann Radcliffe, escritor e poeta inglês
Jan Neruda, jornalista e poeta checo
Michael Lederer, autor americano, poeta e dramaturgo
Ali Chumacero, poeta e editor mexicano
Akiane Kramarik, pintor e poeta americano

«I AM ACCUSED OF TENDING TO THE PAST» por Lucille Clifton

#umpoetaumpoemapordia #240 (27/6)

POETISA: LUCILLE CLIFTON

(27 de junho de 1936 Depew, Nova York, EUA – 13 de fevereiro de 2010 Baltimore, Maryland, EUA) foi uma escritora e poetisa norte-americana. Tópicos comum em sua poesia incluem a celebração da herança afro-americana, e temas feministas, com particular ênfase para o corpo feminino.

POEMA: I AM ACCUSED OF TENDING TO THE PAST

i am accused of tending to the past
as if i made it,
as if i sculpted it
with my own hands. i did not.
this past was waiting for me
when i came,
a monstrous unnamed baby,
and i with my mother’s itch
took it to breast
and named it
History.
she is more human now,
learning languages everyday,
remembering faces, names and dates.
when she is strong enough to travel
on her own, beware, she will.

TRADUÇÃO DE: Igor Cruz

sou acusada de cuidar do passado
como se o tivesse feito,
como se o tivesse esculpido
com minhas próprias mãos. mas não.
este passado estava me esperando
quando eu cheguei,
um monstruoso bebê sem nome,
e eu com o comichão da minha mãe
o coloquei no peito
e o chamei de
História.
ela está mais humana agora,
aprendendo línguas todos os dias,
lembrando caras, nomes e datas.
quando ela estiver forte o suficiente para viajar
sozinha, cuidado, ela irá.

+ SOBRE

https://oquintalpoetico.wordpress.com/tag/lucille-clifton/

Morre a poeta norte-americana Lucille Clifton, aos 73


http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com/2016/05/lucille-clifton.html
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lucille_Clifton

OUTROS

Bankim Chandra Chattopadhyay, jornalista indiano, autor e poeta
Paul Laurence Dunbar, autor americano, poeta e dramaturgo
Gaston Bachelard, foi um filósofo e poeta francês.
Vernon Watkins, poeta e pintor galês-americano
Ivan Vazov, poeta búlgaro
He Xiangning,  何香凝, revolucionária, feminista, pintora e poetisa chinesa
Francisco Serrano, poeta mexicano

«WE REAL COOL» por Gwendolyn Brooks

#umpoetaumpoemapordia #220 (7/6)

POETISA: GWENDOLYN BROOKS

Gwendolyn Elizabeth Brooks (Topeka, Kansas, EUA, de 7 de junho de 1917 – South Side, Chicago, Illinois, EUA, de 3 de dezembro de 2000) foi uma poetisa, autora e professora estadunidense. Gwendolyn Brooks é uma das poetisas mais respeitadas, influentes e amplamente lidas da poesia americana do século XX. Ela foi a primeira autora negra a ganhar o Prêmio Pulitzer.

POEMA: WE REAL COOL

We real cool

The pool players.
Seven at the golden shovel.

We real cool. We
Left school. We
Lurk late. We
Strike straight. We
Sing sin. We
Thin gin. We
Jazz June. We
Die soon.

TRADUÇÃO DE: LAURO MAIA AMORIM

A gente é da hora

Jogadores de sinuca.
Sete no taco de ouro.

A gente é da hora. A gente
Largou a escola. A gente
Embala na balada. A gente
Ataca na tacada. A gente
Xinga sim. A gente
Ginga gim. A gente
Funkeia fevereiro. A gente
Morre bem cedo.

+ SOBRE

https://en.wikipedia.org/wiki/Gwendolyn_Brooks
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com/2016/04/gwendolyn-brooks.html
https://zocalopoets.com/category/a-few-favourites-una-muestra-de-favoritos/gwendolyn-brooks-poemas-traducidos/
http://revistamododeusar.blogspot.com/2017/04/gwendolyn-brooks-1917-2000.html

A NEGRITUDE EM DOIS POEMAS DE GWENDOLYN BROOKS

O drama e a alegria da tradução: Gwendolyn Brooks versando a vida em três poemas

OUTROS

Eduardo Sterzi, poeta, jornalista e crítico brasileiro.
Euler Granda , poeta e psiquiatra equatoriano
Louise Erdrich , escritora e poeta americana

«TO A STRANGER» por Walt Whitman

#umpoetaumpoemapordia #213 (31/5)

POETA: WALT WHITMAN

Walt Whitman (Huntington, Nova Iorque, EUA, em 31 de maio de 1819 – Camden, 26 de março de 1892) foi um poeta, ensaísta e jornalista norte-americano, considerado por muitos como o “pai do verso livre”. Paulo Leminski o considerava o grande poeta da Revolução americana, como Maiakovsky seria o grande poeta da Revolução russa. Sua obra  Folhas de Relva é considerada um marco na literatura universal, principalmente dentro do gênero poético.

POEMA: TO A STRANGER

Passing stranger! you do not know how longingly I look upon you,
You must be he I was seeking, or she I was seeking, (it comes to me, as of a dream,)
I have somewhere surely lived a life of joy with you,
All is recall’d as we flit by each other, fluid, affectionate, chaste, matured,
You grew up with me, were a boy with me, or a girl with me,
I ate with you, and slept with you—your body has become not yours only, nor left my body mine only,
You give me the pleasure of your eyes, face, flesh, as we pass—you take of my beard, breast, hands, in return,
I am not to speak to you—I am to think of you when I sit alone, or wake at night alone,
I am to wait—I do not doubt I am to meet you again,
I am to see to it that I do not lose you.

TRADUÇÃO DE: ADRIANO SCANDOLARA

A um Estranho

Estranho que passa! você não sabe com quanta saudade eu lhe olho,
Você deve ser aquele a quem procuro, ou aquela a quem procuro, (isso me vem, como em um sonho,)
Vivi com certeza uma vida alegre com você em algum lugar,
Tudo é relembrado neste relance, fluído, afeiçoado, casto, maduro,
Você cresceu comigo, foi um menino comigo, ou uma menina comigo,
Eu comi com você e dormi com você – seu corpo se tornou não apenas seu, nem deixou o meu corpo somente meu,
Você me deu o prazer de seus olhos, rosto, carne, enquanto passamos – você tomou de minha barba, peito, mãos, em retorno,
Eu não devo falar com você – devo pensar em você quando sentar-me sozinho, ou acordar sozinho à noite,
Eu devo esperar – não duvido que lhe reencontrarei,
Eu devo garantir que não irei lhe perder.

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Walt_Whitman
http://notaterapia.com.br/2016/05/31/12-poemas-essenciais-para-conhecer-walt-whitman/
https://escamandro.wordpress.com/2012/02/02/alguns-poemas-breves-de-walt-whitman/

Walt Whitman – Canção de Mim Mesmo (trecho, traduzido)

Walt Whitman – poemas

“Vivas àqueles que sempre levaram a pior” – Fragmentos de Walt Whitman


http://www.algumapoesia.com.br/poesia2/poesianet183.htm
http://euliricoeu.blogspot.com/2009/06/tres-poemas-de-walt-whitman.html

OUTROS

Ludwig Tieck, poeta e escritor alemão
Walt Whitman, poeta norte-americano

«TONIGHT NO POETRY WILL SERVE» por Adrienne Rich

#umpoetaumpoemapordia #198 (16/5)

POETISA: ADRIENNE RICH

Adrienne Rich (Baltimore, 16 de Maio de 1929 – 27 de Março de 2012) foi uma feminista radical, poetisa, professora e escritora dos Estados Unidos.

POEMA – TONIGHT NO POETRY WILL SERVE

Tonight No Poetry Will Serve
May 26, 2008

Saw you walking barefoot
taking a long look
at the new moon’s eyelid

later spread
sleep-fallen, naked in your dark hair
asleep but not oblivious
of the unslept unsleeping
elsewhere

Tonight I think
no poetry
will serve

Syntax of rendition:

verb pilots the plane
adverb modifies action

verb force-feeds noun
submerges the subject
noun is choking
verb disgraced goes on doing

there are adjectives up for sale

now diagram the sentence

TRADUÇÃO DE: ANDRÉ CARAMURU AUBERT

Esta noite nenhuma poesia servirá

Te vi andando descalça
dando uma longa olhada
para as pálpebras da lua nova

depois esparramada
dormindo pesado, nua em seus cabelos negros
dormindo mas não ignorante
dos que não dormiram não dormem
por aí

Hoje eu penso
nenhuma poesia
servirá

Sintaxe da rendição:

verbo pilota o avião
advérbio modifica a ação

verbo alimenta o substantivo à força
submerge o sujeito
substantivo sufocando
verbo desgraçado segue fazendo

agora diagrame a frase

 

MAIS SOBRE:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Adrienne_Rich
https://www.thenation.com/article/five-poems-adrienne-rich/
http://rascunho.com.br/adrienne-rich/

http://revistamododeusar.blogspot.com.br/2012/04/adrienne-rich-1929-2012.html

https://pontesoutras.wordpress.com/2018/02/16/um-ensaio-de-adrienne-rich-sobre-anne-sexton-traduzido-por-beatriz-regina-guimaraes-barboza/

«FOR ALL» por Gary Snyder

#umpoetaumpoemapordia #190 (8/5)

POETA: GARY SNYSER

Gary Sherman Snyder (São Francisco, Califórnia, EUA, em 8 de maio de 1930) é um poeta , tradutor, ensaísta, professor e ativista do meio ambiente americano, pertencente à Geração Beat e do San Francisco Renaissance . Ele ganhou, entre outros, o Prêmio Pulitzer de poesia (1974).

POEMA: FOR ALL

For All
Ah to be alive
on a mid-September morn
fording a stream
barefoot, pants rolled up,
holding boots, pack on,
sunshine, ice in the shallows,
northern rockies.
Rustle and shimmer of icy creek waters
stones turn underfoot, small and hard as toes
cold nose dripping
singing inside
creek music, heart music,
smell of sun on gravel.
I pledge allegiance
I pledge allegiance to the soil
of Turtle Island,
and to the beings who thereon dwell
one ecosystem
in diversity
under the sun
With joyful interpenetration for all.

TRADUÇÃO DE: LEONARDO DE MAGALHAENS

Por todos (ou Para todos)
For All

Ah! estar vivo
numa manhã de meados de setembro
cruzando um riacho
com pés desnudos, calças dobradas,
segurando as botas, num embrulho,
à luz do sol, águas gélidas rasas,
montanhas rochosas ao norte.
Murmurar e reluzir das águas gélidas
seixos sob os pés, miúdos e duros
como se fossem dedos
nariz frio gotejando
cantando dentro
música fluvial, música cordial,
cheiro de sol sobre o cascalho.
Eu prometi aliança
Eu prometi aliança ao solo
de Turtle Island, (Ilha da Tartaruga)
e aos seres que lá habitam
um ecossistema
em diversidade
sob o sol
Com a alegre interpenetração de tudo.

+ SOBRE

https://es.wikipedia.org/wiki/Gary_Snyder
http://www.mallarmargens.com/2012/12/dois-poemas-de-gary-snyder_14.html
https://charutomentol.wordpress.com/2011/07/25/gary-snyder-poeta-beat/
http://leoleituraescrita.blogspot.com/2010/10/2-poemas-de-gary-snyder.html
http://www.caleidoscopio.art.br/cultural/literatura/geracao-beat/entrevista-gary-snyder.html
http://www.vidraguas.com.br/poemas-traduzidos-7-adriandos-delima/
https://pt.protopia.at/wiki/Gary_Snyder

A Nova Poética da natureza de Gary Snyder – Repositório da …

OUTROS

Marcela de San Felix , poeta e freira espanhola, filha de Lope de Vega
George Woodcock , escritor e poeta canadense
Sloan Wilson , escritor e poeta americano
René Maltête , fotógrafo e poeta francês
J. Meade Falkner , escritor e poeta inglês
Pierre Morency , poeta e dramaturgo canadense

«HESITATE TO CALL» por Louise Glück

#umpoetaumpoemapordia #174 (22/4)

POETISA: LOUISE GLÜCK

Louise Elisabeth Glück (Nova York, 22 de abril de 1943), é poetisa estadunidense.

POEMA: HESITATE TO CALL

Lived to see you throwing
Me aside. That fought
Like netted fish inside me. Saw you throbbing
In my syrups. Saw you sleep. And lived to see
That all that all flushed down
The refuse. Done?
It lives in me.
You live in me. Malignant.
Love, you ever want me, don’t.

TRADUÇÃO DE: ANDRÉ CARAMURU AUBERT

Hesitando em ligar

Vivi para ver você me jogando
Fora. Aquilo pelejou
Como peixe na rede dentro de mim. Vi você pulsando
Em meus melados. Vi você dormir. E vivi para ver
Que tudo tudo foi pelo ralo
A recusa. Feita?
Ela vive em mim.
Você vive em mim. Maligno.
Amor, você sempre me quis, não.

+ SOBRE:

https://es.wikipedia.org/wiki/Louise_Glück
http://rascunho.com.br/poemas-de-louise-gluck/
https://canaldepoesia.blogspot.com.br/2010/11/louise-gluck-paisagem.html
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/06/a-iris-selvagem-de-louise-gluck.html
http://ruadaspretas.blogspot.com.br/2015/03/louise-gluck-nostos.html

OUTROS:

Robert Choquette , autor, poeta e diplomata americano-canadense
William Jay Smith , poeta americano e acadêmico
Peter Kane Dufault , soldado americano, piloto e poeta
Ana María Shua , autora e poeta argentina

«DON’T YOU WONDER, SOMETIMES?» por Tracy K. Smith

#umpoetaumpoemapordia #168 (16/4)

POETISA: TRACY K. SMITH

Tracy K. Smith ( 16 de abril de 1972 ) é um poetisa e educadora estadunidense. Ela publicou três livros de poesia. Ela ganhou o Prêmio Pulitzer em 2011 por seu livro Life on Mars.

POEMA: DON’T YOU WONDER, SOMETIMES?

1.
After dark, stars glisten like ice, and the distance they span
Hides something elemental. Not God, exactly. More like
Some thin-hipped glittering Bowie-being—a Starman
Or cosmic ace hovering, swaying, aching to make us see.
And what would we do, you and I, if we could know for sure
That someone was there squinting through the dust,
Saying nothing is lost, that everything lives on waiting only
To be wanted back badly enough? Would you go then,
Even for a few nights, into that other life where you
And that first she loved, blind to the future once, and happy?
Would I put on my coat and return to the kitchen where my
Mother and father sit waiting, dinner keeping warm on the stove?
Bowie will never die. Nothing will come for him in his sleep
Or charging through his veins. And he’ll never grow old,
Just like the woman you lost, who will always be dark-haired
And flush-faced, running toward an electronic screen
That clocks the minutes, the miles left to go. Just like the life
In which I’m forever a child looking out my window at the night sky
Thinking one day I’ll touch the world with bare hands
Even if it burns.

2.
He leaves no tracks. Slips past, quick as a cat. That’s Bowie
For you: the Pope of Pop, coy as Christ. Like a play
Within a play, he’s trademarked twice. The hours
Plink past like water from a window A/C. We sweat it out,
Teach ourselves to wait. Silently, lazily, collapse happens.
But not for Bowie. He cocks his head, grins that wicked grin.
Time never stops, but does it end? And how many lives
Before take-off, before we find ourselves
Beyond ourselves, all glam-glow, all twinkle and gold?
The future isn’t what it used to be. Even Bowie thirsts
For something good and cold. Jets blink across the sky
Like migratory souls.

3.
Bowie is among us. Right here
In New York City. In a baseball cap
And expensive jeans. Ducking into
A deli. Flashing all those teeth
At the doorman on his way back up.
Or he’s hailing a taxi on Lafayette
As the sky clouds over at dusk.
He’s in no rush. Doesn’t feel
The way you’d think he feels.
Doesn’t strut or gloat. Tells jokes.
I’ve lived here all these years
And never seen him. Like not knowing
A comet from a shooting star.
But I’ll bet he burns bright,
Dragging a tail of white-hot matter
The way some of us track tissue
Back from the toilet stall. He’s got
The whole world under his foot,
And we are small alongside,
Though there are occasions
When a man his size can meet
Your eyes for just a blip of time
And send a thought like SHINE
SHINE SHINE SHINE SHINE
Straight to your mind. Bowie,
I want to believe you. Want to feel
Your will like the wind before rain.
The kind everything simply obeys,
Swept up in that hypnotic dance
As if something with the power to do so
Had looked its way and said:
Go ahead.

TRADUÇÃO DE: BRUNA DANTAS LOBADO

Você não se pergunta, às vezes?

1.
Ao cair da noite, estrelas cintilam como gelo e a distância que elas cobrem
Oculta algo elementar. Não Deus, exatamente. Mais como
Um ser estreito, magrelo, com o espírito reluzente de Bowie — um Starman
Ou craque cósmico pairando, se remexendo, se doendo para que possamos ver.
E o que faríamos, você e eu, se pudéssemos saber com certeza

Que alguém estava ali espiando através da poeira
Dizendo que nada está perdido, que tudo vive apenas da espera
Para voltar a ser querido o suficiente? Você iria, então,
Mesmo que por algumas noites, para esta outra vida em que você
E aquele primeiro que ela amou, uma vez cegos para o futuro, e felizes?

Quem sabe eu colocaria meu casaco e retornaria à cozinha, onde minha
Mãe e pai esperam sentados, jantar esquentando no fogão?
Bowie nunca morrerá. Nada vai o acometer em seu sono
Ou se apressar por suas veias. E ele nunca vai envelhecer,
Assim como a mulher que você perdeu, que sempre terá cabelos castanhos

E cara corada, correndo em direção a uma tela eletrônica
Que conta os minutos, as milhas que falta seguir. Assim como a vida
Em que sou sempre uma criança olhando pela minha janela para o céu noturno
Pensando que um dia tocarei o mundo com minhas próprias mãos
Mesmo que queime.

2.
Não deixa rastros. Desliza, rápido como um gato. Isto é Bowie
Para você: o Papa do Pop, recatado como Cristo. Como uma peça
Dentro de uma peça, duas vezes marca registrada. As horas

Pingam como água do ar condicionado. Nos aturamos com suor,
Nos ensinamos a esperar. Silenciosamente, preguiçosamente, acontece o colapso.
Mas não para Bowie. Ele apruma a cabeça, sorri aquele sorriso perverso.

O tempo nunca para, mas ele acaba? E quantas vidas
Antes da decolagem, antes de nos encontrarmos
Além de nós mesmos, todos glamour de glitter, todos faísca e ouro?

O futuro não é o que costumava ser. Até mesmo Bowie tem sede
De algo bom e gelado. Jatos piscam no céu
Como almas migratórias.

3.
Bowie está entre nós. Bem aqui
Em Nova York. De boné de beisebol
E jeans caros. Se enfiando em
Uma deli. Deslumbrando com todos aqueles dentes
O porteiro ao retornar.
Ou ele está chamando um táxi na Lafayette
À medida que o céu se nubla no crepúsculo.
Não tem a menor pressa. Não se sente
Como você acha que ele se sente.
Não se empertiga ou se exalta. Conta piadas.

Morei aqui durante todos esses anos
E nunca o vi. Como não saber distinguir
Um cometa de uma estrela cadente.
Mas aposto que ele brilha incandescente,
Arrastando uma cauda de matéria quente e branca
Do jeito que alguns de nós criam rastros de papel
da privada. Ele tem
O mundo inteiro sob seus pés,
Ao seu lado, somos pequenos,
Ainda que haja ocasiões

Quando um homem desse tamanho pode encontrar
Seu olhar por somente um bipe de instante
E enviar um pensamento: SHINE
SHINE SHINE SHINE SHINE
Diretamente para a sua mente. Bowie,
Quero acreditar em você. Quero sentir
Sua vontade como vento antes da chuva.
Do tipo que tudo simplesmente obedece,
Embalado naquela dança hipnótica
Como se algo com o poder de fazê-lo
Tivesse olhado na sua direção e dito:
Vá em frente.

Don’t You Wonder, Sometimes? do livro Life on Mars.

+ SOBRE:

https://es.wikipedia.org/wiki/Tracy_K._Smith
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/05/tracy-k-smith.html
http://rascunho.com.br/poemas-de-tracy-k-smith/
http://arspoetica-lp.blogspot.com.br/2014/08/tracy-k-smith.html

OUTROS:

Tristan Tzara, poeta e ensaísta romeno
Anatole France , escritor, jornalista, romancista e poeta francês, Prêmio Nobel de Literatura em 1921
Kingsley Amis , romancista, crítico e poeta inglês
Ángel Sierra Basto , poeta colombiano
Javier Adúriz , poeta argentino
Octave Crémazie , poeta e livreiro canadense
Sarah Kirsch , poeta e autor alemão

«PHENOMENAL WOMAN» por Maya Angelou

#umpoetaumpoemapordia #156 (4/4)

POETISA: MAYA ANGELOU

Marguerite Annie Johnson, mais conhecido como Maya Angelou (St. Louis , Missouri, EUA ; 4, em abril de 1928 – Winston-Salem, Carolina do Norte, EUA; 28 de maio de 2014 ), foi uma poeta, memorialista, escritora, cantora e ativista pelos direitos civis americano.

POEMA: PHENOMENAL WOMAN

Pretty women wonder where my secret lies.
I’m not cute or built to suit a fashion model’s size
But when I start to tell them,
They think I’m telling lies.
I say,
It’s in the reach of my arms,
The span of my hips,
The stride of my step,
The curl of my lips.
I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

I walk into a room
Just as cool as you please,
And to a man,
The fellows stand or
Fall down on their knees.
Then they swarm around me,
A hive of honey bees.
I say,
It’s the fire in my eyes,
And the flash of my teeth,
The swing in my waist,
And the joy in my feet.
I’m a woman
Phenomenally.

Phenomenal woman,
That’s me.

Men themselves have wondered
What they see in me.
They try so much
But they can’t touch
My inner mystery.
When I try to show them,
They say they still can’t see.
I say,
It’s in the arch of my back,
The sun of my smile,
The ride of my breasts,
The grace of my style.
I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

Now you understand
Just why my head’s not bowed.
I don’t shout or jump about
Or have to talk real loud.
When you see me passing,
It ought to make you proud.
I say,
It’s in the click of my heels,
The bend of my hair,
the palm of my hand,
The need for my care.
’Cause I’m a woman
Phenomenally.
Phenomenal woman,
That’s me.

Maya Angelou, “Phenomenal Woman” from And Still I Rise.

TRADUÇÃO DE: ANA CALAZANS

MULHER ESPLÊNDIDA

As mulheres bonitas querem saber meu segredo.
Não sou fofa ou feita para caber no tamanho de uma modelo.
Mas quando eu começo a contar,
Elas pensam que estou mentindo.
Eu digo,
Está no alcance dos meus braços,
No arco de minhas ancas,
No ritmo de meus pés,
Na curva de meus lábios.
Eu sou uma mulher
Esplendidamente.
Uma mulher esplêndida,
Esta sou eu.

Eu entro em uma sala
Tão cool quanto você queira,
E os homens,
Eles se erguem ou
Caem de joelhos.
Então eles se aninham ao meu redor,
Como um enxame de abelhas.
Eu digo,
É o fogo em meus olhos,
E o brilho em meus dentes,
O balanço em minha cintura,
E a alegria em meus pés.
Eu sou uma mulher
Esplendidamente.
Uma mulher esplêndida,
Esta sou eu.

Os homens mesmo se perguntam
O que eles veem em mim.
Eles tentam muito,
Mas não podem tocar
Meu secreto mistério.
Quando tento mostrar a eles,
Dizem que continuam sem ver.
Eu digo,
Está na curva de minhas costas,
No sol de meu sorriso,
Na estrada de meus seios,
Na graça de meu estilo.
Eu sou uma mulher
Esplendidamente.
Uma mulher esplêndida,
Esta sou eu.

Agora você entende
Exatamente por que minha cabeça não se curvou.
Eu não grito ou fico me exibindo
Ou tenho que falar alto.
Quando você me vê passar,
Deveria se sentir orgulhoso.
Eu digo,
Está no barulho de meus saltos,
Na batida de meu cabelo,
Na palma de minha mão,
Na necessidade de me proteger.
Porque eu sou uma mulher
Esplendidamente.
Uma mulher esplêndida,
Esta sou eu.

TRADUÇÃO DE: RITA CAMMAROTA

MULHER FENOMENAL

Lindas mulheres indagam onde está o meu segredo
Não sou bela nem meu corpo é de modelo
Mas quando começo a lhes contar
Tomam por falso o que revelo

Eu digo,
Está no alcance dos braços,
Na largura dos quadris
No ritmo dos passos
Na curva dos lábios
Eu sou mulher
De um jeito fenomenal
Mulher fenomenal:
Assim sou eu

Quando um recinto adentro,
Tranqüila e segura
E um homem encontro,
Eles podem se levantar
Ou perder a compostura
E pairam ao meu redor,
Como abelhas de candura

Eu digo,
É o fogo nos meus olhos
Os dentes brilhantes,
O gingado da cintura
Os passos vibrantes
Eu sou mulher
De um jeito fenomenal
Mulher fenomenal:
Assim sou eu

Mesmo os homens se perguntam
O que vêem em mim,
Levam tão a sério,
Mas não sabem desvendar
Qual é o meu mistério
Quando lhes conto,
Ainda assim não enxergam

É o arco das costas,
O sol no sorriso,
O balanço dos seios
E a graça no estilo
Eu sou mulher
De um jeito fenomenal
Mulher fenomenal
Assim sou eu

Agora você percebe
Porque não me curvo
Não grito, não me exalto
Nem sou de falar alto
Quando você me vir passar,
Orgulhe-se o seu olhar

Eu digo,
É a batida do meu salto
O balanço do meu cabelo
A palma da minha mão,
A necessidade do meu desvelo,
Porque eu sou mulher
De um jeito fenomenal
Mulher fenomenal:
Assim sou eu

POETISA: MAYA ANGELOU

Marguerite Annie Johnson, mais conhecido como Maya Angelou (St. Louis , Missouri, EUA ; 4, em abril de 1928 – Winston-Salem, Carolina do Norte, EUA; 28 de maio de 2014 ), foi uma poeta, memorialista, escritora, cantora e ativista pelos direitos civis americano. Ele publicou sete autobiografias, três livros de ensaios, vários livros de poesia e também é creditado com uma lista de obras teatrais, filmes e programas de televisão que foram relevantes por mais de 50 anos. Angelou recebeu dezenas de prêmios e mais de cinquenta títulos honorários. Angelou é mais conhecida por sua série de sete autobiografias, que se concentram em experiências de sua infância e início da vida adulta. O primeiro, eu sei porque o pássaro engaiolado canta (1969), fala sobre sua vida até que ela tinha 17 anos e levou-a ao reconhecimento internacional e aclamação.

+ SOBRE

https://es.wikipedia.org/wiki/Maya_Angelou
https://orderfromnoise.wordpress.com/2017/06/03/maya-angelou-cinco-poemas-traduzidos/
https://www.poetryfoundation.org/poems/48985/phenomenal-woman

Maya Angelou: ativista negra, poeta e mulher revolucionária


https://acasadevidro.com/2014/06/01/r-i-p-maya-angelou-1928-2014-she-knew-why-the-caged-bird-sings/
https://escamandro.wordpress.com/2014/06/04/maya-angelou-1928-2014-in-memoriam/
http://tina-esquadros.blogspot.com.br/2012/03/mulheres-fenomenais.html

OUTROS

Conde de Lautréamont, (Isidore Ducasse), poeta franco-uruguaio
Charles Bernstein, poeta, crítico e editor estadunidense.
Amalia Guglielminetti , poeta italiana
Edith Södergran , poeta bem sueco
Maya Angelou , poeta e atriz americana
Thomas Mayne Reid , autor e poeta irlandês-americano
Remy de Gourmont , poeta francês, romancista e crítico
Maurice de Vlaminck , pintor e poeta francês
Makhanlal Chaturvedi , jornalista, poeta e dramaturgo indiano
Stanley G. Weinbaum , autor e poeta americano
Emmett Williams , poeta e autor americano
Thng Thân , escritor e poeta vietnamita
Malik Yusef , ator, produtor e poeta americano

«OUT THERE (Lá Fora)» por Anne Waldman

#umpoetaumpoemapordia #154 (2/4)

POETISA: ANNE WALDMAN

Anne Waldman ( Millville, Nova Jersey, 2 de abril de 1945) é um poetisa americana.

POEMA: OUT THERE

You say
This is all
there is
I say
nothing much
to help
Say this
Say what?
It is
what you say
it is
And it is
everything
You teach me
this is
all there is
And this is
all there is
is everything
A night back
there where
a head
is turning
to kiss air
is all there is
is everything
Out there
stars are dark
The motel is quiet
Bob
One of the colors
is missing
from our world

TRADUÇÃO DE: ANDRÉ CARAMURU AUBERT

Lá fora

Você diz
Isso é tudo
o que é
Eu não digo
nada que ajude
muito
Diga isso
Diga o quê?
Isso é
o que você diz
isso é
E isso é
tudo
Você me ensinou
que isso é
tudo o que é
E isso é
tudo o que é
é tudo
Uma outra noite
ali onde
uma cabeça
está se virando
para beijar ar
isso é tudo o que é
é tudo
Lá fora
estrelas estão escuras
o hotel está tranquilo
Bob
uma das cores
está faltando
em nosso mundo.

 

+ SOBRE

https://en.wikipedia.org/wiki/Anne_Waldman
http://rascunho.com.br/poemas-de-anne-waldman/

OUTROS

Johann Wilhelm Ludwig Gleim , poeta alemão
Francisco Balagtas , poeta e autor filipino
August Heinrich Hoffmann von Fallersleben , poeta e acadêmico alemão
Hans Christian Andersen , romancista dinamarquês, escritor de contos e poeta
JC Squire , poeta inglês, escritor e historiador
Max Ernst , pintor, escultor e poeta alemão
Harindranath Chattopadhyay , poeta indiano, ator e político
Ed Dorn , poeta e educador americano
Anne Waldman , poeta americana

«FOX IN SOCKS» por Dr. Seuss

#umpoetaumpoemapordia #123 (2/3)

POETA: DR. SEUSS

Theodor Seuss Geisel (Springfield, 2 de março de 1904 — San Diego, 24 de setembro de 1991) autor americano, cartunista político, poeta, animador, editor de livros, e artista, mais conhecido por seu pseudônimo, Dr. Seuss

POEMA: FOX IN SOCKS


Fox
Socks
Box
Knox

Knox in box.
Fox in socks.

Knox on fox in socks in box.

Socks on Knox and Knox in box.

Fox in socks on box on Knox.

Chicks with bricks come.
Chicks with blocks come.
Chicks with bricks and blocks and clocks come.

Look, sir. Look, sir. Mr. Knox, sir.
Let’s do tricks with bricks and blocks, sir.
Let’s do tricks with chicks and clocks, sir.

First, I’ll make a quick trick brick stack.
Then I’ll make a quick trick block stack.

You can make a quick trick chick stack.
You can make a quick trick clock stack.

And here’s a new trick, Mr. Knox….
Socks on chicks and chicks on fox.
Fox on clocks on bricks and blocks.
Bricks and blocks on Knox on box.

Now we come to ticks and tocks, sir.
Try to say this Mr. Knox, sir….

Clocks on fox tick.
Clocks on Knox tock.
Six sick bricks tick.
Six sick chicks tock.

Please, sir. I don’t like this trick, sir.
My tongue isn’t quick or slick, sir.
I get all those ticks and clocks, sir,
mixed up with the chicks and tocks, sir.
I can’t do it, Mr. Fox, sir.

I’m so sorry, Mr. Knox, sir.

Here’s an easy game to play.
Here’s an easy thing to say….

New socks.
Two socks.
Whose socks?
Sue’s socks.

Who sews whose socks?
Sue sews Sue’s socks.

Who sees who sew whose new socks, sir?
You see Sue sew Sue’s new socks, sir.

That’s not easy, Mr. Fox, sir.

Who comes? …
Crow comes.
Slow Joe Crow comes.

Who sews crow’s clothes?
Sue sews crow’s clothes.
Slow Joe Crow sews whose clothes?
Sue’s clothes.

Sue sews socks of fox in socks now.

Slow Joe Crow sews Knox in box now.

Sue sews rose on Slow Joe Crow’s clothes.
Fox sews hose on Slow Joe Crow’s nose.

Hose goes.
Rose grows.
Nose hose goes some.
Crow’s rose grows some.

Mr. Fox!
I hate this game, sir.
This game makes my tongue quite lame, sir.

Mr. Knox, sir, what a shame, sir.

We’ll find something new to do now.
Here is lots of new blue goo now.
New goo. Blue goo.
Gooey. Gooey.
Blue goo. New goo.
Gluey. Gluey.

Gooey goo for chewy chewing!
That’s what that Goo-Goose is doing.
Do you choose to chew goo, too, sir?
If, sir, you, sir, choose to chew, sir,
with the Goo-Goose, chew, sir.
Do, sir.

Mr. Fox, sir,
I won’t do it.
I can’t say.
I won’t chew it.

Very well, sir.
Step this way.
We’ll find another game to play.

Bim comes.
Ben comes.
Bim brings Ben broom.
Ben brings Bim broom.

Ben bends Bim’s broom.
Bim bends Ben’s broom.
Bim’s bends.
Ben’s bends.
Ben’s bent broom breaks.
Bim’s bent broom breaks.

Ben’s band. Bim’s band.
Big bands. Pig bands.

Bim and Ben lead bands with brooms.
Ben’s band bangs and Bim’s band booms.

Pig band! Boom band!
Big band! Broom band!
My poor mouth can’t say that. No, sir.
My poor mouth is much too slow, sir.

Well then… bring your mouth this way.
I’ll find it something it can say.

Luke Luck likes lakes.
Luke’s duck likes lakes.
Luke Luck licks lakes.
Luck’s duck licks lakes.

Duck takes licks in lakes Luke Luck likes.
Luke Luck takes licks in lakes duck likes.

I can’t blab such blibber blubber!
My tongue isn’t make of rubber.

Mr. Knox. Now come now. Come now.
You don’t have to be so dumb now….

Try to say this, Mr. Knox, please….

Through three cheese trees three free fleas flew.
While these fleas flew, freezy breeze blew.
Freezy breeze made these three trees freeze.
Freezy trees made these trees’ cheese freeze.
That’s what made these three free fleas sneeze.

Stop it! Stop it!
That’s enough, sir.
I can’t say such silly stuff, sir.

Very well, then, Mr. Knox, sir.

Let’s have a little talk about tweetle beetles….

What do you know about tweetle beetles? Well…

When tweetle beetles fight,
it’s called a tweetle beetle battle.

And when they battle in a puddle,
it’s a tweetle beetle puddle battle.

AND when tweetle beetles battle with paddles in a puddle,
they call it a tweetle beetle puddle paddle battle.

AND…

When beetles battle beetles in a puddle paddle battle
and the beetle battle puddle is a puddle in a bottle…
…they call this a tweetle beetle bottle puddle paddle battle muddle.

AND…

When beetles fight these battles in a bottle with their paddles
and the bottle’s on a poodle and the poodle’s eating noodles…
…they call this a muddle puddle tweetle poodle beetle noodle
bottle paddle battle.

AND…

Now wait a minute, Mr. Socks Fox!

When a fox is in the bottle where the tweetle beetles battle
with their paddles in a puddle on a noodle-eating poodle,
THIS is what they call…

…a tweetle beetle noodle poodle bottled paddled
muddled duddled fuddled wuddled fox in socks, sir!

Fox in socks, our game is done, sir.
Thank you for a lot of fun, sir.

 

Fox in Socks

(+) MAIS SOBRE O POETA:

Clique para acessar o aureo_guerios.pdf

https://pt.wikipedia.org/wiki/Theodor_Seuss_Geisel

http://ai.eecs.umich.edu/people/dreeves/Fox-In-Socks.txt

Outros poetas que nasceram no mesmo dia:

George Sandys,  «(nascido em 2 de março de 1578, perto de York , Yorkshire, Inglaterra – morreu em março de 1644, Boxley Abbey, Kent), viajante inglês, poeta, colono e oficial de carreira de serviço estrangeiro que desempenhou um papel importante no desenvolvimento do verso inglês , especialmente do dístico heróico . Um jornal de suas viagens no Oriente Médio , Relation of a Journey(1615), passou por nove edições no século XVII.» verbete da britannica

Carlo Gimach «(2 de março de 1651 – 31 de dezembro de 1730) foi um arquiteto, engenheiro e poeta maltês que atuou no final do século XVII e início do século XVIII. Ele é conhecido por ter escrito uma série de poemas e outras obras literárias, mas estas são todas perdidas com a exceção de uma cantata que ele escreveu em 1714.» VERBETE WIKIPEDIA

Evgeny Baratynsky «Yevgeny Abramovich Baratynsky russo : вге́ний Абра́мович Бараты́нский ] 2 de março [ OS 19 de fevereiro] 1800 – 11 de julho de 1844)  foi elogiado por Alexander Pushkin como melhor poeta elegíaco russo. Depois de um longo período em que sua reputação estava em declínio, Baratynsky foi redescoberto pelos poetas simbolistas russos» VERBETE WIKIPEDIA

János Arany  «(nascido em 2 de março de 1817, Nagyszalonta, Hung – morreu em 22 de outubro de 1882, em Budapeste),o maior poeta épico húngaro.» VERBETE BRITANNICA

Geoffrey Edward Harvey Grigson «(2 de março de 1905 – 25 de novembro de 1985) foi um poeta, escritor, editor, crítico, antologista e naturalista britânico . Nos anos 1930 foi editor da influente revista New Verse , e produziu 13 coleções de sua própria poesia, além de compilar numerosas antologias, entre outras obras publicadas sobre temas como arte, viagens e o campo. Em vários momentos ele esteve envolvido em ensino, jornalismo e radiodifusão. Ferozmente combativo, ele fez muitos inimigos literários por suas visões dogmáticas.» VERBETE WIKIPEDIA

Peter Francis Straub «(nascido em 2 de março de 1943) é um romancista e poeta americano. Sua ficção de horror recebeu inúmeras honrarias literárias, como o Bram Stoker Award , o World Fantasy Award e o International Horror Guild Award.» VERBETE WIKIPEDIA

 

«DROPPING SOUTH: BRAZIL» por Robert Lowell

#umpoetaumpoemapordia #122 (1/3)

POETA – ROBERT LOWELL

Robert Traill Spence Lowell IV (Boston, 1 de março de 1917 — Nova Iorque, 12 de setembro de 1977) foi um poeta norte-americano, considerado o fundador da poesia confessional.

POEMA – DROPPING SOUTH: BRAZIL

«… The Latin Blonde,two strips of ribbon, ripened in the sun,sleeping alone and pillowed on one arm.No competition. Only rings of boysbutted a ball to keep it in the air,
while inland, people starved, and struck, and died –

unhappy Americas, ah tristes tropiques!…»

“Dropping South: Brazil” (For the Union Dead, 1964)

TRADUÇÃO DE Marco Aurélio Cremasco

«… Uma loira latina,dois trapos, amadurecida  pelo sol,adormece solitária usando o braço como travesseiro.Sem comparação. Somente um grupo de meninoscabeceiam uma bola mantendo-a no ar,

enquanto o povo passa fome no interior, faz greve e morre –

Américas infelizes, ah tristes tropiques!…»

 

#centenário

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Lowell
https://babelpoetica.wordpress.com/2013/05/05/o-paraiso-hipocrita-de-robert-lowell/
http://escritablog.blogspot.com.br/2013/09/abertura-dois-poemas-de-robert-lowell.html
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/08/a-hora-do-gamba-sete-poemas-de-robert.html
http://hotblog7faces.blogspot.com.br/2017/04/quatro-poemas-de-robert-lowell.html
http://astripasdoverso.blogspot.com.br/2014/03/robert-lowell-epilogue.htmlhttp://astripasdoverso.blogspot.com.br/2014/03/robert-lowell-epilogue.html
http://riespe.blogspot.com.br/2012/12/robert-lowell-4-poemas.html

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«EXCELSIOR!» por Henry Wadsworth Longfellow

#umpoetaumpoemapordia #120 (27/2)

POETA: HENRY WADSWORTH LONGFELLOW

Henry Wadsworth Longfellow (Portland, Maine, Estados Unidos, 27 de fevereiro de 1807 – Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, 24 de março de 1882) foi um poeta estadunidense.

POEMA: EXCELSIOR!

Excelsior!
Henry Wadsworth Longfellow
(Ballads and Other Poems, 1842)

The shades of night were falling fast,
As through an Alpine village passed
A youth, who bore, ‘mid snow and ice,
A banner with the strange device,
Excelsior!

His brow was sad; his eye beneath,
Flashed like a falchion from its sheath,
And like a silver clarion rung
The accents of that unknown tongue,
Excelsior!

In happy homes he saw the light
Of household fires gleam warm and bright;
Above, the spectral glaciers shone,
And from his lips escaped a groan,
Excelsior!

“Try not the Pass!” the old man said;
“Dark lowers the tempest overhead,
The roaring torrent is deep and wide!
And loud that clarion voice replied,
Excelsior!

“Oh stay,” the maiden said, “and rest
Thy weary head upon this breast!”
A tear stood in his bright blue eye,
But still he answered, with a sigh,
Excelsior!

“Beware the pine-tree’s withered branch!
Beware the awful avalanche!”
This was the peasant’s last Good-night,
A voice replied, far up the height,
Excelsior!

At break of day, as heavenward
The pious monks of Saint Bernard
Uttered the oft-repeated prayer,
A voice cried through the startled air,
Excelsior!

A traveler, by the faithful hound,
Half-buried in the snow was found,
Still grasping in his hand of ice
That banner with the strange device,
Excelsior!

There in the twilight cold and gray,
Lifeless, but beautiful, he lay,
And from the sky, serene and far,
A voice fell, like a falling star,
Excelsior!

TRADUÇÃO DE: ALEXEI BUENO

Excelsior!
Henry Wadsworth Longfellow
(Ballads and Other Poems 1842)

A noite com suas sombras cai depressa;
A aldeia alpina aos poucos atravessa
Um jovem, que ergue, em meio à neve em sanha,
Uma bandeira com a divisa estranha:
Excelsior!

Sua cor é triste, mas, sua vista alçada
Lembra uma espada desembainhada,
E a sua voz, qual clarim de prata erguida,
Lança os sons de uma língua nunca ouvida:
Excelsior!

Casas felizes ele vê brilhando
Ao fogo quente, familiar e brando;
Mais ao alto espectral geleira ao vento,
E de seus lábios escapa um lamento:
Excelsior!

“Não tentes a Passagem”, diz-lhe um velho,
“Já ergue a tormenta o seu manto vermelho,
Rugem as águas sem olhar que as sonde!”
E a alta voz de clarim só lhe responde:
Excelsior!

“Oh!, fica”, diz-lhe a virgem, “e em meu seio
Deita a fronte cansada sem receio!”
Nubla-lhe um pranto o olhar azul erguido,
Mas, ele ainda responde, com um gemido:
Excelsior!

“Teme os galhos na treva borrascosa!
Teme a uivante avalanche pavorosa!”
É o último boa-noite de quem fica,
E uma voz, longe, no alto, lhes replica:
Excelsior!

Nascido o Sol, no divino resguardo
Dos santos ermitões de São Bernardo,
Quando o salmo de sempre é repetido,
Uma voz grita no ar estremecido:
Excelsior!

Na neve, um viajor semi-enterrado,
Pela matilha fiel é encontrado,
Tendo em sua mão de gelo branca e lisa
A bandeira, com a estranha divisa:
Excelsior!

Lá, onde a noite fria e cinza pousa,
Sem vida, mas, tão belo ele repousa,
E do céu, sereníssima e clemente,
Desce uma voz, como estrela cadente:
Excelsior!

 

+ SOBRE

https://blogdocastorp.blogspot.com.br/2014/11/henry-w-longfellow-flecha-e-cancao.html
https://editoraanticitera.wordpress.com/2016/08/23/o-relogio-da-escada/
http://formasfixas.blogspot.com.br/2015/07/henry-wadsworth-longfellow-1807-1882.html
http://literaciaalexeibueno.blogspot.com.br/2011/02/poema-de-longffelow-ha-muitos-anos.html
https://www.wdl.org/pt/item/1523/
https://joaoazevedojunior.wordpress.com/2011/10/27/179/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Wadsworth_Longfellow

«FUNERAL BLUES» por WH Auden

#umpoetaumpoemapordia #114 (21/2)

POETA – W. H. AUDEN

Wystan Hugh Auden (York, 21 de fevereiro de 1907 — Viena, 29 de setembro de 1973) que escrevia como W. H. Auden, foi um poeta anglo-americano, tido como um dos grandes autores do século XX.

POEMA: FUNERAL BLUES

W. H. AUDEN: Funeral Blues

Stop all the clocks, cut off the telefone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead,
Put crêpe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last for ever: I was wrong.

The stars are not wanted now: put out every one;
Pack up the moon and dismantle the sun;
Pour away the ocean and sweep up the wood;
For nothing now can ever come to any good.

TRADUÇÃO DE RODRIGO SUZUKI CINTRA

Blues Fúnebres

Parem todos os relógios, calem o telefone,
Impeçam o latido do cão com um osso para a fome,
Silenciem os pianos e com tambores chamem
A vinda do caixão, deixem que os desconsolados clamem.

Que aviões circulem no alto, um voo torto,
Rabiscando no céu a mensagem: ele está morto.
Que se coloque nos brancos pescoços de pombas coleiras pretas,
E os guardas de trânsito usem luvas de algodão negras.

Ele era meu Norte, meu Sul, meu Leste e Oeste,
Minha semana de trabalho, um domingo campestre,
Meu meio-dia, meia-noite, minha fala, minha canção;
Eu pensava que o amor duraria para sempre: eu não tinha razão.

Não me importam mais as estrelas; tirem-as da minha frente,
Empacotem a lua, desmantelem o sol quente,
Despejem o oceano, tirem as florestas de perto:
Pois agora nada mais pode vir a dar certo.

TRADUÇÃO DE NELSON ASCHER

Que parem os relógios, cale o telefone,
jogue-se ao cão um osso e que não ladre mais,
que emudeça o piano e que o tambor sancione
a vinda do caixão com seu cortejo atrás.

Que os aviões, gemendo acima em alvoroço,
escrevam contra o céu o anúncio: ele morreu.
Que as pombas guardem luto — um laço no pescoço —
e os guardas usem finas luvas cor-de-breu.

Era meu norte, sul, meu leste, oeste, enquanto
viveu, meus dias úteis, meu fim-de-semana,
meu meio-dia, meia-noite, fala e canto;
quem julgue o amor eterno, como eu fiz, se engana.

É hora de apagar estrelas — são molestas —
guardar a lua, desmontar o sol brilhante,
de despejar o mar, jogar fora as florestas,
pois nada mais há de dar certo doravante.

TRADUÇÃO: IVO KORYTOWSKI

Relógios, parar! Telefone, desligar!
Um osso suculento pro cão não ladrar.
Pianos, silêncio! Com dobres de finados
Tragam o caixão, venham os enlutados.

Aviões circulem chorosos pelo céu
Escrevendo uma mensagem: ele morreu.
Os pombos da rua laços de crepe ostentarão
Os guardas de trânsito, luvas pretas de algodão.

Ele era meu sul, norte, oriente, ocidente
Domingo de lazer, meus dias de batente
Meio-dia, meia-noite, papo, canção
Pensei que o amor fosse eterno: triste ilusão!

Sejam expulsos os astros, já não fazem sentido,
A lua empacotada, o sol destruído!
Os oceanos, secados, a mata, ceifada,
Já que tudo isso não serve mais para nada!

 

MAIS SOBRE

https://www.poets.org/poetsorg/poet/w-h-auden

“Blues Fúnebres” – Poema de W. H. Auden – Tradução


http://www.releituras.com/whauden_menu.asp
http://www.elfikurten.com.br/2016/09/w-h-auden.html

Impressões sobre a poesia de W. H. Auden


https://www.poetryfoundation.org/poets/w-h-auden
https://pt.wikipedia.org/wiki/W._H._Auden

«PROPORTION» por Amy Lowell

#umpoetaumpoemapordia #102 (09/2)

POETISA: AMY LOWELL

Amy Lowell (Brookline, Massachusetts, 9 de fevereiro de 1874 — 12 de maio de 1925) foi uma poetisa dos Estados Unidos condecorada postumamente com o Prémio Pulitzer de Poesia em 1926.

POEMA – PROPORTION

In the sky there is a moon and stars,
And in my garden there are yellow moths
Fluttering about a white azalea bush.

TRADUÇÃO DE: MIGUEL MARTINS

PROPORÇÃO
No céu há uma lua e estrelas,
E no meu jardim há mariposas amarelas
Agitando-se em torno do arbusto de azáleas brancas.

 

+ SOBRE

https://briefpoems.wordpress.com/tag/amy-lowell/
http://bibliotecariodebabel.com/geral/quatro-poemas-de-amy-lowell-traduzidos-por-miguel-martins/
http://adamar.org/ivepoca/node/1498
http://la-letra-escarlata.blogspot.com.br/2009/02/poema-3-amy-lowell.html
https://mexicokafkiano.com/2015/05/4-poemas-de-amy-lowell/

OUTROS POETAS:

Vasily Andreevich Zhukovsky

«FEAR AND THE MONKEY» por William S. Burroughs

#umpoetaumpoemapordia #098 (05/2)

POETA: WILLIAM S. BURROUGHS

William Seward Burroughs II (St. Louis, 5 de fevereiro de 1914 — Lawrence, 2 de agosto de 1997) foi um escritor, pintor e crítico social nascido nos Estados Unidos da América.

POEMA – FEAR AND THE MONKEY

Turgid itch and the perfume of death
On a whispering south wind
A smell of abyss and of nothingness
Dark Angel of the wanderers howls through the loft
With sick smelling sleep
Morning dream of a lost monkey
Born and muffled under old whimsies
With rose leaves in closed jars
Fear and the monkey
Sour taste of green fruit in the dawn
The air milky and spiced with the trade winds
White flesh was showing
His jeans were so old
Leg shadows by the sea
Morning light
On the sky light of a little shop
On the odor of cheap wine in the sailors’ quarter
On the fountain sobbing in the police courtyards
On the statue of moldy stone
On the little boy whistling to stray dogs.
Wanderers cling to their fading home
A lost train whistle wan and muffled
In the loft night taste of water
Morning light on milky flesh
Turgid itch ghost hand
Sad as the death of monkeys
Thy father a falling star
Crystal bone into thin air
Night sky
Dispersal and emptiness.
— August 1978.

(Tradução de Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça)

MEDO E O MACACO
Coceira irritante e o perfume da morte
No sussurrante vento sul
Cheiro de abismo e nada
O Anjo Vil dos vagabundos uiva pelo apartamento
Como um sono cheirando a doença
Sonho matutino de um macaco perdido
Nascido e sufocado por velhas fantasias
Com pétalas de rosa em frascos fechados
Medo e o macaco
Gosto amargo de fruta verde ao amanhecer
O ar lácteo e picante da brisa marinha
Carne branca denuncia
Teus jeans tão desbotados
Perna sob sombras do mar
Luz da manhã
No néon celeste de um armazém
No cheiro do vinho barato no bairro dos marujos
Na fonte soluçante do patío da polícia
Na estátua de pedra embolorada
No molequinho assobiando para vira-latas.
Vagabundos agarram suas casa imaginárias
Um trem perdido apita vago e abafado
No apartamento noite gosto d’água
Luz da manhã em carne láctea
Coceira irritante mão fantasma
Triste como a morte dos macacos
Teu pai uma estrela cadente
Osso de cristal no ar fino
Céu noturno
Dispersão e vazio.
(Em Vozes & VIsões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje, Editora Iluminuras, 1994)

MAIS SOBRE

um poema de william burroughs


https://pt.wikipedia.org/wiki/William_S._Burroughs

Fear and the Monkey


https://thethoughtexperiment.wordpress.com/2010/09/27/burroughs-month-fear-and-the-monkey/
http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/pare-conhecer-algo-de-william-burroughs-que-faria-cem-anos/

«ANNABEL LEE» por Edgar Allan Poe

#umpoetaumpoemapordia #081 (19/1)

POETA: EDGAR ALLAN POE

Edgar Allan Poe (nascido Edgar Poe; Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 19 de Janeiro de 1809 — Baltimore, Maryland, Estados Unidos, 7 de Outubro de 1849) foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, integrante do movimento romântico estadunidense.

POEMA: ANNABEL LEE

It was many and many a year ago, / In a kingdom by the sea, / That a maiden there lived whom you may know / By the name of Annabel Lee; / And this maiden she lived with no other thought / Than to love and be loved by me. / I was a child and she was a child, / In this kingdom by the sea; / But we loved with a love that was more than love- / I and my Annabel Lee; / With a love that the winged seraphs of heaven / Coveted her and me. // And this was the reason that, long ago, / In this kingdom by the sea, / A wind blew out of a cloud, chilling / My beautiful Annabel Lee; / So that her highborn kinsman came / And bore her away from me, / To shut her up in a sepulchre / In this kingdom by the sea. // The angels, not half so happy in heaven, / Went envying her and me- / Yes!- that was the reason (as all men know, In this kingdom by the sea) / That the wind came out of the cloud by night, / Chilling and killing my Annabel Lee. // But our love it was stronger by far than the love / Of those who were older than we- / Of many far wiser than we- / And neither the angels in heaven above, / Nor the demons down under the sea, / Can ever dissever my soul from the soul / Of the beautiful Annabel Lee. // For the moon never beams without bringing me dreams / Of the beautiful Annabel Lee; / And the stars never rise but I feel the bright eyes / Of the beautiful Annabel Lee; / And so,all the night-tide, I lie down by the side / Of my darling, my darling, my life and my bride, / In the sepulchre there by the sea, / In her tomb by the sounding sea.
(Tradução: Fernando Pessoa) ANNABEL LEE
Foi há muitos e muitos anos já, / Num reino de ao pé do mar. / Como sabeis todos, vivia lá / Aquela que eu soube amar; / E vivia sem outro pensamento / Que amar-me e eu a adorar. // Eu era criança e ela era criança, / Neste reino ao pé do mar; / Mas o nosso amor era mais que amor — / O meu e o dela a amar; / Um amor que os anjos do céu vieram / a ambos nós invejar. // E foi esta a razão por que, há muitos anos, / Neste reino ao pé do mar, / Um vento saiu duma nuvem, gelando / A linda que eu soube amar; / E o seu parente fidalgo veio / De longe a me a tirar, / Para a fechar num sepulcro / Neste reino ao pé do mar. // E os anjos, menos felizes no céu, / Ainda a nos invejar… / Sim, foi essa a razão (como sabem todos, / Neste reino ao pé do mar) / Que o vento saiu da nuvem de noite / Gelando e matando a que eu soube amar. // Mas o nosso amor era mais que o amor / De muitos mais velhos a amar, / De muitos de mais meditar, / E nem os anjos do céu lá em cima, / Nem demônios debaixo do mar / Poderão separar a minha alma da alma / Da linda que eu soube amar. // Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos / Da linda que eu soube amar; / E as estrelas nos ares só me lembram olhares / Da linda que eu soube amar; / E assim ‘stou deitado toda a noite ao lado / Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado, / No sepulcro ao pé do mar, / Ao pé do murmúrio do mar.
MAIS SOBRE
OUTROS
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas foi um poeta português

«79. CHOICES (Chicago Poems)» por Carl August Sandburg

#umpoetaumpoemapordia #068 (06/1)

POETA – Carl August Sandburg (Galesburg, Illinois, EUA, em 6 de Janeiro de 1878 – Flat Rock, Carolina do Norte, em 22 de Julho de 1967), foi um poeta, historiador, novelista e folclorista estadunindense.

POEMA – 79. Choices
THEY offer you many things,
I a few.
Moonlight on the play of fountains at night
With water sparkling a drowsy monotone,
Bare-shouldered, smiling women and talk
And a cross-play of loves and adulteries
And a fear of death
and a remembering of regrets:
All this they offer you.
I come with:
salt and bread
a terrible job of work
and tireless war;
Come and have now:
hunger.
danger
and hate.
Carl Sandburg (1878–1967). Chicago Poems. 1916.

(Tradução de Pedro Calouste) OPÇÕES
É muito o que te oferecem. / Eu, bem pouco. / A luz da lua que de noite brinca com a água das fontes / e espalha uma monotonia que embriaga / mulheres sorridentes, de ombros nus, conversas / e fogos cruzados de amores e adultérios, / o medo a morrer, / e a recordação dos pêsames: / tudo isso te oferecem. / Eu pelo contrário venho com / o pão e o sal / um emprego terrível / e a guerra incansável. / Então vem e desfruta / da fome / do perigo.

MAIS SOBRE
http://www.escritas.org/pt/l/carl-sandburg
http://www.bartleby.com/165/79.html
http://sylviabeirute.blogspot.com.br/2010/11/carl-sandburg-poemas.html
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet098.htm
http://janeladepoemas.blogspot.com.br/2012/06/carl-sandburg.html
http://amediavoz.com/sandburg.htm
http://mdc.ulpgc.es/cdm/ref/collection/fablas/id/336
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/06/nevoeiro-e-outros-poemas-do-carl.html
http://leiturasmalamanhadas.blogspot.com.br/2014/10/antologia-poetica-carl-sandburg.html

«NO USE» por WD Snodgrass

#umpoetaumpoemapordia #067 (05/1)

POETA – William De Witt Snodgrass (Beaver Falls, Pensilvânia, EUA, 5 de janeiro de 1926 — 13 de janeiro de 2009) foi um poeta estadunidense que também escreveu sob o pseudônimo de S. S. Gordons. Ele venceu o Prémio Pulitzer de Poesia em 1960.

POEMA – NO USE
No doubt this way is best. / No doubt in time I’d learn / To hate you like the rest / I once loved. Like an old / Shirt we unstitch and turn / Until it’s all used out, / This too would turn cold. / No doubt…no doubt… // And yet who’d dare think so / And yet dare think? We’ve been / Through all this; we should know / That man the gods have curst / Can ask and always win / Love, as castaways get / Whole seas to cure their thirst. / And yet…and yet… // No use telling us love’s / No use. Parched, cracked, the heart / Drains that love it loves / And still thirsts. We still care; / We’re spared that. We’re apart. / Tell me there’s no excuse, / No sense to this despair… / No use…no use…
NO USE. In: Love Through The Ages.

(Tradução de Dalcin Lima) NÃO ADIANTA
Sem dúvida esta maneira é melhor. / Sem dúvida a tempo eu tive que aprender / A odiar você como o resto / Que, uma vez, eu amei. Como uma camisa / Velha que nós descosturamos e viramos ao avesso / Até que ela fique toda esgarçada, / Isto excessivamente ficaria frio. // Sem dúvida… sem dúvida… / E no entanto quem ousaria pensar assim / E, todavia, ouso pensar? Passamos / Por tudo isso; deveríamos achar / Que o homem que os deuses amaldiçoaram / Pode pedir e sempre alcançar / O amor, como náufragos conquistaram / Os mares inteiros para lhes aplacar a sede. / E no entanto… e no entanto… // Não adianta nos falar que o amor é / Inútil. Ressecado, partido, o coração / Esgota aquele amor que ama / E ainda anseia. Ainda nos importamos; / Nos privamos disso. Estamos separados. / Diga-me que não há desculpas, / Nenhum sentido para este desespero… / Não adianta… não adianta…

MAIS SOBRE
https://poetassigloveintiuno.blogspot.com.br/2011/03/3239-william-de-witt-snodgrass.html
http://e-ducativa.catedu.es/44700165/aula/archivos/repositorio/4000/4225/html/32_poesa_norteamericana_la_generacin_beat.html
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/07/sete-poemas-de-wd-snodgrass.html
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/07/agulha-do-coracao-um-poema-confessional.html
http://nsfglita2.blogspot.com.br/2014/06/no-use-wd-snodgrass.html

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«IV (THE SPEED OF DARKNESS)» por Muriel Rukeyser

#umpoetaumpoemapordia #046 (15/12)

POETISA: MURIEL RUKEYSER

Muriel Rukeyser (15 de dezembro de 1913, Nova Iorque, Nova Iorque, EUA – 12 de fevereiro de 1980, Nova Iorque, Nova Iorque, EUA) foi uma poeta americana e ativista política, mais conhecida por seus poemas sobre igualdade, feminismo, justiça social e judaísmo.

POEMA: IV (THE SPEED OF DARKNESS)

After the lifting of the mist
after the lift of the heavy rains
the sky stands clear
and the cries of the city risen in day
I remember the buildings are space
walled, to let space be used for living
I mind this room is space
this drinking glass is space
whose boundary of glass
lets me give you drink and space to drink
your hand, my hand being space
containing skies and constellations
your face
carries the reaches of air
I know I am space
my words are air.

TRADUÇÃO DE: RICARDO DOMENECK

Quando dissipa-se a névoa
quando dissipam-se as chuvas pesadas
o céu aparece claro
e os gritos da cidade erguida em dia
eu me lembro que os prédios são espaço
murado para permitir à vida o uso do espaço
atento que é espaço este quarto
este copo é espaço
cuja fronteira de vidro
deixa-me dar a você de beber e espaço para beber
sua mão, minha mão sendo espaço
contendo céus e constelações
seu rosto
carrega as extensões do ar
eu sei que sou espaço
minhas palavras são ar

POEMA COMPLETO DISPONÍVEL AQUI: http://revistamododeusar.blogspot.com.br/2017/01/muriel-rukeyser-1913-1980.html

 

+ SOBRE

Muriel Rukeyser: “Algo rompiéndose dentro” (poesía)
https://circulodepoesia.com/2012/07/un-poema-de-muriel-rukeyser/
https://www.eternacadencia.com.ar/blog/libreria/poesia/item/teoria-del-vuelo-tres-poemas-de-muriel-rukeyser.html
http://el-placard.blogspot.com.br/2012/04/balada-de-naranja-y-uva-muriel-rukeyser.html
http://revistamododeusar.blogspot.com.br/2017/01/muriel-rukeyser-1913-1980.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Muriel_Rukeyser

Cuaderno de poesía crítica nº. 085: Muriel Rukeyser

Muriel Rukeyser reads Despisals

 

OUTROS

Christoph Demantius , compositor, poeta e teórico alemão

Hans Carossa , autor e poeta alemão

Edna O’Brien , romancista irlandesa, dramaturga, poeta e contista

Klaus Rifbjerg , autor e poeta dinamarquês

Nicolas Gilbert , poeta francês

Charles Lecocq , poeta belga

Guy Lévis Mano , poeta francês, tradutor e tipógrafo

John Glassco , poeta, escritor e tradutor canadense

Marcos José Konder Reis foi um poeta brasileiro.

«5 (SUCCESS IS COUNTED SWEETEST)» por Emilly Dickinson

#umpoetaumpoemapordia #041 (10/12)

POETISA: EMILY DICKINSON

Emilly Elizabeth Dickinson (Amherst, 10 de dezembro de 1830 – 15 de maio de 1886) foi uma poetisa americana, considerada moderna em vários aspectos da sua obra. WIKIPEDIA

POEMA: 5 (SUCCESS IS COUNTED SWEETEST)

Success is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.

Not one of all the purple Host
Who took the Flag today
Can tell the definition,
So clear, of Victory!

As he, defeated — dying —
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Burst agonized and clear!

(c. 1859)
– Emily Dickinson – ‘Não sou ninguém’. Poemas. [traduções Augusto de Campos]. Campinas: Unicamp, 2009.

TRADUÇÃO DE: AUGUSTO DE CAMPOS

O Sucesso é mais doce
A quem nunca sucede.
A compreensão do néctar
Requer severa sede.

Ninguém da Hoste ignara
Que hoje desfila em Glória
Pode entender a clara
Derrota da Vitória

Como esse — moribundo —
Em cujo ouvido o escasso
Eco oco do triunfo
Passa como um fracasso!

+ SOBRE

Emily Dickinson – poemas


http://www.algumapoesia.com.br/poesia3/poesianet306.htm
https://escamandro.wordpress.com/tag/emily-dickinson/
https://www.portaldaliteratura.com/poemas.php?poeta=1596

Emily Dickinson – poemas

14 poemas de Emily dickinson -tradução – SEER-UFMG

OUTROS

Olavo Bilac, poeta parnasianista brasileiro

1971 : O poeta chileno Pablo Neruda recebe o Prêmio Nobel de Literatura .

Giovanni Battista Guarini , poeta italiano

María Bibiana Benítez , poeta porto-riquenha

Nikolái Nekrásov , poeta russo

Emily Dickinson , poeta americano

Nelly Sachs , poeta e dramaturgo alemão-sueco

Dulce María Loynaz , poeta cubana

George MacDonald , ministro escocês, autor e poeta

Pierre Louÿs , autor e poeta belga-francês

Rumer Godden , escritor e poeta inglês

Carolyn Kizer , poeta americana e acadêmica

William Plomer , poeta, romancista, libretista e editor sul-africano

Shizuo Itō (伊藤 静 雄), poeta japonês

Na Hye-sok (나혜석), escritor, poeta, filósofo e pintor coreano

«POETRY» por Marianne Moore

#umpoetaumpoemapordia #016 (15/11)

POETA: MARIANNE MOORE

Marianne Moore ( Kirkwood, Missouri, 15 de novembro de 1887 — Nova Iorque, 5 de fevereiro de 1972) foi uma escritora e poetisa modernista dos Estados Unidos da América.

POEMA: POETRY

I, too, dislike it.
Reading it, however, with a perfect contempt

[ for it, one discovers in

it, after all, a place for the genuine.

Marianne Moore
In Poemas
Tradução e posfácio de
José Antonio Arantes

TRADUÇÃO DE JOSÉ ANTONIO ARANTES

POESIA

Também não gosto.

     Lendo-a, no entanto, com total desprezo, a

                              [ gente acaba descobrindo

     nela, afinal de contas, um lugar para o genuíno.

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/Marianne_Moore
http://www.algumapoesia.com.br/poesia/poesianet044.htm
https://escamandro.wordpress.com/2012/10/05/3-poemas-de-marianne-moore/
http://arspoeticaethumanitas.blogspot.com.br/2016/02/alguns-poemas-de-marianne-moore-i.html
https://conversaentreruinas.wordpress.com/2016/03/04/marianne-moore-poeta-entre-poetas/
https://mundodek.blogspot.com.br/2011/02/marianne-moore.html#.Wv-7sEgvzDc

 

«THE WINDS OF FATE» por Ella Wheeler Wilcox

#umpoetaumpoemapordia #006 (05/11)

POETISA: ELLA WHEELER WILCOX

Ella Wheeler Wilcox (Wisconsin, 5 de novembro de 1850 – Connecticut, EUA 30 de outubro de 1919) foi um poetisa e jornalista americano. Grande parte de seu trabalho trata do amor e do sexo, e é por isso que eles foram ocasionalmente classificados como imorais ou pornográficos.

POEMA: THE WINDS OF FATE

One ship drives east and another drives west

With the self-same winds that blow;
‘Tis the set of the sails
And not the gales
That tells them the way to go.

Like the winds of the sea are the winds of fate
As we voyage along through life;
‘Tis the set of the soul
That decides its goal
And not the calm or the strife.

World Voices. by Ella Wheeler Wilcox
New York : Hearst’s International Library Company, 1916.

TRADUÇÃO DE: ISRAEL BELO DE AZEVEDO

OS VENTOS DO DESTINO

Um barco sai para o leste e o outro para o oeste
Levados pelos mesmos ventos que sopram:
É a posição das velas,
E não os temporais,
Que lhes dita o curso a seguir.

Como os ventos do mar são os ventos do destino
Quando navegamos ao longo da vida:
É a posição da alma
que determina a meta,
e não a calmaria ou a borrasca

 

+ SOBRE

https://en.wikipedia.org/wiki/Ella_Wheeler_Wilcox
https://www.poetryfoundation.org/poets/ella-wheeler-wilcox
http://elespejogotico.blogspot.com.br/2013/01/5-poemas-de-amor-ella-wheeler-wilcox.html
http://www.ellawheelerwilcox.org/poems/pwindsof.htm
http://prazerdapalavra.com.br/reflexoes/poemas/512-os-ventos-do-destino-tradu
.

Winds of Fate – Ella Wheeler-Wilcox (by Maggie Smith)

 

«THANATOPSIS AND THE FLOOD OF YEARS» por William Cullen Bryant

#umpoetaumpoemapordia #004 (03/11)

POETA: WILLIAM CULLEN BRYANT

William Cullen Bryant (Cummington, Massachusetts, EUA, em 3 de novembro 1794 – 12 de junho de 1878) foi um poeta romântico, político e jornalista estadunidense.

POEMA: THANATOPSIS AND THE FLOOD OF YEARS

To him who in the love of Nature holds
Communion with her visible forms, she speaks
A various language; for his gayer hours
She has a voice of gladness, and a smile
And eloquence of beauty, and she glides
Into his darker musings, with a mild
And healing sympathy, that steals away
Their sharpness, ere he is aware. When thoughts
Of the last bitter hour come like a blight
Over thy spirit, and sad images
Of the stern agony, and shroud, and pall,
And breathless darkness, and the narrow house,
Make thee to shudder, and grow sick at heart;—
Go forth, under the open sky, and list
To Nature’s teachings, while from all around—
Earth and her waters, and the depths of air—
Comes a still voice—
                                       Yet a few days, and thee
The all-beholding sun shall see no more
In all his course; nor yet in the cold ground,
Where thy pale form was laid, with many tears,
Nor in the embrace of ocean, shall exist
Thy image. Earth, that nourished thee, shall claim
Thy growth, to be resolved to earth again,
And, lost each human trace, surrendering up
Thine individual being, shalt thou go
To mix for ever with the elements,
To be a brother to the insensible rock
And to the sluggish clod, which the rude swain
Turns with his share, and treads upon. The oak
Shall send his roots abroad, and pierce thy mould.
     Yet not to thine eternal resting-place
Shalt thou retire alone, nor couldst thou wish
Couch more magnificent. Thou shalt lie down
With patriarchs of the infant world—with kings,
The powerful of the earth—the wise, the good,
Fair forms, and hoary seers of ages past,
All in one mighty sepulchre.   The hills
Rock-ribbed and ancient as the sun,—the vales
Stretching in pensive quietness between;
The venerable woods—rivers that move
In majesty, and the complaining brooks
That make the meadows green; and, poured round all,
Old Ocean’s gray and melancholy waste,—
Are but the solemn decorations all
Of the great tomb of man. The golden sun,
The planets, all the infinite host of heaven,
Are shining on the sad abodes of death,
Through the still lapse of ages. All that tread
The globe are but a handful to the tribes
That slumber in its bosom.—Take the wings
Of morning, pierce the Barcan wilderness,
Or lose thyself in the continuous woods
Where rolls the Oregon, and hears no sound,
Save his own dashings—yet the dead are there:
And millions in those solitudes, since first
The flight of years began, have laid them down
In their last sleep—the dead reign there alone.
So shalt thou rest, and what if thou withdraw
In silence from the living, and no friend
Take note of thy departure? All that breathe
Will share thy destiny. The gay will laugh
When thou art gone, the solemn brood of care
Plod on, and each one as before will chase
His favorite phantom; yet all these shall leave
Their mirth and their employments, and shall come
And make their bed with thee. As the long train
Of ages glide away, the sons of men,
The youth in life’s green spring, and he who goes
In the full strength of years, matron and maid,
The speechless babe, and the gray-headed man—
Shall one by one be gathered to thy side,
By those, who in their turn shall follow them.
     So live, that when thy summons comes to join
The innumerable caravan, which moves
To that mysterious realm, where each shall take
His chamber in the silent halls of death,
Thou go not, like the quarry-slave at night,
Scourged to his dungeon, but, sustained and soothed
By an unfaltering trust, approach thy grave,
Like one who wraps the drapery of his couch
About him, and lies down to pleasant dreams.

BRYANT, William Cullen. “Thanatopsis and the Flood of Years”. New York: G. P. Putnam’s Sons, 1879. [Tradução: Uirá Catani]

TRADUÇÃO DE UIRÁ CATANI

Tanatopsia

A ele, que no amor da Natureza
Comunga com suas formas visíveis, ela fala
Em um idioma diferente; para os momentos alegres
Ela usa uma voz de contentamento, e um sorriso
E a eloquência da beleza, e desliza
Rumo à suas mais sombrias reflexões, com uma branda
E curativa empatia, que rouba
O ardor que lhe queima, antes que ele se dê conta. Quando pensamentos
Sobre o amargo fim se abaterem como uma mangra
Sobre vosso espírito, e tristes imagens
Da severa agonia, da mortalha, do caixão,
Da morta escuridão, e da estreita morada,
Te fizerem estremecer em profundo fastio;—
Vá para fora, sob o céu aberto, e ouça
Os ensinamentos da Natureza, enquanto de toda parte—
Da Terra e de suas águas, e das profundezas do ar—
Ouvir-se-á uma voz tranquila—
Contudo, passados uns poucos dias, teu
Sol que tudo vê não verá mais coisa alguma
Em seu curso diário; nem mesmo no solo frígido,
Onde sua forma pálida foi assentada, entre tantas lágrimas,
Nem no abraço do oceano vossa imagem
Haverá de existir. A Terra, que nutriu a ti, reivindicará
Vosso crescimento, a se dissolver novamente em terra,
E, uma vez disperso cada traço humano e renunciado
Teu ser individual, tu hás de partir
Para misturar-se para sempre com os elementos,
Para se tornar irmão da rocha insensível
E do torrão indolente que o rústico camponês
Revolve com sua relha e sobre a qual ele pisa. O carvalho
Há de espalhar suas raízes, e perfurar teu solo.

Todavia no local de seu descanso eterno
Tu não hás de adormecer sozinho, nem poderias desejar
Repouso mais magnificente. Tu hás de deitar-te
Com os patriarcas do mundo nascente—com os monarcas,
Os poderosos da terra—os sábios, os benévolos,
As agradáveis formas, e os velhíssimos profetas de eras passadas,
Todos em apenas um imenso sepulcro. As colinas
Estriadas por rochas e tão antigas quanto o sol,—os vales
A se alongarem em pensativa quietude;
As veneráveis florestas—os rios que se movem
Majestosamente, e os queixosos riachos
Que verdejam os prados; e ao redor de tudo
A fluida cor cinzenta do velho Oceano e os resíduos da melancolia,—
Nada mais são que solenes ornamentos
Da grande tumba do homem. O sol dourado,
Os planetas, todos os infinitos astros celestes,
A brilhar nas tristes moradas da morte,
Através do lapso permanente das eras. As criaturas que caminham sobre
O globo nada mais são que um punhado, se comparadas às hordas
Que repousam em seu seio.—Tome as asas
Da alvorada, abra caminho em meio à natureza selvagem de Barca,
Ou perca a ti mesmo nas extensas florestas
Onde se encrespam as águas do Oregão, e não se escuta som algum
A não ser seus próprios ruídos—mesmo assim lá estão os mortos:
São milhões nestes lugares remotos, desde que o primeiro
Voo dos tempos se iniciou, sendo ninados
Em seu sono final—lá os mortos reinam sozinhos.
Assim, tu hás de descansar, e se por acaso te recolhesse
Em silêncio do mundo dos vivos, e nenhum amigo
Notasse tua partida? Tudo que hoje respira
Há de compartilhar de vosso destino. Os alegres gargalharão
Quando estiveres liquidado, a solene prole de infelizes
Mover-se-á penosamente, e cada um como antes perseguirá
Seu espectro favorito; entretanto, todos eles hão de deixar
Seu júbilo e seus afazeres, e hão de vir
Arrumar suas camas junto a ti. Enquanto o longo trem
Dos tempos se afasta para longe, os filhos dos homens,
A mocidade na verde primavera da vida, e ele que avança
Na flor dos anos, a matrona e a donzela,
A criança incapaz de falar, e o homem grisalho—
Se reunirão um a um ao teu lado,
Por aqueles que em sua vez também hão de segui-los.

Sendo assim, viva, para que quando sejas convocado a juntar-se
À formidável caravana que se move
Em direção ao misterioso reino, onde cada um há de ocupar
Sua própria câmara nos silenciosos corredores da morte,
Tu não vás como o lavrador escravo,
Açoitado num calabouço durante a noite, mas ao invés, resignado e tranquilo
Por uma confiança inabalável, te aproximes de tua cova
Como aquele que cobre a si mesmo com o tecido do sofá
E se deita a fim de sonhar agradáveis sonhos.

 

+ SOBRE

https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Cullen_Bryant
http://hylebates.blogspot.com.br/2008/09/thanatopsis-william-cullen-bryant.html
https://www.poetryfoundation.org/poems/50465/thanatopsis
http://www.poetry-archive.com/b/thanatopsis.html